Relacionamentos entre pessoas onívoras e vegetarianas/veganas trazem sua generosa cota de contratempos — especialmente quando uma das partes (ou ambas) tem como um dos grandes prazeres da vida a boa mesa e a busca por experiências gastronômicas memoráveis.
Se o dito casal está em Paris, a coisa fica ainda mais complicada: poucas cozinhas do mundo são tão hostis aos não-comedores de produtos animais quanto a francesa, com seus borbotões de manteiga, creme, banha e carne por todo lado. Se o dito casal não fala um pingo de francês além dos eventuais “bonjour” e “un croissant, s’il vous plaît”, então, a coisa já degringola completamente.
Minha viagem à Cidade Luz com Mila, minha então namorada (e hoje boa amiga), foi mais ou menos assim. Em meio à cacofonia de porcas traduções que tentávamos fazer para estabelecer o mínimo de comunicação com garçons e atendentes, minha companheira de viagem — que é totalmente vegana já há uns bons anos — teve que encarar boa parte das suas refeições com saladas sem molho, massas insossas ou sanduíches vegetarianos do Quick. Tudo isso mudou, entretanto, quando conhecemos o Gentle Gourmet.
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