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| A bela Jaguaripe é uma grande moldura para os saveiros |
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| O Sombra da Lua chegando a Maragogipinho: é muito guapo! |
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| O dueto do Sombra com o vento deixa o canto das sereias da Odisseia no chinelo |
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| A bela Jaguaripe é uma grande moldura para os saveiros |
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| O Sombra da Lua chegando a Maragogipinho: é muito guapo! |
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| O dueto do Sombra com o vento deixa o canto das sereias da Odisseia no chinelo |
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| Um museu que me ensinou a gostar de museus está de volta à ativa |
Na última sexta-feira (16/01), finalmente pude voltar a um dos museus que me ensinaram a gostar de museus. Cheguei em grande estilo — a bordo de um saveiro centenário — e feliz da vida por reencontrar esse velho amigo. O Museu do Recôncavo Wanderley Pinho está ainda mais lindo do que eu lembrava.
O antigo Engenho Freguesia, sede do museu, tem 266 anos de idade, mas ostenta carinha de recém-nascido: depois de 25 anos fechado, o espaço passou por uma cuidadosa restauração e foi reaberto no último mês de dezembro.
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| Prepare-se para se apaixonar pelo conjunto colonial do Século 18 às margens da Enseada do Caboto |
De lá pra cá, o museu já recebeu mais de 5.000 visitantes — e tenho certeza de que todos ficaram tão encantados quanto eu com o conjunto arquitetônico do século 18, com os 28 mil m² de área verde que cercam as construções e com a vista para o mar.
Veja como foi:
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| O Sombra da Lua atraca nesse cantinho da Feira de São Joaquim. Embora poucos, alguns saveiros ainda resistem levando e trazendo mercadorias do Recôncavo para Salvador |
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| O Sombra da Lua: uma imagem dessas desmancha até coração de pedra, né? |
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| O destino do passeio foi o belíssimo Museu do Recôncavo Wanderley de Pinho, às margens da Enseada do Caboto, no município de Candeias |
É por isso que meu coração estava aos pulos quando cheguei ao pequeno atracadouro escondido na caótica (e fascinante) Feira de São Joaquim. É lá que atraca o majestoso saveiro Sombra da Lua, completamente restaurado e apto a navegar o nosso pequeno mediterrâneo que é a Baía de Todos os Santos.
Veja como foi:
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Igreja do Bonfim, um símbolo de Salvador |
Trilha sonora para Salvador - 50 canções pra embalar seus passeios na cidade
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O Solar do Unhão é um dos meus grandes favoritos em Salvador |
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Os casarões do bairro de Santo Antônio Além do Carmo são
sempre muito fotogênicos |
Museu do Recôncavo Wanderley de Pinho - o engenho da memória
Passeio de saveiro na Baía de Todos os Santos - um dia a
bordo do Sombra da Lua
O discreto charme da boemia nos Barris - bares, cinema e boa música
Museu da Misericórdia de Salvador — uma janela para o Século
17
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Duas cenas da Cidade Baixa: no alto, a Ponta do Humaitá
vista do Forte da Boa Viagem. Acima, a Enseada dos Tainheiros, na Ribeira |
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O mar vai ser sua companhia constante em Salvador,
aproveite. No alto, o Forte de São Marcelo. Acima, a vista da Ladeira da Barra |
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| O núcleo etílico dos Barris antes da muvuca (que nem é tanta). O trechinho boêmio fica de cara para a Biblioteca Central |
Rio Vermelho ou Santo Antônio? Quem pensa em farra em Salvador costuma ficar dividido entre esses dois bairros, muito bem providos de bares e restaurantes para todos os gostos. Recentemente, porém, minha simpatia palpita pela boemia nos Barris, bairro do ladinho do Centro Antigo e de respeitável tradição notívaga.
Farrear nos Barris é pra quem procura uma vibe nada frenética, com conversa longa em voz confortável, que não precisa subir de tom acima de música estridente.
A boemia nos Barris tem uma madrinha surpreendente: a
Biblioteca Central do Estado da Bahia, ou simplesmente, "Biblioteca dos Barris" — a instituição pública do gênero mais antiga da América Latina,
fundada em 1811 — ganhou a sede atual no bairro em 1970. Sua programação
cultural, especialmente as sessões de cinema na Sala Walter da Silveira, sempre
atraiu um público interessante e fiel para a área.
O núcleo boêmio dos Barris é pequenininho, mas animado. Ele
se resume a uns 200 metros da Rua General Labatut em frente à Biblioteca, onde
se alinham bares como a Cantina dos Barris, o Velho Espanha, o libanês Baladna
e o Resenhas Gourmet. O clima é adorável: conversas animadíssimas nas mesas e
celulares esquecidos — até pode rolar uma selfie, mas a alegria-ostentação
definitivamente não é a marca do lugar.
Veja como curtir a boemia nos Barris:
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| O Samba da Resistência é simplesmente delicioso |
A melhor coisa de Salvador é saber construir espaços e atmosferas que dão um belo zignau no clichê e no cenário de Instagram e botam a gente cara a cara com a essência da cidade. O Samba da Resistência de Itapuã é um desses casos: tem data, hora e lugar, mas, principalmente, tem alma.
Fui lá no último sábado (10/jan) e me esbaldei — sou uma
roqueira muito da eclética, mas mesmo os ortodoxos vão se render à delícia de
roda de samba promovida há 40 anos em uma modesta pracinha de Itapuã, do
ladinho da Lagoa do Abaeté.
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| A partir das 17h horas já começa a chegar gente. O samba começa oficialmente às 19h e vai até às 22h, pra a vizinhança poder dormir |
O Samba da Resistência é um patrimônio da comunidade local, que se reúne pra cantar, dançar e conviver na maior tranquilidade. A música é excelente, mas acho que é esse astral que atrai gente de todos os quadrantes da cidade pra ver uma Salvador que ainda é possível: a festa gostosa de verdade, desencanada e contagiante.
E bote contagiante nisso. É impossível ficar quieta no Samba
da Resistência.
Francamente, o “samba de Itapuã”, como é carinhosamente chamado, é a opção mais instigante e imperdível que vi em Salvador nos últimos anos. Se você ainda não foi, vá. Se já foi, volte. E muito.