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03 maio 2018

Paris: o Gentle Gourmet e a alta gastronomia vegana (sim, é possível)

Restaurante vegano Gentle Gourmet em Paris
The Gentle Gourmet, restaurante vegano em Paris que faz a felicidade até dos onívoros

Texto e fotos de Bruno Santana, colunista de Gastronomia

Relacionamentos entre pessoas onívoras e vegetarianas/veganas trazem sua generosa cota de contratempos — especialmente quando uma das partes (ou ambas) tem como um dos grandes prazeres da vida a boa mesa e a busca por experiências gastronômicas memoráveis.

Se o dito casal está em Paris, a coisa fica ainda mais complicada: poucas cozinhas do mundo são tão hostis aos não-comedores de produtos animais quanto a francesa, com seus borbotões de manteiga, creme, banha e carne por todo lado. Se o dito casal não fala um pingo de francês além dos eventuais “bonjour” e “un croissant, s’il vous plaît”, então, a coisa já degringola completamente.

Minha viagem à Cidade Luz com Mila, minha então namorada (e hoje boa amiga), foi mais ou menos assim. Em meio à cacofonia de porcas traduções que tentávamos fazer para estabelecer o mínimo de comunicação com garçons e atendentes, minha companheira de viagem — que é totalmente vegana já há uns bons anos — teve que encarar boa parte das suas refeições com saladas sem molho, massas insossas ou sanduíches vegetarianos do Quick. Tudo isso mudou, entretanto, quando conhecemos o Gentle Gourmet.

27 dezembro 2017

Café de la Paix em Paris - erros também podem ser mágicos

Jardim de Luxemburgo em Paris

Paris depois da chuva é especial, como essa tarde no Jardim de Luxemburgo


Por Bruno Santana

Uma coluna de gastronomia costuma trazer narrativas de experiências positivas — pratos que deixam o comensal sem fôlego, criações alimentícias excitantes ou simplesmente algum quitute provado numa esquina e que deixa a gente no chão.

Às vezes, entretanto, as coisas não saem como a gente espera. É o caso da minha experiência no legendário Café de la Paix, em Paris: uma visita nada marcante do ponto de vista gastronômico, mas que permanece em minha memória por vários outros motivos.

É que minha visita ao célebre estabelecimento foi um acidente, dessas escorregadas de turista que resultam em suores frios e risos amarelos na hora, mas em seguida passam a reforçar o cardápio das histórias de viagem mais saborosas.

O Croque Monsieur não foi nada de mais, mas uma ida ao Café de la Paix nunca será apenas uma pausa para o sanduba — por mais pedigree que ele tenha.

01 dezembro 2017

Viagens gastronômicas: 4 delícias que valem a jornada


Dun Laoghaire na Irlanda
Na pacata Dun Laoghaire (Irlanda), provei o melhor hambúrguer da minha vida

Por Bruno Santana

Eu viajo para comer. Esse é um aviso que repito à exaustão para quem quer ouvir meus relatos de viagens ou se interessam em me fazer companhia em uma próxima aventura longe de casa.

Basicamente, conheço os lugares pela boca e minhas principais memórias afetivas das jornadas por aí estão nas comidas que experimento — como reflexo disso, basta olhar qualquer álbum de viagem meu e quase tudo o que irás encontrar são fotos de pratos, doces e restaurantes.

Torre Eiffel em Paris
Paris é tudo o que dizem + a sopa de cebola
Copacabana no Rio de Janeiro
Se o Rio não fosse um espetáculo, ainda teria o Filé à Oswaldo Aranha
Bairro de Belém em Lisboa
E a querida Lisboa ainda capricha no pastel de Belém

São vários os grandes acontecimentos gastronômicos que marcaram minha memória. Quatro deles, porém, pagaram a viagem sozinhos.

sopa de cebola de Paris, um hambúrguer sublime em Dun Laoghaire (Irlanda), o filé à Oswaldo Aranha do Rio de Janeiro e os pastéis de Belém são motivo suficiente para você colocar esses destinos em seu roteiro.

Fica aqui o meu tributo a estes momentos fugazes, porém decisivos. Quer provar também? Vamos!

22 maio 2016

Viagens e Cinema: combinação deliciosa

Filmes que inspiram viagens
O Cinema é danado pra inspirar roteiros de viagem. E assistir a um filme na cidade onde ele foi ambientado é uma senhora experiência

Música deste post: Cinema Olímpia, Caetano Veloso

Muita gente tem o Cinema como inspiração para seus roteiros de viagem. Eu, por exemplo, sou viciada nisso.

Mas você costuma assistir filmes quando está viajando? Tem gente que acha um sacrilégio — “Imagina ficar duas horas fechada em uma sala escura, com uma cidade inteirinha para explorar”.

Mas a dobradinha viagens e cinema, eu juro, é mais gostosa que goiabada com queijo. Ir ao cinema é um dos meus grandes prazeres em viagens.

Um bom filme fica muito mais saboroso quando visto na atmosfera que o inspirou e funciona como poderoso tempero dos passeios que virão a seguir.

Cinemas na área de Leicester Square, Londres
Em Londres, a área de Leicester Square é famosa pelos teatros, mas também preserva uns cinemões com a mágica de antigamente

Quando estou viajando, também gosto de aproveitar a oportunidade de ir a cinemas que preservam a atmosfera que nenhuma sala de shopping center consegue reproduzir, aqueles cinemões de antigamente, que sabiam criar o clima para o mergulho na mágica.

Sem contar que ir ao cinema é bom em qualquer lugar — especialmente quando está passando aquele filme que você morre de vontade de ver na tela grande, e não na telinha da sua TV.

Dê só uma olhada nas minhas "aventuras cinematográficas" pelo mundo e aproveite para se inspirar para novos roteiros  — e começar a rimar cinema e viagens, assim como a gente já faz com os museus, monumentos e restaurantes.

04 novembro 2015

Atrações gratuitas na França: Paris, Rouen e Carcassonne


Place des Vosges, Paris

Place des Vosges, Paris: e pensar que não se paga nadinha pra desfrutar desta delícia de lugar


Para quem ganha em reais, gastar em euros sempre vai pesar no orçamento — mesmo quando o câmbio não está lá nas alturas.

Mas nem por isso a gente quer deixar de viajar, não é mesmo? Se você anda sonhando com a terra dos gauleses, guarde esta listinha de passeios e atrações gratuitas na França.

Você vai se surpreender com o monte de coisas bacanas que tem para ver em Paris, Rouen e Carcassonne sem precisar gastar um tostão.

Jardim do Palais Royal, Paris
Ao ar livre como a realeza: os jardins do Palais Royal (acima) e das Tulherias (foto abaixo), foram construídos para os reis e suas cortes, mas hoje são espaços públicos e gratuitos muito aproveitados pelos parisienses

Jardim das Tulherias, Paris

Começando por Paris, a segunda cidade mais cara do planeta (atrás apenas de Cingapura) no ranking da revista britânica The Economist, em 2018.

Se os quartos de hotel do tamanho de um armário custam uma exorbitância e uma refeição despretensiosa pode chegar perto dos R$ 100 (com o euro a R$ 4,60), a Paris tem um elenco de atrações gratuitas que amortizam o baque com folga — e faz um bem danado para a alma ver toda aquela beleza.

Margens do Rio Sena, Paris

O entardecer às margens do Sena: encanto grátis


Se divertir e se encantar em Paris sem gastar dinheiro é fácil: lá estão as praças que parecem ter saído de uma página de livro (a Place des Vosges, por exemplo), jardins públicos que arrancam suspiros (o Luxemburgo, as Tulherias, o Jardim do Palais Royal) e aquele danadinho daquele Rio Sena, cortado por pontes românticas e margeado por promenades que parecem ter sido feitas para inspirar cenas de cinema. E esses são só alguns exemplos 😉.

Rouen e Carcassonne não chegam nem perto de Paris em termos de preços — mas continuam cobrando em euros.

Acesso à cidade medieval de Carcassonne, França

Em Carcassonne, você paga ingresso para visitar o castelo, mas explorar a cidadela medieval é grátis


Carcassonne, no Languedoc-Roussillon, é um destino concorridíssimo, uma preciosidade da região dos Pirineus, Sul da França, que parece ter parado no Século 12.

É claro que os preços em Carcassonne não são uma pechincha, mas quase tudo que tem de interessante para ver nessa cidade mágica é grátis: ruelas medievais de contos de fadas, muralhas com quase 1.000 anos de idade e uma paisagem de fazer o coração dar uma paradinha.

Rouen, capital da Normandia, tem uma história riquíssima — foi praça forte dos vikings que conquistaram o Norte da atual França, terra natal e cidade favorita do rei inglês Ricardo Coração de Leão e local do martírio de Joana D’Arc.

Com todo esse currículo, Rouen está cheinha de atrações gratuitas, como sua famosa catedral, “musa inspiradora” do pintor Monet.

Rouen, França: Aitre de Saint Maclou e o Grosse Horloge, um relógio astronômico do Século 14

Detalhes da bela arquitetura de Rouen: Aitre de Saint Maclou e o Grosse Horloge, um relógio astronômico do Século 14


No post anterior, reuni belíssimas atrações gratuitas na Europa (19 cidades da Itália, Espanha, Portugal, Inglaterra e Irlanda). 

Agora chegou a vez de Paris, Carcassonne e Rouen. São informações úteis para esses tempos de câmbio desfavorável para o nosso real, mas que valem para a vida toda. Afinal, ver coisas bonitas sem gastar nada não tem hora, né? Anote as dicas e divirta-se

11 outubro 2015

Viagens inspiradas em livros - roteiros literários e jornadas sentimentais

Quai d'Orleans, Paris
Nas pegadas de Hemingway, Paris fica ainda mais especial. Na imagem, o Quai d'Orleans, em foto de abril de 2006

Tenho uma relação bastante ambígua com guias de viagem — e algumas prateleiras deles em casa. Gosto dos mapas, endereços e descrições objetivas, que ajudam a organizar a caminhada. Mas minha grande inspiração para sair pelo mundo é a Literatura. Minhas melhores jornadas são as viagens inspiradas em livros.

Um guia de viagem, tomado ao pé da letra, vira uma angustiante lista de tarefas, transformando cada jornada numa interminável gincana — na ansiedade de completar a lista de pontos turísticos, a gente não vê a vida nem sente a atmosfera ao redor.

Paris: margens do Sena e escadaria de La Madeleine
Paris nem precisava ser personagem de tantos livros para ser inspiradora. A cidade, porém, é uma das campeãs de citação no cinema e na literatura. Na imagem, as margens do Sena depois da chuva e as escadarias da Igreja e La Madeleine

Já uma grande história bem contada nos fornece as referências para uma jornada muito pessoal e cheia de possibilidades — eu vivo repetindo aqui que o melhor guia de viagem são essas tais de referências, né? São elas que nos levam pela mão nas explorações mais prazerosas e marcantes.

Mesmo os lugares mais arrebatadores precisam do encantamento que já trazemos conosco para ficarem realmente especiais.

Viagens inspiradas em livros: Ronda, Andaluzia, e Dürnstein, Áustria
Eu fui a Ronda (esq) inspirada em Por quem os sinos dobram, de Hemmingway. À pequenina Dürnstein, na Áustria, quem me levou pela mão foi Ricardo Coração de Leão, cujas aventuras eu conheci lendo Robin Hood

E quem melhor do que a Literatura para prover esse encantamento prévio? Se você já experimentou, sabe do que estou falando. Se ainda não, aposto que vai amar o mundo das viagens inspiradas em livros.

Veja alguns dos roteiros que a Literatura já me inspirou:

Viagens inspiradas em livros: Termas Romanas e Assembly Rooms, em Bath, Inglaterra
Foi arrepiante visitar as Termas Romanas de Bath e os Assembly Rooms, cenários de momentos decisivos de Persuasão, meu livro favorito de Jane Austen

02 outubro 2014

Concertos na Sainte Chapelle, em Paris - deslumbramento sem multidão


Vitrais da Sainte Chapelle em Paris
Sainte Chapelle, em Paris: tão bonita que quase parece irreal


A primeira vez que entrei na Sainte Chapelle, em Paris, foi no dia do meu aniversário, há mais de uma década. Eram 9 horas da manhã e o sol estava maravilhoso — e o sol faz toda a diferença nessa capela medieval que parece ser feita exclusivamente de luz.

Para melhorar, não havia nem indícios da fila de visitantes que se eterniza na porta do Palácio da Justiça, em cujas dependências fica a Sainte Chapelle.

Desde então, uma visita a Paris sem ao menos uma passadinha na Sainte Chapelle é só meia visita, pra mim.

fila de acesso à Sainte Chapelle em Paris

A Sainte Chapelle (à esquerda na foto), o Palácio da Justiça e a fila pra entrar na atração


O problema da Sainte Chapelle são as tais filas. É verdade que dá para driblá-las, com o Paris Museum Pass (bilhete para 60 museus e monumentos que permite entrar direto nas atrações).

Mas, onde tem fila do lado de fora tem muvuca do lado de dentro: aquelas pessoas todas vão entrar e se acotovelar com você em busca do melhor ângulo para a contemplação ou para as fotos, mesmo que seu passe lhe permita entrar antes delas na atração.

Porta Real da Sainte Chapelle em Paris
O público dos concertos entra na Sainte Chapelle pela Porta Real, que era usada apenas pelos reis da França
Os vitrais da Capela Alta da Sainte Chapelle me deixaram muda de espanto nas três vezes que visitei a capela

Nesta nova viagem a Paris, em pleno agosto — a temporada das filas imensas — resolvi escapar da multidão vendo a capela de um jeito diferente: fui assistir a um concerto na Sainte Chapelle.

As apresentações musicais na Sainte Chapelle são realizadas depois do horário de visitas e são uma excelente oportunidade de ver a minha atração favorita em Paris sem muvuca, burburinho ou aperto.

Veja as dicas:

30 setembro 2014

Arco do Triunfo: o melhor mirante de Paris

Paris vista do alto do Arco do Triunfo
Ver Paris  do alto do Arco do Triunfo é um espetáculo que compensa a fila e os degraus

A coisa mais bonita que eu já vi em Paris foi... Paris. Ver a capital francesa do alto é uma experiência única que vai enriquecer muito seu roteiro por lá.

E mirantes não faltam para contemplar Paris. Tem as escadarias de Sacre Coeur a Torre Eiffel, as Torres de Notre Dame e até aquele monstrengo inominável da Torre Montparnasse (onde eu me recuso a pôr os pés).

Torre Eiffel vista do terraço do Arco do Triunfo em Paris
Tem um canto do terraço do Arco do Triunfo que é o mais concorrido. Por que será?

O meu mirante favorito em Paris, porém, é o Arco do Triunfo. De seu terraço, a 50 metros de altura, dá pra ver a cidade sem se sentir distante dela — uma perspectiva única, que permite sentir a pulsação urbana.

A gente vê do alto, mas ainda se sente imersa em Paris. Em mirantes mais elevados, a sensação é de ser espectadora da cidade. Do alto do Arco do Triunfo, o observador contracena com Paris.

Central, fácil de chegar e muito fotogênico, o Arco do Triunfo merece muito entrar em seu roteiro em Paris. Veja como organizar sua visita:

28 setembro 2014

Paris - um passeio em Montmartre


Escadaria de Montmartre em Paris

A famosa escadaria ajardinada de Montmartre, aos pés da Basílica de Sacre Coeur


Por mais de 100 anos Montmartre foi sinônimo de arte, boemia e vanguarda. Desde os primórdios da escola Impressionista de Pintura até os anos 60 do Século passado, esse pedacinho de Paris atraiu gente pouco convencional que criou coisas geniais.

Um passeio por Montmartre leva o viajante a encontrar as memórias de grandes artistas e o clima romântico de um tempo que ficou para trás.

Escadaria em Montmartre em Paris
Escadaria em Montmartre em Paris

O melhor jeito de explorar Montmartre é ir desvendando as ladeiras e escadarias, sem pressa de chegar a algum lugar específico


Gosto de subir a pé até as alturas de Montmartre, meio que tentando me perder por suas ladeiras e escadarias. 

É assim que aos pouquinhos, vou traçando meu mapa afetivo do bairro a cada visita. Uma rota que nunca é igual à anterior — e que, por isso mesmo, tem sempre as alegrias do reencontro e da descoberta.

Bairro de Montmartre em Paris
Bairro de Montmartre em Paris

Uma soleira que é a cara de Montmartre e o horizonte típico do bairro


O que nunca falta no meu passeio por Montmartre são as paradinhas para admirar os ícones da boemia e da intensa produção artística do bairro.

Antes de subir, vale passar pelo famoso cabaré Moulin Rouge, no Boulevard de Clichy.

Depois, tem o Au Lapin Agile (na Rue des Saules), uma taberna/cabaré frequentada (e pintada) por Picasso, o Theatre de l'Atelier (na Place Charles Dullin), o primeiro do bairro, inaugurado em 1822, e Le Bateau Lavoir, onde viveu Picasso.

Theatre de L'Atelier em Montmartre, Paris
Teatro no bairro de Montmartre em Paris
Montmartre ainda abriga muitos teatros independentes. O decano do bairro é o Theatre de L'Atelier (no alto), inaugurado em 1822, e que segue em plena atividade


No mapa que está no final do post, marquei todos os lugares mencionados nesse roteiro por Montmartre. Mas minha sugestão é que você o use apenas como orientação inicial e descubra os seus encantos no bairro.

A graça de Montmartre é explorar e descobrir as muitas referências importantes do bairro (algumas assinaladas com plaquinhas do Patrimônio Histórico francês). Vamos passear?

25 setembro 2014

4 passeios em Paris - lindos, baratos e ao ar livre

Place des Vosges em Paris
Deitar e rolar nessa graminha da Place des Vosges é uma delícia

O jeito mais gostoso de curtir a capital francesa é aproveitar seus espaços ao ar livre. Minha seleção de passeios em Paris tem sempre muitas caminhadas, contemplação e piqueniques em seus parques e praças — tão bonitos que mais parecem desenhados para ambientar cenas de cinema e da literatura.

A lista de opções de passeios em Paris ao ar livre é imensa, mas é claro que eu tenho a minha seleção de favoritas.

Arco do Triunfo do Louvre em Paris
Pont d'Arcole em Paris
Paris ao ar livre é mais romântica, né? No alto, o Arco do Triunfo do Louvre. Acima, a Pont d'Arcole

Adoro fazer piquenique nos jardins parisienses — meu lugar preferido é a Place des Vosges, no Marais — e aproveitar toda a beleza romântica dos Jardins de Luxemburgo.

Não resisto a passear pelas margens do Sena escarafunchando as bancas de livros usados (os famosos bouquinistes) e, já que estamos na beira do rio, deslizar por suas águas a bordo de um bateau mouche.

Paris, França
Flanar por Paris, garimpar detalhes... Taí um jeito fácil de ser feliz

Bastam dois passos pelas ruas de Paris para a gente se sentir em uma cena de cinema. E o melhor é que o enredo é você quem escolhe. E o melhor é que a mágica não fica na tela: ela é real.

Vamos passear por Paris?

21 setembro 2014

A história da França em quatro museus de Paris

Museu da Idade Média em Paris
Os jardins do Hôtel de Cluny são mais um encanto do Museu da Idade Média. Como a entrada é independente, você nem precisa pagar ingresso para mergulhar nesse sossego

Uma cidade que tem o Louvre, com seus 14 quilômetros de corredores cobertos de maravilhas, talvez não precisasse de mais nenhuma instituição do tipo para ficar no topo da lista de destinos para quem gosta de ver arte e preciosidades históricas. Mas o elenco de museus de Paris é enorme e espetacular.

A lista de museus de Paris esbanja atrações de primeiríssima linha. Muitos deles, por serem centrados em um tema (e, geralmente, mais vazios), permitem a contemplação mais prazerosa de seus acervos do que os blockbusters tipo o Louvre.

Museu Les Invalides em Paris
Museu D'Orsay em Paris
No alto, a Catedral de Saint-Louis de Les Invalides, no museu que conta a história militar da França e guarda o túmulo de Napoleão. Acima, Paris vista do Museu D'Orsay, o grande "arquivo da Belle Époque”

Nesta visita mais recente, escolhi quarto museus de Paris com temas bem diversos, passando por quatro épocas e estilos artísticos fascinantes.

O Museu Nacional da Idade Média, Les Invalides, o Museu D’Orsay e o Beaubourg me proporcionaram deliciosos mergulhos em seus acervos, que acabaram sendo também uma viagem por 500 anos de história da França.

Centro Georges Pompidou ou Beaubourg em Paris

O Beaubourg é irresistível pelo acervo, pela arquitetura e pela vista de Paris


Veja como foi esse passeio pela beleza e pela história da França nesses museus maravilhosos:

18 setembro 2014

Onde comer em Paris - 14 lugares testados e aprovados

Confeitaria em Paris e restaurante do Museu d'Orsay
Sorvete da Berthillon e casa de frios em Paris
Paris é uma festa para os cinco sentidos - mas bora combinar que a visão e o paladar são os que mais se esbaldam. Nas imagens, a vitrine de uma confeitaria e o salão Belle Époque do restaurante do Museu d'Orsay (no alto). Acima, uma deliciosa casquinha de sorvete da Berthillon e uma casa de queijos e frios

Uma semana em Paris faz muito bem para a alma e para os cinco sentidos, embora eu desconfie que o paladar saia ganhando nessa festa.

Desde que Catarina de Médici trouxe a sofisticação florentina para a corte francesa, no Século 16, comer em Paris é programa cinco estrelas, mesmo que a refeição seja feita em uma barraquinha de crepes, no meio da rua — desde que a gente evite as arapucas pega-turistas.

Padaria em Paris
Ah, as padarias de Paris. À direita, a tentação do pain au chocolat, dos macarons e da tartelette aux framboises (tortinha de framboesas)

Neste post, listei 14 lugares legais onde comer em Paris. Tem restaurantes mais elegantes, casas de bairro e comidinhas de rua.

Essa “agenda” só foi possível com a ajuda do meu companheiro de viagem, super parceiro para assuntos gastronômicos, meu sobrinho Bruno, que pesquisou restaurantes antes do embarque baixou vários aplicativos úteis.

Entre os lugares que experimentamos, alguns (poucos) eu já conhecia e quis repetir. Muitos restaurantes foram definidos a partir de consultas na internet e outros foram encontrados ao acaso.

Framboesas com Chantilly e um bistrô do Marais, em Paris
Framboesas fresquinhas (com chantili, bien sur) e um bistrô do Marais

Entre os aplicativos que usamos para escolher restaurantes em Paris, recomendo o Yelp, uma mão na roda. Funciona de modo similar ao mais conhecido Foursquare, mas tem mais resenhas, com bastante informação.

Os preços citados aqui são sempre para a conta total (para duas pessoas), com os pratos e as bebidas.

Cardápio de uma padaria parisiense e o Café Procope, o mais antigo de Paris
Cardápio de uma padaria parisiense (esq): são tantos tipos de pães que eu quase recorro a uma enciclopédia 😊. À direita, o Café Procope, aberto no Século 17, o mais antigo em funcionamento em Paris

As estações de metrô indicadas são as mais próximas de cada restaurante, mas antes de ir pesquise o itinerário, pois, dependendo de onde você estiver, pode ser mais rápido chegar por outra estação das imediações.

Veja o mapa no final do post e bon appetit:

14 setembro 2014

Dicas práticas de Paris


Place des Vosges em Paris

A Place des Vosges é séria candidata ao título de meu cantinho preferido em Paris


Clichê ou não, Paris jamais é citada sem ao menos a sugestão de um suspiro. Mesmo quem ainda não foi, já sabe de cor vários encantos da capital francesa. Não é à toa que, entra ano sai ano, ela está sempre entre as cidades campeãs mundiais em número de visitantes.

Paris é fácil ou difícil, dependendo da pesquisa que você reúna sobre ela, antes de chegar. Neste post eu organizei as minhas dicas práticas de Paris, com informações importantes pra você preparar sua visita com mais facilidade.

Paris à noite

Paris à noite: quem resiste?


Aqui você vai saber como chegar a Paris, como ir do Aeroporto Charles de Gaulle (a porta de entrada mais frequente para brasileiros) ao centro da cidade, por exemplo.

Também tem uma avaliação sobre a melhor área para de hospedar em Paris — Centro ou bairro, onde é mais legal? —, duas dicas de hotel, a melhor época para visitar a capital francesa, dicas de transporte e de chip de internet.

Paris: Rio Sena, Ponte de Notre Dame e a Conciergerie

Um dos meus ângulos favoritos de Paris: a Ponte de Notre Dame e as torres pontudas da Conciergerie


Espero que as minhas dicas de Paris ajudem sua viagem a ser um sonho realizado. E se você quiser saber mais sobre essa viagem, dá uma olhada aqui: 25 dias na Europa - Roteiro: Paris, Bruxelas, Londres e as belezas da Irlanda.

10 setembro 2014

Roteiro na Europa - 25 dias por Paris, Bruxelas, Londres, Liverpool e Dublin

Paris vista do alto do Arco do Triunfo
Tem coisa melhor que uma viagem que começa e termina em Paris?

Aperte o cinto, porque vem muita novidade por aí. Estou voltando de férias, um roteiro na Europa de 25 dias por Paris, BruxelasLondresLiverpool e Dublin.

De quebra, constatei que viajar pelo continente em agosto, quando a Europa inteira está de férias, não chega a ser um bicho de sete cabeças. 

Bairro do Marais em Paris
Bairro do Marais em Paris
Place des Vosges em Paris
Bleu, blanc et rouge, as cores da França nas fachadas e no céu do bairro do Marais, um dos mais antigos de Paris

Esta foi uma viagem de reencontros e descobertas que começou e terminou em Paris. 

Depois vieram Bruxelas (com bate e volta a Bruges), LondresLiverpool (as duas foram repeteco do ano passado, mas, ô, repeteco bacana!) e Dublin, de onde dei duas fugidinhas para ver a beleza impressionante de Carrick-a-Rede e do Giant’s Causeway, na Irlanda do Norte, e dos Cliffs of Moher.

cadeados do amor em Paris
Cadeados do amor na Passarela Léopold Sédar Senghor, sobre o Rio Sena. Atualmente (2024), essa moda está banida de Paris pra não danificar as pontes (além do mais, amor não deve ser trancado a chave, né?) 
Bruges na Bélgica
A mais que fofíssima Bruges, na Bélgica, foi uma das paradas desse roteiro na Europa

Na verdade, o plano original era uma viagem à Irlanda, país que eu sonhava conhecer há muito tempo. No meio do planejamento, porém, a Fragata acabou ganhando mais um tripulante, meu sobrinho Bruno, de 19 anos, que ainda não conhecia a Europa, e eu resolvi ampliar os destinos. 

O resultado foi esse roteiro — que acabou ficando bem redondinho, na minha modesta opinião 😉.

Veja todas as dicas: