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01 junho 2018

Pra onde viajar nas férias de julho no Brasil


Férias em julho no Brasil: Baía do Sancho, Fernando de Noronha
Em julho, você vai encontrar as águas de Noronha assim: calminhas e cristalinas

A cotação do dólar (e do euro) não anda muito camarada para as viagens ao exterior. E a alta estação no Hemisfério Norte, o verão deles, corresponde exatamente às nossas queridas folgas de meio de ano. Pra nossa sorte, porém há muitas opções pra se viajar nas férias de julho no Brasil mesmo.

Vantagem de quem vive em um país enorme, lindo e diverso, com muitos destinos que ficam maravilhosos durante nosso inverno. Viajar nas férias de julho no Brasil é uma grande pedida para quem curte belas paisagens, natureza — com conforto ou com aventura.

filhotes de carcará, no Pantanal do Mato Grosso
A fofura dos filhotes de carcará, no Pantanal do Mato Grosso

Julho é a a melhor época para desbravar o Pantanal, pra ver muitos peixinhos de todas as cores em Bonito, se esbaldar no mar mais calmo em Fernando de Noronha e fazer as melhores fotos das Cataratas do Iguaçu.

Siga as dicas da Fragata para cada um desses destinos e aproveite suas merecidas férias de julho:

Mergulho em uma nascente de Bonito, Mato Grosso do Sul

Peixinhos em Bonito: em julho, a escassez de chuvas deixa as águas ainda mais cristalinas



22 fevereiro 2015

O que ver no Pantanal


jacaré no Pantanal

Jacaré no Pantanal: a paisagem é linda, mas quem arrasa mesmo é a bicharada


O Pantanal me deixou boba com seus muitos encantos, esparramados pelos 250 mil km² de planície. A paisagem é linda, mas o melhor são os muitos bichinhos que se esbaldam naquelas planuras do coração do Brasil.

É impossível ficar imune à maravilha da diversidade da fauna pantaneira. Nem urbanoides como eu resistem a tantos bichinhos fofos. Se você quer saber o que ver no Pantanal, aponte seu olhar e câmera para eles: tem biguás, capivaras, andorinhas, curicacas, jacarés, carcarás, garças, tuiuiús...

Uma verdadeira festa na floresta — ops — no Pantanal.

Fauna do Pantanal: biguás
Eu não fiz concurso de bicho pantaneiro favorito, não. Mas reconheço uma certa parcialidade em favor dos biguás

Andorinhas na paisagem do Pantanal do Mato Grosso

Andorinhas pantaneiras ensaiando o Samba de Uma Nota Só


Eu tinha visitado o Pantanal meio na correria, lá se vai quase um quarto de século, mas o pouco tempo já tinha sido suficiente para me deixar impressionada com a beleza da região.

Desta vez, resolvi fazer uma imersão, com o perdão do trocadilho (risos) de cinco dias por lá, sonhando com o sossego à beira da piscina, livrinhos e eventuais incursões para ver a bicharada.

Pois os livros ficaram quase intocados e acho que nunca apertei tanto os botõezinhos das minhas (três!!) câmeras fotográficas como nessa viagem.

Capivara no Rio Pixaim, Pantanal do Mato Grosso

Elegantíssima, esta capivara bancava a Esther Williams nas águas do Rio Pixaim


Mesmo quando eu guardava o equipamento, decidida a ficar na piscina só com o nariz pra fora d’água (santo remédio para calor e mosquitos), os bichos pantaneiros vinham posar pra as fotos.

Foi o caso da curicaca que pousou no coqueiro que sombreava o meu cantinho da piscina e cantou até que eu reassumisse a minha porção dominante nesses feriados de Carnaval, que era a de paparazza de bichos do Pantanal.

Curicaca, ave típica do Cerrado e do Pantanal

A curicaca não descansou enquanto não foi clicada para a Fragata


A única que fez forfait foi dona onça, a figurinha que ficou faltando para completar o meu álbum 😊.

Dá uma olhada no meu álbum de figurinhas e comece a montar a sua lista de o que ver no Pantanal:

21 fevereiro 2015

Dicas de viagem ao Pantanal - guia para urbanóides

Biguá, ave aquática do Pantanal

O biguá apareceu para a foto e fez pose. De dezembro a maio é tempo das cheias do Pantanal e não é a melhor época para ver as onças, mas os outros bichinhos pantaneiros compareceram ao encontro


Atualizado em maio de 2018

Na pausa de Carnaval de 2015, embarquei em uma programação bem diferente das que vocês estão acostumados a ver aqui na Fragata.

Depois de 24 anos, la fui eu, de volta ao Pantanal, bem longe das cidades (a melhor invenção da raça humana), cercada de mata, silêncio e bicharada.

Pantanal do Mato Grosso
Mesmo uma urbanoide como eu fica extasiada com a paisagem do Pantanal

Pantanal do Mato Grosso

Sou uma tremenda urbanoide, com raras e especialíssimas incursões na natureza. Eu, porém, não resisto à beleza do Pantanal, um patrimônio que todo brasileiro merece ver ao menos uma na vida.

É um destino rústico, sim, mas o Pantanal tem a estrutura necessária para não espantar os fãs do conforto das cidades.

Garça no Pantanal de Mato Grosso

Saindo de Poconé, ainda na estrada, já começa a passeata de bichos pantaneiros


A melhor temporada para ver a rica fauna da região é a estação seca, de abril a outubro. Embora eu tenha ido em fevereiro, não posso me queixar: o tempo estava bom e os bichinhos compareceram ao encontro: tirando as onças, topei cara a cara com as principais estrelas pantaneiras.

Jacarés, capivaras, tuiuiús, gaviões, carcarás, iguanas, curicacas, garças e veados pantaneiros, além de uma infinidade de passarinhos, posaram para as câmeras do blog.

Jacaré no Pantanal
Hi, eu acho que vi um jacarezinho 😇

Vegetação aquática do Pantanal

Pra completar, o Pantanal tem umas plantinhas danadas de fotogênicas


A lição que eu trouxe e compartilho com vocês é que o Pantanal é um destino muito mais fácil do que se imagina. Confira as dicas e vá se organizando. Na alta estação, a região recebe muitos turistas (estrangeiros às pencas) e é bom preparar tudo com antecedência. Que sorte a sua que a Fragata foi antes, né? 😊

16 maio 2002

Fronteira Brasil-Bolívia em Cáceres - a "cancela alfandegada"

Posto de fronteira em Fortuna no Mato Grosso

Aduana de Fortuna (MT), na fronteira Brasil-Bolívia


Duzentos e cinquenta quilômetros –133 deles sem asfalto –, 15 precárias pontes de madeira, buracos, trechos de mata fechada. Esse é o percurso cotidiano dos quatro auditores-fiscais lotados na Inspetoria da Receita Federal em Cáceres (MT), 1ª Região Fiscal, para realizar o trabalho de desembaraço de importações e exportações feitas através de Fortuna, na fronteira com a Bolívia.

A estrada deserta margeia a linha divisória com o país vizinho e chega ao "recinto alfandegado" – na verdade, apenas uma cancela a 800 metros de uma das fronteiras mais violentas do país. Por aqui circulam mensalmente US$ 28 milhões em mercadorias, segundo estimativas do Sindicato de Transportes de Carga no Mato Grosso (Sindimat).

Ao lado do Destacamento Militar de Fortuna, do 2º Batalhão de Fronteira, o "recinto alfandegado" conta apenas com um orelhão de funcionamento esporádico e uma árvore como "estrutura". As demais dependências – uma guarita com um sanitário sujo e um pequeno escritório – pertencem ao Exército e não são utilizadas pela Receita Federal.