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01 novembro 2025

Todas as dicas de viagem à Itália - post índice

Florença na Itália
Florença recebe 5,3 milhões de turistas, anualmente — e todos eles estão cobertos de razão

A Itália é inesgotável — um país que combina história, beleza e um irresistível jeito de viver. Este post-índice reúne todas as dicas de viagem à Itália publicadas aqui na Fragata, para ajudar você a se organizar, escolher sua rota italiana e montar uma jornada verdadeiramente inesquecível.

São informações sobre 22 destinos, da magnífica Roma à pequenina Castelmola, pendurada nas alturas da Sicília. Muitos tempos históricos, traços culturais diversos e paisagens que vão do barroco ao vulcânico, do alpino ao mediterrâneo — há opções para todos os gostos.

Você encontrará orientações sobre como chegar a cada localidade, como circular, hospedagem, museus, atrações e — claro! — o que comer e onde comer em cada cantinho. Afinal, a Itália é, fundamentalmente, uma pátria da boa mesa.

13 outubro 2025

Roteiros criativos - Bolonha, a joia entre Florença e Veneza

Pórtico em Bolonha na Itália
40 km de belíssimos pórticos embelezam as caminhadas por Bolonha 

No meio do caminho pode ter uma pedra, como dizia Dummond. Mas se o caminho é entre Florença e Veneza, a pedra é preciosíssima: Bolonha é a cidade que mais me mata de saudade quando eu penso em viagens à Itália.

Quando decidi abrir uma série aqui no blog falando de roteiroscriativos, Bolonha foi o primeiro destino que entrou na lista. A ideia não é falar de lugares secretos — eu nem sou tão descolada — dos quais só iluminados ouviram falar. Quero apenas compartilhar algumas paixões que merecem mais destaque do que costumam ter.

Universidade de Bolonha na Itália
Além de 1.000 anos de tradição, a Universidade de Bolonha tem edifícios magníficos

Bolonha tem astral inigualável, patrimônio histórico belíssimo e gastronomia de fazer a gente flutuar. E o melhor é que ela fica praticamente no meio do caminho entre Florença e Veneza, duas cidades italianas que entram na maioria dos roteiros pela Itália.

Sem as multidões de turistas de Florença e Veneza, Bolonha é uma cidade onde pulsa a vida real, vivida e curtida de verdade por seus moradores. Além disso, tem preços muito mais simpáticos do que os destinos turísticos mais disputados na Itália. Uma cidade pra mergulhar e se encantar.

O meio do caminho que multiplica o prazer da viagem

Gramigna al ragù, prato típico de Bolonha
Pasta tipo gramigna com ragù, delícia típica de Bolonha

Veja só: de Florença a Veneza são 270 km, ou 2h20 de viagem de trem rápido. Por que não dividir esse percurso com uma escala em Bolonha? (Dividir, no caso, é multiplicar — e muito — o prazer viajante, pode apostar.)

 A distância de Florença a Bolonha é de 120 km (40 minutos de trem). De Bolonha a Veneza, são 160 km de estrada  (2h10 de trem).

Reserve três dias nesse intervalo pra ver e saborear Bolonha (o mais reputado centro gastronômico da Itália). Se você quer um roteiro criativo, Bolonha vai superar suas expectativas. 

Basílica de São Petrônio em Bolonha
A Basílica de São Petrônio é simplesmente magnífica. Merece estar no topo da sua lista de visitas em Bolonha

Veja as dicas: 

12 outubro 2025

Roteiros criativos - um passinho além do óbvio

Arco de Santa Catalina em Antigua Guatemala
Se você curte cidades coloniais, vai se apaixonar por Antigua Guatemala

Há destinos que todo mundo sonha conhecer — Paris, Roma, Londres, Nova York. Mas, como diz minha canção favorita, tem muito mundo pra se ver. E é justamente esse “muito mundo” que inspira a nova série do blog: Roteiros Criativos — viagens por caminhos menos óbvios, cheios de histórias, sabores e descobertas.

São cidades e vilarejos onde a vida segue seu ritmo autêntico, ainda não moldado pelo turismo de massa —  e, de quebra, com preços muito mais amigáveis. Perfeitos para inspirar roteiros criativos, capazes de transformar qualquer viagem em uma experiência única.

Jardins do Turia em Valência na Espanha
Os Jardins do Turia, parque delicioso em Valência, na Espanha
 
Este post abre uma série dedicada a esses roteiros criativos. Não se trata de nada secreto, misterioso ou repleto de perrengues — meu lado Lara Croft anda bem comportado. A ideia é simplesmente sugerir destinos que merecem muito mais atenção de viajantes curiosos e dispostos a ir um passo além do óbvio.

Não é preciso abandonar Paris (quem seria capaz?), mas por que não incluir Rouen no roteiro?
Veneza e Florença são, sem dúvida, imperdíveis — mas Bolonha, ali no meio do caminho, é uma joia que muitos deixam passar.

Pórtico em Bolonha na Itália
Os famosos pórticos de Bolonha acompanham o visitante nas andanças pela cidade. São mais de 40 km dessas colunatas, protegendo o caminhante do sol e da chuva

Gosta de cidades coloniais? Experimente descobrir Antigua, na Guatemala, ou Villa de Leyva, na Colômbia.

E se Madri e Barcelona são paradas obrigatórias, que tal transformar essa dupla em um triângulo, acrescentando Valência?

Entendeu o espírito da coisa? Esses roteiros criativos não vão obrigar você a atravessar pontes de cordas nem a explorar subterrâneos cheios de bichos estranhos. São lugares fáceis de chegar, conhecidos e até turísticos, mas que recebem muito menos atenção do que merecem.

Vila de Lindos na Ilha de Rodes na Grécia
Lindos, na Ilha de Rodes: mar impecável, ruínas da Antiguidade e casinhas brancas sem muvuca

Nos próximos posts, trarei sugestões e inspirações para quem quer viajar com um olhar mais curioso e criativo — sem abrir mão do conforto, da beleza e, claro, da emoção de descobrir o novo.
Veja as dicas e prepare-se para se encantar pelos caminhos menos óbvios.

Veja o que vem por aí nesta série, com posts bem detalhadinhos:

17 setembro 2017

Dicas práticas de Bolonha

Bolonha, Itália
Bolonha reúne história, cultura e gastronomia com uma maestria que eu tô pra ver

Agora que eu já contei pra você que espetáculo de cidade é Bolonha, está na hora de acrescentar aquelas informações essenciais à organização da sua viagem.

Essas dicas práticas de Bolonha contam tudinho: como chegar a Bolonha, como circular pela cidade, onde se hospedar, onde comer (e comer muito bem, porque Bolonha garante).

Pórtico típico de Bolonha, Itália

Os belos pórticos de Bolonha são uma marca da cidade


Organizei tudo bem bonitinho neste post. Agora, é só fazer a mala e avanti!

10 setembro 2017

O melhor de Bolonha - a paixão é vermelha


Centro Histórico de Bolonha na Itália
Bolonha, a Vermelha, título conquistado com uma história de muitas lutas


Poucos lugares me seduziram tanto, tão rápido e tão definitivamente quanto Bolonha. A cidade é linda, mas isso não tem a menor importância. Ver Bolonha é só um detalhe. Ela foi feita pra ser sentida e experimentada em fartos bocados.

O melhor de Bolonha é o astral, alimentado, em grande medida, por sua longa tradição acadêmica que torna a cidade mais arejada, viva e vibrante.

Pórtico típico de Bolonha, Itália
Pórtico típico de Bolonha, Itália
Pórtico típico de Bolonha, Itália
Pórtico típico de Bolonha, Itália
Os famosos pórticos de Bolonha se estendem por todo o Centro Histórico e conferem um encanto a mais à cidade — ô bichinhos fotogênicos


Bolonha é uma baita cidade e merece estar no topo de sua lista de desejos em uma viagem à Itália.

Conhecida como "La dotta, la grassa e la rossa" (a erudita, a gorda e a vermelha), Bolonha é mesmo uma cidade voltada para o saber, os prazeres da mesa e com uma tremenda tradição progressista e comunista. Uma mistura que resulta irresistível.

Deixa eu mostrar o melhor de Bolonha e aposto que você já vai querer ir correndo pra lá:

25 março 2017

Ravena, Itália: um bate e volta à cidade dos mosaicos


Mosaicos bizantinos na Basílica de San Vitale, em Ravena, Itália
Basílica de San Vitale, o monumento mais famoso de Ravena

Uma cidade que sempre rondou a minha lista é Ravena, Itália, última capital do Império Romano do Ocidente e dona do acervo de mosaicos bizantinos mais famoso da Península.

Como ela fica bem pertinho de Bolonha (86 km), uma das minhas bases na viagem de janeiro, finalmente pude fazer um bate e volta a Ravena para ver de perto seus maravilhosos mosaicos bizantinos. Acabei descobrindo uma cidade adorável.

Centro Histórico de Ravena, Itália

Os pequenos detalhes de Ravena também são encantadores


Coube a Ravena a ingrata tarefa de personificar um ocaso. Quando as tribos bárbaras estavam tocando o terror na Europa Ocidental, lá pelo Século 5 da nossa era, a cidade abrigava a corte de um cada vez mais combalido Império Romano, na condição de sua última capital.

A queda de Ravena diante das hostes do godo Odoacro, no ano 476, marca o que se convencionou como o fim da Antiguidade e início da Idade Média.

Mosaico em Ravena, Itália

"Ravena, cidade amiga das mulheres". A tradição dos mosaicos está por toda parte no "berço da Idade Média"


Mosaico em Ravena, Itália

Só esse marco histórico já justificaria a visita, mas o conjunto de monumentos paleocristãos e bizantinos de Ravena são realmente de deixar a gente de queixo caído. Taí uma escala recomendadíssima para quem vai explorar a Emília-Romanha.

Veja neste post os da cidade onde começou a Idade Média e todas as dicas pra organizar um bate e volta a Ravena.

17 março 2017

Chip de celular no exterior - minhas experiências

Galleria degli Uffizi em Florença
A Galleria degli Uffizi de Florença no Isntagram da Fragata. Acho fundamental estar online durante as viagens — tem muito mais utilidades do que apenas postar fotos nas redes

Atualizado em julho de 2019

Já faz um tempinho que eu não “sobrevivo” em viagens sem conexão de internet full time. Virei dependente do uso de chip de celular no exterior e já acumulo um monte de experiências — boas e ruins — neste quesito.

Continuo devendo aquele telefonema pra minha mãe avisando que estou viva, mas o chip de celular é essencial para usar aplicativos de transporte (como o Uber), me orientar com o Googlemaps e descobrir restaurantes pelo Yelp e Foursquare.

Escadaria de Aracoeli em Roma
Ponte Sisto em Roma
A Escadaria de Aracoeli (no alto) e a Ponte Sisto, em Roma, também estamparam o Instagram do blog

Veja as minhas experiências com chip de celular no exterior:

21 fevereiro 2017

Onde comer e o que comer em Bolonha


happy hour em Bolonha
Uma taça de vinho, pão e mortadela — com a Basílica de São Petrônio por companhia. Ser feliz em Bolonha não custa muito


Já tinham me avisado que é quase impossível comer mal em Bolonha. A cidade que, entre seus títulos, ostenta com orgulho a designação de La Grassa (“A Gorda”) trata os assuntos da mesa com muito cuidado.

Segundo ouvi de mais de um local “não existem restaurantes turísticos em Bolonha. Temos apenas restaurantes”.

Produtos frescos no Mercato del Mezzo em Bolonha
Programão em Bolonha: "visitar" os produtos fresquinhos que logo mais você encontrará à mesa, na região do antigo Mercato del Mezzo 


O fato é que após copiosas porções de mortadela, tortellini, lasanha e gramigna com molhos ragù, burro e salvia ou burro e oro — sempre acompanhados de uma taça de vinho — eu posso dizer que é tudo verdade: come-se divinamente em Bolonha, e a preços muito mais atraentes que nas regiões mais turísticas da Itália.

Neste post, reuni algumas dicas de comidinhas e restaurantes em Bolonha - não leia perto das refeições, pois vai dar vontade de ir correndo pra lá. Adianto que comer em Bolonha é um espanto 😋.


02 fevereiro 2017

Hospedagem em Bolonha - um hotel fofo no Centro Histórico

Via Oberdan, Centro Histórico de Bolonha
Minha vizinhança em Bolonha era linda

Adorei a minha escolha de hospedagem em Bolonha: fiquei no coração do Centro Histórico, na  área do Ghetto, a dois passos da universidade e das principais atrações da cidade.

O antigo bairro judeu bolonhês tem ruazinhas tortuosas, restaurantes bacanas e é bastante seguro.

Fiquei Hotel Corona D’Oro, um antigo palazzo com ambientes elegantes e quartos aconchegantes na Via Oberdan. Uma "casa longe de casa" com excelente atendimento e preços atraentes.

Veja como foi minha experiência no Hotel Corona d'Oro de Bolonha:

25 janeiro 2017

Roteiro na Itália e na Espanha - Roma, Florença, Bolonha e Madri

21 dias na Itália e Espanha
A Ponte Sisto sobre o Rio Tibre, em Roma, o Duomo e o Batistério de Florença, o claustro do Mosteiro de San Domenico, em Bolonha, e a Plaza Mayor, em Madri

Este janeiro foi de grandes descobertas e belos reencontros. Passei minhas três semanas de férias em um roteiro na Itália e na Espanha, revendo lugares que adoro e explorando novos (e igualmente apaixonantes) cenários.

Meu roteiro por na Itália e na Espanha passou por Roma, Florença, Bolonha e Madri. Ficou redondinho, com direito a  bate e volta a Lucca, um pulinho a Ravena e esticadas a Toledo e Segóvia.

David de Michelangelo em Florença na Itália
"A Anunciação" de Pietro di Miniato na Basílica de Santa Maria Novella em Florença
O David, de Michelangelo, na Galleria della Accademia, e a Anunciação de Pietro di Miniato, na Basílica de Santa Maria Novella: só essas duas visões em Florença já valem a travessia do Atlântico
Feira de antiguidades de San Silvestro em Bolonha

Feira de antiguidades de San Silvestro em Bolonha, minha nova cidade-xodó


Optei por essas quatro cidades-base (Roma, Florença, Bolonha e Madri) exatamente pelas muitas possibilidades de passeios pelos arredores.

Meu ponto de partida no Brasil foi Salvador, de onde voei para Roma, com conexão em Madri (pela Air Europa).

Os trechos europeus deste roteiro na Itália e na Espanha foram todos feitos de trem, à exceção da viagem Roma-Madri, que já estava incluída no bilhete aéreo transatlântico — a parada na capital espanhola contou como um stop-over.

Catedral de Toledo na Espanha
Alcázar de Toledo na Espanha
Toledo está a confortáveis 30 minutos de trem de Madri e rende um bate e volta redondinho. No alto, a Catedral da cidade, que muita gente considera a mais bonita da Espanha. Acima, o Alcázar, que já foi fortaleza romana, visigótica e moura


Tive 22 dias “líquidos” de viagem, sem contar os voos de ida e volta à Europa. É claro que esse período permitiria acrescentar mais alguns destinos — assim como o meu roteiro exato poderia ter sido feito num intervalo menor de tempo.

Mas eu curto viajar sem pressa e sem ansiedade e essa programação foi perfeita para que eu saboreasse o reencontro com as queridas Roma, Florença e Madri e pudesse descobrir os encantos de Bolonha, minha nova paixão de cidade.

Museu Histórico de Madri
Praça Dos de Mayo em Malasaña Madri
Minha hospedagem em Madri foi no animado bairro de Chueca, vizinha do belo Museu Histórico (no alto), com entrada gratuita, e a um pulinho do muy boêmio bairro de Malasaña, onde fica a Plaza Dos de Mayo (acima) 

Adorei todas as minhas escolhas de hospedagem, tanto os hotéis quanto os bairros. O Testaccio (Roma), a vizinhança de Santa Maria Novella (Florença), o antigo Bairro Judeu de Bolonha e Chueca (Madri) são regiões seguras, muito bem servidas de transporte público, com ótimo comércio e opções de restaurantes.

Veja a seguir como ficou meu roteiro na Itália e na Espanha de três semanas. É pra você se inspirar e adaptar à vontade, que eu garanto que rende uma viagem deliciosa: