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02 novembro 2015

Atrações gratuitas na Europa em 19 cidades


Plaza Mayor em Madri

Você não paga nada pra ver a Plaza Mayor, em Madri. Não sei se toooodas as melhores coisas da vida são de graça, mas — alvíssaras, viajantes! — a Europa está cheia de atrações que não custam um tostão


"As melhores coisas da vida são de graça". Até os Beatles já debocharam desse chavão (na gravação de Money, de Barret Strong, no LP With the Beatles), mas quando eu penso nas igrejas de Roma, nos principais museus de Londres e nas praças e jardins de Paris eu sou bem capaz de concordar.

Tem muitas atrações gratuitas na Europa, um alívio para o bolso do viajante.

British Museum em Londres
Todos os espetaculares museus públicos da Inglaterra têm entrada gratuita, como o British Museum, em Londres

Igreja de Santa Maria in Trastevere em Roma

Quer mais Europa grátis? As igrejas de Roma estão cheias de obras de arte e não cobram ingresso. Este é o campanário da Igreja de Santa Maria in Trastevere, uma das mais lindas da cidade


Mesmo com esse câmbio cruel — estou escrevendo este post com o euro cotado a R$ 4,25 — a Europa continua no topo das nossas listas de desejo, né? Então, se jogue sem susto nessa "Europa grátis" cheia de atrações maravilhosas.

Experimentei e amei todas as atrações e passeios gratuitos que listei neste post. Tem dicas de 19 cidades na Itália, Irlanda, Espanha, Inglaterra e Portugal.

Ave marinha no Rio Liffey em Dublin, Irlanda

Caminhar à beira do Rio Liffey, em Dublin, traz surpresas que não têm preço


As dicas de passeios grátis na França (Paris, Carcassonne e Rouen) ganharam um post só pra elas.

Todas as informações desta postagem foram checadas e atualizadas. Os posts que complementam as dicas também. 

30 junho 2015

8 sítios arqueológicos pra sua lista de viagens


Loba romana no Fórum de Tarragona na Espanha
A loba romana com Rômulo e Remo no Fórum de Tarragona (Catalunha), a antiga Tarraco


Eles são muito menos famosos que a Acrópole de Atenas, Stonehenge ou Machu Picchu, mas têm beleza, história e fascínio de sobra pra justificar a visita. São sítios arqueológicos belíssimos, que rendem visitas divertidas e interessantes — e tem até um brasileiro, de frente para o mar.

Castelo da Praia do Forte na Bahia
Acrópole de Lindos na Grécia
Acho difícil encontrar uma atração mais apaixonante do que um sítio arqueológico com vista pra o mar. No alto, o Castelo da Praia do Forte, na Bahia. Acima, a Acrópole de Lindos, na Ilha de Rodes (Grécia)
  
Você tem ótimas razões para incluir o Castelo da Praia do Forte (Bahia), Tiwanaku (Bolívia), Orongo (Ilha de Páscoa), Pachacamac (Lima), Troia (Turquia), La Casa del Obispo (Cádiz, Andaluzia), a Acrópole de Lindos (Ilha de Rodes, Grécia) e os vestígios de Tarraco (Tarragona, Catalunha) nos seus próximos planos de viagem.

Alguns desses sítios arqueológicos são testemunhas de fatos bem conhecidos, como Troia, Tarraco e a Acrópole de Lindos.

Sítio Arqueológico de Pachacamac no Peru
Tiwanaku na Bolívia
Duas civilizações importantes nos Andes, antes da ascensão dos Incas: o povo Wari construiu Pachacamac (no alto), no Peru, e a poderosa civilização de Tiwanaku (acima) floresceu no altiplano boliviano

Outros revelam facetas do passado que encantam e surpreendem. O que eu posso garantir é que cada um desses sítios arqueológicos é um narrador eloquente que encanta e transporta o visitante a inesquecíveis.

Com a exceção de Troia, que dá um pouquinho mais de trabalho pra chegar — mas como resistir ao apelo do cenário das aventuras narradas por Homero? — todos esses sítios arqueológicos têm acesso muito fácil, pois estão dentro de centros urbanos ou a distâncias confortáveis de cidades que você, com certeza, já tem na sua lista de desejos.

Ruínas de Troia na Turquia
O fascínio por Troia persiste graças ao relato de Homero na Ilíada
Vila cerimonial de Orongo na Ilha de Páscoa
No topo de um vulcão, a Vila Cerimonial de Orongo era a sede do torneio que decidia quem seria o governante da Ilha de Páscoa
Sítio arqueológico Casa del Obispo em Cádiz, Espanha
O Sítio Arqueológico Casa del Obispo, em Cádiz, é um passeio pelas diversa camadas históricas da cidade, desde sua fundação pelos fenícios

Anote essas dicas de sítios arqueológicos maravilhosos e prepare as escapadas bate e volta das suas próximas viagens. Vamos dar um mergulho no passado?

30 junho 2014

Onde comer na Andaluzia

Peças de jamón em uma taberna de Granada

Peças de jamón em uma taberna da Carrera del Darro, em Granada (com direito à minha selfie no espelho 😊)


Comer na Andaluzia é um prazer que está à altura das paisagens, dos monumentos e da cultura dessa região fascinante da Espanha.

A cozinha andaluza é feita de frutos do mar (ai, as frituras de Cádiz!) saborosas sopas frias (o salmorejo e o gazpacho, por exemplo), pratos fortes, como o rabo de toro, o delicioso jamón (presunto), chocolate com churros e doces conventuais.

Tudo isso acompanhado de um bom vinho, taças de sangria e cálices de xerez.

Culinária da Andaluzia
Pequenos grandes momentos: berinjelas fritas com melaço, na Judería de Córdoba, pão com tomate com vista para a Alhambra, em Granada, café com marrom glacê, em Triana (Sevilha) e tortilhas de camarão, em Cádiz

Os melhores lugares para provar os autênticos sabores da Andaluzia são os bares e tabernas com décadas de idade, cheios de personalidade e astral de vizinhança, que resistem como baluartes da autenticidade, mesmo nas áreas mais turísticas.

Perfeitos para ir de tapas observando os frequentadores tradicionais que reclamam da política entre dentes enquanto sorvem suas xícaras de café ou cálices de Domecq.

Taberna andaluza em Córdoba
Taberna andaluza em Ronda
Essas tabernas em Córdoba (no alto) e em Ronda conseguem manter uma tremenda personalidade, mesmo cercadas de atrações turísticas


Meus 20 dias na Andaluzia foram uma farra gastronômica — simples, sem firulas e deliciosa, bem ao jeito desse pedaço de mundo passional e sedutor.

Veja o que comer na Andaluzia e dicas de restaurantes, bares e cafés que testei e aprovei:

20 abril 2014

Passeios em Cádiz, a herança de Hércules

Campo del Sur em Cádiz na Andaluzia
Com três mil anos de aventuras no currículo, Cádiz sabe direitinho como apaixonar os visitantes


Mais de três mil anos de história, o mar por todos os lados e uma gastronomia deliciosa. A “cidade de Hércules” não brinca em serviço e sabe direitinho como apaixonar uma visitante.

Logo nos primeiros passeios em Cádiz, eu descobri que estava diante de mais uma paixão proporcionada pela Andaluzia.

Espremida sobre uma “ilhota” estreita e comprida (cerca de 1 km x 6 km), é difícil dar dois passos em Cádiz sem avistar o mar — e só mesmo suas muralhas milenares para domar aquelas ondas.

Igreja de Santa Cruz em Cádiz na Andaluzia
Igreja de Santa Cruz em Cádiz na Andaluzia
Igreja de Santa Cruz em Cádiz na Andaluzia
A exploração das Américas contribuiu muito para a beleza de Cádiz. A Catedral Velha, hoje Igreja de Santa Cruz, foi totalmente reconstruída, no Século 18, com as riquezas da Carreira das Índias


Junte a isso um sol em tons quase tropicais e a algazarra onipresente das aves marinhas e está ponta a receita de encantamento de Cádiz, uma cidade linda, com vivacidade de menina.

Menina, sim, apesar de toda a história que já passou por aquele pedacinho de terra cercado de marismas.

Cádiz já foi Gadir dos fenícios e dos cartagineses, foi Gades dos romanos e Qadir dos mouros, um dos assentamentos humanos mais antigos do Ocidente, com mais de três mil anos de ocupação contínua.

Altar-mor da Igreja de Santa Cruz em Cádiz na Andaluzia

Altar-mor da Igreja de Santa Cruz


E isso é ainda é pouco, se a gente considerar que os gaditanos se reivindicam como herdeiros de Hércules.

Segundo a lenda, o herói grego filho de Zeus foi o fundador de Cádiz — se tem uma coisa que me mata de inveja dos semideuses é que entre o extermínio de dragões de nove cabeças e de leões invulneráveis, eles sempre conseguiam uma folguinha na agenda pra exercitar sua veia urbanística e fundar cidades 😊.

Fortaleza de San Sebastián em Cádiz
Mirante da Fortaleza de San Sebastián em Cádiz
Não importa o propósito, a história de Cádiz sempre esteve debruçada sobre o mar. No alto, o longo quebra-mar que liga a cidade à Fortaleza de San Sebastián. Acima, o mirante nas muralhas desse forte


A favor da lenda pesa uma constatação: Cádiz puxou ao pai. Como Hércules, ela pode desafiar qualquer pedaço de mundo a mostrar um currículo de aventuras mais extenso que o seu.

Olhando a cidade — que mais parece um barco singrando as ondas — a gente pensa logo em divindades aquáticas. Não sei quais eram as relações de Hércules com Poseidon, mas a história de Cádiz sempre esteve debruçada sobre o mar.

Bairro de La Viña em Cádiz na Andaluzia
La Viña, antigo bairro dos pescadores de Cádiz, tem restaurantes populares ótimos para comer frutos do mar e ver a vida passar em mesinhas na calçada


A história movimentada e as muitas testemunhas dessa história ainda de pé na cidade são o principal encanto de Cádiz, fortíssimos motivos para que você inclua essa maravilha em seu roteiro pela Andaluzia.

Veja alguns passeios em Cádiz para aproveitar os encantos da herdeira de Hércules:

13 abril 2014

Andaluzia: passeio pelas muralhas de Cádiz


Fortaleza de San Sebastián em Cádiz
Cádiz vista da Fortaleza de San Sebastián. Essa passarela é o Paseo Fernando Quiñones, que liga a fortificação ao continente. Ao fundo, à esquerda, a Praia de La Caleta


Se o mundo fosse um baile, a gente poderia dizer que Cádiz contemplou a passagem do tempo em uma mesa de pista.

A pouco mais de 100 quilômetros do Estreito de Gibraltar, avançada sobre o mar, Cádiz foi um senhor o camarote para quem quisesse observar o vai e vem de esquadras de guerra e frotas comerciais entre a Europa e a África e na rota entre o Atlântico e o Mediterrâneo.

Essa posição estratégica, é claro, foi cobiçada por todas as civilizações que andaram por aquele pedaço de mundo. Isso explica a onipresença das muralhas de Cádiz, uma sucessão de bastiões, muros  e fortes que contorna toda a cidade.

Muralhas de Cádiz
Muralha de San Carlos em Cádiz
Muralhas de Cádiz
As muralhas de Cádiz são patrimônio da humanidade pela Unesco


O tempo das invasões ficou para trás. As muralhas de Cádiz, hoje declaradas como patrimônio da humanidade pela Unesco, agora servem para passear, ver o mar e a cidade por um ângulo privilegiado.

As muralhas contribuem muito para o encanto de Cádiz e rendem caminhadas deliciosas, sempre na companhia das aves marinhas e do bater das ondas do Atlântico contra as fortificações.

Muralhas de Cádiz na Andaluzia

O melhor jeito de explorar as muralhas de Cádiz é com o roteiro fornecido pelo escritório de turismo da cidade, com um mapa e explicações históricas.

Eu fiz, adorei e conto tudo neste post. Veja as dicas:

06 março 2014

Hospedagem na Andaluzia - Sevilha, Cádiz, Ronda, Granada e Córdoba


Pôr do sol na Ponte de Triana em Sevilha
Meu primeiro entardecer em Sevilha, na Ponte de Triana. A hospedagem no Centro Histórico me deu muitas cenas lindas de presente


A primeira coisa que aprendi sobre hospedagem na Andaluzia é que quem viaja no inverno encontra ótimas opções com preços excelentes. 

E é bom que se diga que o inverno na Andaluzia tem temperaturas muito camaradas  — se eu tiver que decidir entre o calorão do verão e o friozinho simpático de janeiro, vou sempre escolher a segunda alternativa.

Em Granada, fiquei hospedada em um hotel excelente, a cerca de 800 metros da portaria da Alhambra e o inacreditável preço de inverno de € 44 a diária, com café da manhã


Em meu roteiro na Andaluzia, fiquei hospedada em hotéis muito bacanas, pagando muito menos do que teriam custado na alta estação. Visitei Sevilha, Cádiz, Ronda, Granada e Córdoba, nesta temporada de dezembro 2013/janeiro 2014.

Veja onde me hospedei na Andaluzia e aproveite as dicas:

03 fevereiro 2014

Transporte na Andaluzia: circulando pela esquina do mundo

Mirante sobre o desfiladeiro de Ronda na Andaluzia
Mirante sobre o Desfiladeiro do Tajo, em Ronda. E olha que a Andaluzia é tão bacana que nem precisava ser tão linda...


Depois de 20 dias de viagem pela Andaluzia, minha definição de paixão foi atualizada. Minhas escalas foram Sevilha, Cádiz, Ronda, Granada e Córdoba.

A Andaluzia é linda, tem uma culinária divina e um inverno super civilizado (cheguei a pegar 18 graus em Córdoba), o que a torna um destino para o ano inteiro — e o que é melhor: na baixa estação, os preços são bem em conta e você ainda escapa das multidões.

Ponte Romana de Córdoba na Andaluzia
Ponte Romana de Córdoba na Andaluzia
A Ponte Romana de Córdoba dourada pelo sol da tardinha. Ao fundo, a fortaleza árabe de Calahorra: a Andaluzia é uma esquina de civilizações

Querem mais boas notícias? A Andaluzia é segura para mulheres viajando sozinhas e pode perfeitamente dispensar o aluguel do carro: sim, é fácil e confortável viajar pela Andaluzia com transporte público. Foi assim que fiz todos os meus deslocamentos por lá.

E o que é melhor: posso testemunhar que é muito fácil explorar essa região encantadora.

Veja minhas dicas para organizar sua viagem à Andaluzia (como chegar, como circular, quanto tempo ficar 😊:

22 janeiro 2014

Roteiro na Andaluzia: 20 dias inesquecíveis

Ponte de Triana em Sevilha
O Rio Guadalquivir (al-wādi al-kabīr, "o grande rio", em árabe) é o coração de Sevilha. Sua ponte mais famosa é a de Triana, que leva ao bairro que foi berço do Flamenco

Você já foi à Andaluzia? Não? Então vá. E correndo. Eu acabei de chegar de lá, onde fiz um roteiro de 20 dias por SevilhaCádiz, Ronda, Granada e Córdoba. Dizer que estou apaixonada é pouco. 

Viajar pela Andaluzia dos fenícios, cartagineses, romanos e mouros é mergulhar em um pedaço de mundo muito sedutor, com suas ruas sombreadas por laranjeiras, palácios suntuosos, centros históricos labirínticos e pontilhados por pátios quase secretos.

Laranjeiras no Bairro de Santa Cruz em Sevilha
As laranjeiras carregadas estão por toda parte e servem de moldura à beleza de Sevilha. Estas ficam no Bairro de Santa Cruz, antigo reduto da comunidade judaica

Veja como foi o meu roteiro de 20 dias na Andaluzia e inspire-se. Garanto que você também vai amar: