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| A bela Jaguaripe é uma grande moldura para os saveiros |
Todo mundo aqui tá careca de saber que a Fragata Surprise namora o Yellow Submarine. Mas somos todos adultos e preciso contar a vocês sobre o
saveiro Sombra da Lua, a nova paixão deste blog.
Fui apresentada a ele há alguns meses, em uma jornada ao
Museu do Recôncavo Wanderley de Pinho, e tornamos a nos encontrar em uma especialíssima
Expedição Kirimurê à cidade histórica de
Jaguaripe, no Recôncavo Baiano, durante o feriadão de Tiradentes.
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| O Sombra da Lua chegando a Maragogipinho: é muito guapo! |
Foram quatro dias de absoluto deleite, velejando pela
Baía de Todos os Santos e
Rio Jaguaripe, provando os frutos do mar do Recôncavo e
conhecendo mais de perto a centenária tradição da cerâmica do povoado de
Maragogipinho — reconhecido pela Unesco como o maior polo desta arte na América Latina.
Tudo perfeito: roteiro, elenco, direção, locações... Mas o melhor é o ritmo. Parece que a sapiência secular dos saveiros contagia tudo. A respiração desacelera, a contemplação sai da batida de videoclipe. A gente
se desautomatiza das telas dos eletrônicos pra se concentrar na grande tela do
mundo lá fora.
Saveiros não são lentos. Eles são pacientes. E aquele compasso sabe ser hipnótico, viu?
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| O dueto do Sombra com o vento deixa o canto das sereias da Odisseia no chinelo |
E ainda nem contei sobre a espetacular trilha sonora. O Sombra da Lua viaja sem música, mas faz um dueto afinadíssimo com o vento (João Gilberto na veia). Se calhar de a velejada acontecer sob um fiapo de quarto-crescente e uma passeata interminável de
estrelas, não tem alma frenética que não se emende um pouquinho (a minha, incorrigível, está em franca recuperação).
Veja como foi essa viagem mágica: