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13 julho 2025

Museu da República no Rio de Janeiro: por que visitar o Palácio do Catete

Escadaria do Museu da República no Rio de Janeiro
A escadaria do Museu da República é simplesmente um espetáculo

Um dos museus mais interessantes do Rio de Janeiro

Se você se interessa por política ou história, terá um caminhão de motivos pra visitar o Museu da República, no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro. Mas, ainda que não ligue pra essas coisas, vai gostar muito de colocar o museu no seu roteiro de passeios na cidade.

De 1897 a 1960, o Palácio do Catete foi a sede da Presidência da República, reunindo ambientes de trabalho (como hoje o Palácio do Planalto) e de residência (como o Palácio da Alvorada) dos chefes de Estado do Brasil.

Jardins do Museu da República no Rio de Janeiro
Os jardins do museu, com acesso livre, são um pequeno oásis no Bairro do Catete
Museu da República no Rio de Janeiro
O Museu da República tem entrada gratuita

Mas se a ideia de visitar o palco de inúmeros momentos decisivos da história do País não parece sedutora, deixa eu contar como o Museu da República é bonito, uma pequena antologia da arte decorativa que andou em voga na virada do Século 19 para o Século 20.

E, ainda por cima, tem um dos jardins públicos mais gostosos do Rio de Janeiro.

Museu da República no Rio de Janeiro
O museu continua a documentar a história contemporânea do Brasil

Convencidos/as? Então bora numa visita ao Museu da República:

29 dezembro 2023

Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro

Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro
Tenho um xodó bem especial pelo Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro

Sempre tive um xodó especial pelo Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Sou fã do edifício modernista cercado pelo Aterro do Flamengo — o luxuriante paisagismo de Burle Marx — e do acervo instigante e belo, abrigado pelo concreto que parece pronto a levantar voo.

Talvez meu primeiro motivo pra gostar do MAM seja a imagem (coisa da minha cabeça, mesmo. Encasquetei) de Caetano compondo Paisagem Útil (do disco Caetano Veloso, de 1968) sentadinho no vão livre do museu, sempre atravessado pela brisa, não importa a que píncaros se lancem os termômetros do Rio de Janeiro. Ô, espaço inspirador. 

"Autorretrato" de Ismael Nery no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro
Este Autorretrato (1930) de Ismael Nery é simplesmente arrebatador
Sou fã de carteirinha de A Bela Lindonéia ou A Gioconda do Subúrbio (1966) de Rubens Gerchman. A obra pertence à Coleção Gilberto Chateaubriand, cedida em comodato ao MAM-Rio

Sonoridades à parte, o Museu de Arte Moderna do Rio é um dos meus grandes professores de olhar. E pode ser um professor de reinvenção pra todo mundo: um museu que conseguiu reconquistar relevância depois de perder parte considerável de seu acervo na tragédia do incêndio de 1978.

Fazia tempo que eu não visitava meu velho amigo MAM-Rio. Estive lá agora, na recente temporada carioca e só confirmei o que já sabia: o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro é um programaço.

Vão livre do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro
Acho o vão livre do MAM-Rio muito inspirador 😊

Veja o que você vai encontrar por lá:


26 dezembro 2023

Restaurantes e cafés no Rio de Janeiro

Restaurante Boutique do Mar no Rio de Janeiro

Pulpitos con cremoso da Boutique do Mar, uma excelente pedida na Gávea


Paul McCartney é um belo pretexto gastronômico. Aproveitei a temporada em torno do show de Macca no Maracanã para experimentar ótimos restaurantes e cafés no Rio de Janeiro. Afinal, entre um nanananá e um ho-hey-ho, todo mundo precisa se alimentar, né?

Foram cinco dias no Rio, com direito a um show espetacular — como sempre, porque Macca não erra — e algumas refeições memoráveis. Escolhemos restaurantes e cafés no Rio de Janeiro com culinárias, propostas e faixas de preço bem variadas, do tradicional ao moderninho, em diversos bairros.

Forte de Copacabana no Rio de Janeiro
Show de Paul McCartney no Rio de Janeiro em 2023
Macca no Maraca e (no alto) a vista sempre linda do Forte de Copacabana, grande lugar para o café da manhã

Entre os restaurantes em Copacabana, teve o excelente libanês Basha, o tradicional Cervantes, o totalmente raiz Galeto Sat’s e o modernoso Venga Chiringuito. Na Lapa, as delícias do Restaurante Lília. Na Gávea, nos esbaldamos na cozinha mediterrânea da Boutique do Mar.

Na lista de cafés e confeitarias, morremos de paixão pelos doces da Frédéric Epicerie (no Leme), curtimos a clássica Confeitaria Colombo (na filial instalada no CCBB, no Centro), e amamos o café da manhã com vista para o mar do Café 18 do Forte, no Forte de Copacabana.

Feirinha da Gávea na Praça Santos Dummont no Rio de Janeiro
Biscoitos Globo no Rio de Janeiro
Por falar em gastronomia carioca, pra mim não existe praia no Rio sem bishcoitos Globo. No alto, a feirinha de domingo na Praça Santos Dummont, na Gávea, cheia de opções simpáticas de comidinhas

E, como não poderia faltar sorvete — ainda mais no calor de 37 graus que chegou a fazer no Rio durante nossa temporada — experimentamos a Momo Gelato do Copacabana Palace e o delicioso sorvete sem lactose da Hoba Sorveteria, que funciona em Botafogo, mas mantém uma barraquinha na Feirinha da Gávea, ao domingos.

Veja como foi essa temporada de Paul McCartney, restaurantes e cafés no Rio de Janeiro.   

22 novembro 2023

A arte das mulheres, um grande motivo para viajar

"A Cuca" de Tarsila do Amaral
A Cuca, de Tarsila do Amaral, pertence ao Museu de Grenoble, na França, mas eu tive a alegria de vê-la cara a cara no MoMA de Nova York. Viajar faz bem pra os olhos

Faz muito tempo que eu vinha batucando este post. Afinal, uma das minhas principais razões pra viajar é ver coisas bonitas pintadas, esculpidas, desenhadas e grafitadas mundo afora — e cada vez me contento menos em ver a produção artística apenas dos rafaéis, caravaggios e diegos que fazem a fama dos museus. 

Quero ver a arte das mulheres, também.

O empurrãozinho final para concluir o texto foi dar de cara com um cartaz/manifesto das Guerrilla Girls, novidade no acervo do MASP - Museu de Arte de São Paulo, que voltei a visitar no início de novembro, em uma temporada paulistana. 

Cartaz do Guerrilla Girls no MASP
Cartaz do Guerrilla Girls no MASP
Manifesto das Guerrilla Girls no MASP: elas têm toda a razão

As Guerrilla Girls são um coletivo de artistas feministas anônimas, com a missão de denunciar a desigualdade de gênero e raça dentro da comunidade artística. E elas têm toda razão: o mundo da arte é machista e nosso olhar de apreciador@s de arte também é. 

Apesar do apagamento da arte das mulheres — seja no desestímulo à produção artística feminina ao longo dos séculos, seja no pouco interesse de quem exibe, compra e olha — esse é um universo cheio de gênias. 

As mais excepcionais conseguem furar o bloqueio e chegar até nós sem que a gente faça muito esforço — Frida Kahlo (1907-1954) e Tarsila do Amaral (1886-1973), por exemplo. Outras, a gente tem que procurar.

"A Valsa" de Camille Claudel
"A Valsa" de Camille Claudel
"A Valsa" de Camille Claudel
A Valsa (1892), de Camille Claudel, no Museu Soumaya da Cidade do México
Esculturas de Rebeca Matte no Museu Nacional de Belas Artes do Chile
Esculturas de Rebeca Matte no Museu Nacional de Belas Artes de Santiago do Chile

E foi procurando (e viajando) que eu conheci as pintoras mexicanas Remédios Varo (1908-1963) e Maria Izquierdo (1902-1955), as uruguaias Berta Luisi (1924-2008) e Petrona Viera (1895-1960), as argentinas Mildred Burton (1942-2008) e Raquel Forner (1902-1988) e a escultora chilena Rebeca Matte (1875-1929), só pra ficar nas fronteiras da América Latina e nos marcos do Século 20.

O apagamento é ainda mais intenso quando se trata de artistas negras. É o caso da brasileira Maria Auxiliadora (1935-1974), que em sua curta vida produziu uma obra fascinante, retratando a cultura popular, rituais religiosos de matriz africana e cenas cotidianas.

Autodidata, Maria Auxiliadora aprendeu arte em casa, com a mãe bordadeira, pintora e escultora. Foi descoberta quando expunha seus trabalhos na feirinha da Praça da República, em São Paulo. Teve sua obra exibida na Europa, mas a consagração como pintora só ocorreria após a sua morte. 

Hoje, quadros de Maria Auxiliadora  integram coleções importantes, como a do MASP, a do Museu de Belas Artes de Boston (EUA) e do Museu de Art Naïf de Laval (França).

"Três Mulheres" de Maria Auxiliadora no MASP
Três Mulheres, de Maria Auxiliadora, no MASP

Também se fala muito pouco da norte-americana Laura Wheeler Waring (1887–1948). Ela foi uma das principais figuras da Renascença do Harlem, movimento que eclodiu na década de 1920 naquele bairro de Nova York, de população majoritariamente afrodescendente.

Laura teve a chance de estudar em Paris e trabalhou a vida toda como professora de artes para poder pintar. É aclamada principalmente por seus retratos de personalidades negras norte-americanas. Grande parte desta coleção pode ser vista na National Portrait Gallery dos EUA, em Washington.

"Os recém-casados" de Olga Sacharoff
"Um Casamento" de Olga Sacharoff
Fiquei encantada com esses trabalhos de Olga Sacharoff no Museu Nacional de Arte da Catalunha, em Barcelona. Acima, Um Casamento. No alto, Os recém-casados. As duas obras são de 1923

Ampliando o tempo e a geografia, as viagens me deixaram cara a cara com a obra sensacional de Artemísia Gentileschi (1593-1653), uma gênia italiana do Século 17.

 Também me permitiram conhecer a existência de Sofonisba Anguissola (1532-1625), uma pioneira admirada por Michelangelo. 

E me mostraram a beleza da produção de Berthe Morisot (1841-1895), uma impressionista que não deve nada aos monets, manets e companhia.

Exposição "Artemisia Gentileschi e seu Tempo" no Museu de Roma
Exposição de Diane Arbus no MALBA de Buenos Aires

Duas mostras temporárias que eu tive muita sorte de ver, em 2017. Acima, a fotógrafa norte-americana Diane Arbus em cartaz no MALBA de Buenos Aires. No alto, a exposição Artemisia Gentileschi e seu tempo, no Museu de Roma

Descobrir a arte das mulheres dá trabalho: a gente tem que pesquisar (santa internet!) e nunca esquecer de fuçar aqueles cantinhos menos concorridos dos museus. Mas o resultado do esforço é um vendaval de belezas que nunca mais vai sair das nossas retinas e memórias.

Neste post, listei um timaço de artistas mulheres que, tenho certeza, você também vai adorar encontrar nas suas próximas viagens. Bora?


11 setembro 2019

Roteiro Oscar Niemeyer - onde ver a obra do arquiteto no Brasil


Palácio do Itamaraty, Brasília
O Palácio do Itamaraty é meu edifício favorito entre as obras de Niemeyer em Brasília

Vocês já sabem que eu sou muito fã da arquitetura de Oscar Niemeyer. Pra mim, o cara é um gênio da raça. Como moradora de Brasília há quase duas décadas, eu vivo dentro da obra dele e adoro.

Moro numa quadra pensada por ele. Trabalho e trabalhei em alguns dos edifícios desenhados por Niemeyer e tenho o prazer ser recebida pelos traços geniais do arquiteto, a cada novo expediente. 

Niemeyer em Brasília: Museu Nacional Honestino Guimarães (esq) e o Memorial JK
Niemeyer em Brasília: Museu Nacional Honestino Guimarães (esq) e o Memorial JK

Mas Oscar Niemeyer fez muito mais do que desenhar Brasília. Pela minha última contagem, cerca de 60 cidades do Brasil e do mundo têm a felicidade de exibir obras de Niemeyer, como Trípoli (Líbano), Nova York (a sede da NU), Haifa (Israel), Havana (Cuba), Londres e Paris.

Catedral de Brasília

No Brasil, a obra de Oscar Niemeyer está em pelo menos 40 cidades.

Algumas dessas obras são muito conhecidas — o conjunto do Parque Ibirapuera e o Memorial da América Latina, em São Paulo, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói e o Museu do Olho de Curitiba e o Campanário do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.

STF, Palácio do Planalto e Praça dos Três Poderes, Brasília
Dois ângulos da Praça dos Três Poderes, em Brasília: à esquerda, em primeiro plano, o Supremo Tribunal Federal, com o Palácio do Planalto, ao fundo

Quando o arquiteto morreu, em 5 de dezembro de 2012, eu escrevi este post listando algumas de suas obras.

Mas achei pouco e resolvi atualizar as informações, organizando um roteiro Oscar Niemeyer por várias cidades do Brasil.

Brise-soleis dos anexos da Câmara dos Deputados
Brise-soleis são estruturas que funcionam como persianas e são um xodó da arquitetura modernista. Essas pertencem ao Anexo IV (esq) e no Anexo II da Câmara dos Deputados

Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte
Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte

Este Roteiro Oscar Niemeyer é minha homenagem a esse cara brilhante, comunista, arquiteto e humanista que em 105 anos de vida muito produtiva preencheu o meu caminho com maravilhas.

Espero que você também possa se deleitar com a obra do gênio em suas viagens pelo Brasil. Como já é praxe na Fragata, tem mapa no final do post.

11 novembro 2018

60 músicas para viajar - dicas para inspirar sua playlist

Paisagem da janela do avião
♫ Muito antes de chegar à janelinha do avião, já tem uma viagem tocando na minha cabeça

Minhas viagens começam muito antes da partida — e acabam muito depois do regresso. E a música é a grande responsável por isso. Já contei aqui na Fragata que às vezes bastam dois acordes pra inspirar um roteiro inteirinho. As canções que me acompanham pela estrada me fazem reviver a jornada muito tempo depois de chegar em casa. 

As 60 músicas para viajar que organizei aqui carregam a alegria de sair por aí, janela aberta e refrão cantado em voz alta, lembram nostalgias que batem durante as andanças, celebram lugares especiais que visitei — trilhas sonoras naturais de cidades, mares, estradas e paisagens — e tem até canções filosófico-viajantes (😁), quando a viagem junta deslocamento espacial e metáfora.

Essas 60 músicas para viajar são perfeitas pra ir longe, por fora e por dentro. Olha só que playlist bacana:

06 junho 2018

O que ver no Museu Nacional de Belas Artes

Museu Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro

Galeria dedicada à pintura brasileira do Século 19, no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro


Ele não tem uma Mona Lisa, uma Guernica. Nem mesmo um Abaporu, a obra-símbolo do nosso Modernismo que brilha em Buenos Aires. Mas o que não falta é o que ver no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro.

Ele é a visita indispensável para quem quer compreender os caminhos trilhados pela arte brasileira, especialmente a pintura — e mesmo sem guernicas e monas lisas no acervo, me deixa sempre com uma pontinha de orgulho e os olhos muito bem saciados.

"Autorretrato" de Tarsila do Amaral no Museu Nacional de Belas Artes
Costureira de Djanira no Museu Nacional de Belas Artes
Yes, nós temos mulheres na pintura — e elas são geniais, como provam o Autorretrato, de Tarsila do Amaral (no alto) e a Costureira, de Djanira

O Museu Nacional de Belas Artes é um velho amigo cuja casa eu frequentei com assiduidade. Um vizinho de trabalho que me contava histórias de um país que tateou um bocado nas pegadas alheias até explodir na genialidade de Candido Portinari, Di Cavalcanti, Lasar Segall e Tarsila do Amaral.

Ah, sim, porque temos Tarsila, Djanira, Tomie Ohtake, Anita Malfatti. Uma constelação de mulheres talentosas e reconhecidas que surpreende e desafia a tradição machista do Brasil — e isso eu também aprendi no Museu Nacional de Belas Artes.

Galeria de Esculturas do Museu Nacional de Belas Artes
No dia da minha visita, a réplica da Vitória de Samotrácia (ao fundo), na Galeria das Esculturas, estava passando por manutenção
Retrato de D. Pedro I de Pedro Américo no Museu Nacional de Belas Artes
Esta antiga sala de reuniões onde exibe o Retrato de D. Pedro I, de Pedro Américo
Coleção de Arte Sacra do Museu Nacional de Belas Artes
O museu também tem uma coleção de arte sacra

Este post é um convite: visite o meu velho amigo. O Museu Nacional de Belas Artes fica na Cinelândia, Centro do Rio, com metrô e VLT na porta e ingressos a preços camaradas (R$ 8) — ficou sem desculpas, né? Então bora passear no MNBA:

03 junho 2018

O que fazer na Cinelândia no Rio de Janeiro

Theatro Municipal do Rio de Janeiro na Cinelândia
O Theatro Municipal era a primeira imagem que eu via, ao sair do metrô para o trabalho - e é tão bonito que a visão sempre tinha um encantamento de primeira vez

Eu tenho um chamego todo especial com o Centro do Rio de Janeiro, especialmente pela Cinelândia. Nos dois anos (de 2009 a 2011) em que trabalhei por ali, tive como vizinhas algumas das construções mais bonitas da cidade — o Theatro Municipal e o Palácio Capanema, só pra citar meus dois favoritos — e espaços culturais fundamentais, como a Biblioteca Nacional e o Museu Nacional de Belas Artes.

Como bons vizinhos, esses monumentos da Cinelândia se tornaram meus companheiros do dia a dia, minha paisagem cotidiana e reconfortante.

Na hora do almoço ou depois do expediente, não precisava ir longe: em torno dos menos de 800 metros de perímetro da Praça Floriano (o nome oficial da Cinelândia), eu encontrava um tremendo parque de diversões feito de livros, quadros, concertos e sessões de cinema (no centenário Cine Odeon).

Theatro Municipal do Rio de Janeiro na Cinelândia
Cinelândia no Rio de Janeiro

A Praça Floriano, nome oficial da Cinelândia. Em primeiro plano, o Palácio Pedro Ernesto, de 1923, sede da Câmara Municipal. Mais ao fundo, em sua inconfundível coloração, o bar Amarelinho, fundado em 1921


Eu deixei de ser local, mas continuo achando a Cinelândia uma mina de opções de passeios no Rio de Janeiro.

Central, fácil de chegar (tem uma estação de metrô e outra de VLT), bem policiada e variada em atrações, a Cinelândia vai do chope no Amarelinho à ópera no Theatro Municipal. Diversão é o que não falta por lá.

Se você vai ao Rio de Janeiro, veja o que fazer na Cinelândia e aproveite:

20 maio 2018

Rio de Janeiro - hospedagem no Aeroporto Santos Dumont


Pão de Açúcar visto do terraço do Hotel Prodigy Aeroporto Santos Dumont

Vista do terraço do Hotel Prodigy Santos Dumont: você escolhe se quer namorar o Pão de Açúcar...


Que tal acordar de cara para a paisagem da Baía de Guanabara e tendo como única obrigação escolher entre o Pão de Açúcar e Corcovado para musos de sua contemplação?

Tive duas manhãs dessas, no comecinho de maio, e confirmo que a escolha da minha hospedagem no Rio de Janeiro fez muito bem pra a minha alma.

Corcovado visto do Hotel Prodigy Aeroporto Santos Dumont
... ou o Corcovado e o Aterro do Flamengo

É que eu finalmente experimentei o Hotel Prodigy do Aeroporto Santos Dumont. Fazia um tempinho que eu estava de olho nele.

Toda vez que pegava um voo naquele aeroporto (o mais bonito que conheço), parava para admirar o terraço do Hotel Prodigy debruçado sobre a Marina da Gloria e ficava imaginando a vista lá de cima. E não é que o bichinho cumpre direitinho o que promete?

A localização do Hotel Prodigy, praticamente um anexo do Aeroporto Santos Dumont, é ótima para quem tem compromissos no Centro do Rio ou tem que pegar um voo cedinho partindo de lá.

Bossa Nova Mall, anexo ao Aeroporto Santos Dumont

O hotel fica no Bossa Nova Mall, anexo ao aeroporto e com VLT "na porta"


Era bem o meu caso: eu tinha um curso na Lapa, no domingo, e aproveitei para ir à ópera no Municipal, no sábado à noite. 

O Hotel Prodigy Aeroporto Santos Dumont tem preços pagáveis, transporte público na porta e instalações confortáveis. Casou direitinho com minha agenda.

Veja como foi meu fim de semana de cara para os cartões postais do Rio e a minha avaliação do Hotel Prodigy Santos Dumont:

19 janeiro 2018

Comida portuguesa no Rio de Janeiro - Restaurante Alfaia

Bacalhau servido no restaurante português Alfaia, Rio de Janeiro
 Uma parte (bem) pequena da meia-porção do Bacalhau Alfaia

Adoro morar num país em que cada lugar que você vá é possível sentir, na culinária local, uma clara influência de outras terras. Falo das referências africanas na comida baiana, dos pratos indígenas de Manaus ou Belém ou da reprodução de técnicas argentinas e uruguaias no churrasco gaúcho. Já o Rio de Janeiro (sem desmerecer o Filé a Oswaldo Aranha) sempre me traz a memória da culinária de Portugal.

A presença portuguesa na cidade, desde os tempos da colônia,certamente haveria de deixar uma gorda influência da comida da terrinha na mesa do carioca — e aí estão os celestiais bolinhos de bacalhau encontrados em qualquer boteco para provar o óbvio.

E o que não falta no Rio são restaurantes com inspiração na terrina. Lembro com particular carinho do , já recomendado (e descrito em detalhes) pela dona deste santo blog (siga o link pra ver o post). Hoje, entretanto, falarei de outra casa com uma comida de primeira e que descobri pelo mais absoluto acaso: o Alfaia.

01 dezembro 2017

Viagens gastronômicas: 4 delícias que valem a jornada


Dun Laoghaire na Irlanda
Na pacata Dun Laoghaire (Irlanda), provei o melhor hambúrguer da minha vida

Por Bruno Santana

Eu viajo para comer. Esse é um aviso que repito à exaustão para quem quer ouvir meus relatos de viagens ou se interessam em me fazer companhia em uma próxima aventura longe de casa.

Basicamente, conheço os lugares pela boca e minhas principais memórias afetivas das jornadas por aí estão nas comidas que experimento — como reflexo disso, basta olhar qualquer álbum de viagem meu e quase tudo o que irás encontrar são fotos de pratos, doces e restaurantes.

Torre Eiffel em Paris
Paris é tudo o que dizem + a sopa de cebola
Copacabana no Rio de Janeiro
Se o Rio não fosse um espetáculo, ainda teria o Filé à Oswaldo Aranha
Bairro de Belém em Lisboa
E a querida Lisboa ainda capricha no pastel de Belém

São vários os grandes acontecimentos gastronômicos que marcaram minha memória. Quatro deles, porém, pagaram a viagem sozinhos.

sopa de cebola de Paris, um hambúrguer sublime em Dun Laoghaire (Irlanda), o filé à Oswaldo Aranha do Rio de Janeiro e os pastéis de Belém são motivo suficiente para você colocar esses destinos em seu roteiro.

Fica aqui o meu tributo a estes momentos fugazes, porém decisivos. Quer provar também? Vamos!

13 abril 2017

Rio de Janeiro - todas as dicas (post índice)

Morro da Urca, Rio de Janeiro
A vista do alto do Morro da Urca é uma das minhas favoritíssimas no Rio

Rio de Janeiro: Casa França Brasil, na Candelária, e o Calçadão da Avenida Atlântica, em Copacabana
Casa França Brasil, na Candelária, e o Calçadão da Avenida Atlântica, em Copacabana
Prepare a câmera fotográfica: Mirantes do Rio: a Urca e o Forte de Copacabana
Coloque na agenda: MAR - Museu de Arte do Rio
Programa imperdível: Uma noite no Theatro Municipal
Bonitos, baratos e bem relax: passeios cariocas que são a cara do (meu) Rio
Fugindo do lugar comum: Meus "postais afetivos" do Rio
O que eu mais curtia quando morava na cidade: O melhor do Rio de Janeiro
Onde o Rio é mais baiano: 
Dois de Julho em Ipanema
Outro ângulo: A Lapa sem boemia
Praia depois das 18h: Como aproveitar o Horário de Verão
Valeu, Burle Marx: 
A rainha do Aterro do Flamengo - a bromélia que floresce a cada 80 anos
Roteiro Oscar Niemeyer - onde ver a obra do arquiteto no Brasil

Rio de Janeiro - Arpoador e Jardim Botânico
Duas paixões cariocas: o Chafariz das Musas, no Jardim Botânico, e o fim de tarde no Arpoador


Rio de Janeiro - Praia de Copacabana e Museu Nacional
A Praia de Copacabana e o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista

Pra ajudar seu planejamento: Feriadão no Rio de Janeiro
Perto de tudo e bem relax: 4 dias no Rio: uma temporada em Botafogo

Comer e beber no Rio de Janeiro
Dry Martini do Restaurante Sá, casquinha de siri do Bar Urca e tortinha de macarron da Guerin: tem muita coisa gostosa pra se provar no Rio

🍲🍹 Onde comer e beber no Rio de Janeiro

Restaurantes e cafés no Rio de Janeiro
Comida portuguesa no Rio de Janeiro - Restaurante Alfaia
Viagens gastronômicas - Filé à Oswaldo Aranha, uma delícia carioca
Onde comer bem em Botafogo e vizinhança
Onde comer bem e barato em Copacabana
Onde comer bem no Rio de Janeiro
Passeios cariocas - 4 programas clássicos no Rio de Janeiro


Praia de Ipanema, Rio de Janeiro
A Praia de Ipanema vista do terraço do Hotel Ipanema Plaza

Veja todas as atrações, passeios, restaurantes e demais lugares citados aqui na Fragata neste mapa



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