Música deste post: Ma Liberté, Georges Moustaki
Ulisses — sim, o cara da Odisseia — tem sido um guia de turismo bem presente na minha vida.
Minhas grandes inspirações pra viajar sempre vieram das músicas, do cinema e dos livros. Beatles, Jane Austen, Ricardo Coração de Leão, García Lorca são alguns queridos que já me levaram pela mão, mais de uma vez, em jornadas deliciosas. Mas ninguém me acompanhou tanto por aí quanto Ulisses.
Outro dia, relendo trechos que sempre me encantaram, me peguei contabilizando minhas viagens inspiradas na Odisseia (e Ilíada, também) e percebi que pelo menos seis dos meus roteiros foram desenhados com a colaboração dos relatos de Homero.
Das ruínas de Troia à ilha de Ítaca — passando por Malta, Lisboa e Nápoles — eu também tenho uma pequena odisseia pra contar. Uma jornada que ainda não terminou e que veio sendo construída aos poucos, como me ensinaram os versos de Konstantínos Kaváfis:
Faz votos de que o caminho seja longo,
que numerosas sejam as manhãs de verão
em que, com prazer, com júbilo,
entres em portos nunca dantes vistos.
Seguindo os passos de Ulisses — que passou dez anos tentando voltar pra casa — eu venho completando minha própria odisseia devagarzinho, totalmente encantada com as belezas que compõem o mapa dessa aventura.
Veja minha jornada real pelos lugares da Odisseia: