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Aduana de Fortuna (MT), na fronteira Brasil-Bolívia |
Duzentos e cinquenta quilômetros –133 deles sem asfalto –, 15 precárias pontes de madeira, buracos, trechos de mata fechada. Esse é o percurso cotidiano dos quatro auditores-fiscais lotados na Inspetoria da Receita Federal em Cáceres (MT), 1ª Região Fiscal, para realizar o trabalho de desembaraço de importações e exportações feitas através de Fortuna, na fronteira com a Bolívia.
A estrada deserta margeia a linha divisória com o país vizinho e chega ao "recinto alfandegado" – na verdade, apenas uma cancela a 800 metros de uma das fronteiras mais violentas do país. Por aqui circulam mensalmente US$ 28 milhões em mercadorias, segundo estimativas do Sindicato de Transportes de Carga no Mato Grosso (Sindimat).
Ao lado do Destacamento Militar de Fortuna, do 2º Batalhão de Fronteira, o "recinto alfandegado" conta apenas com um orelhão de funcionamento esporádico e uma árvore como "estrutura". As demais dependências – uma guarita com um sanitário sujo e um pequeno escritório – pertencem ao Exército e não são utilizadas pela Receita Federal.
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