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20 março 2022

Viagem a Malta - todas as dicas (post-índice)

Porto de Marsaxlokk em Malta

O luzzu é uma embarcação típica de Malta. Sempre muito coloridos, esses barquinhos de pesca são o charme da cidade portuária de Marsaxlokk, na Costa Sul do país


Você vem acompanhando as dicas de Malta aqui na Fragata? Então, aposto que está morrendo de vontade de conhecer esse delicioso país-arquipélago, que conquista os visitantes com muito mar azul, riquíssima história e culinária sedutora.

Se você quer organizar uma viagem a Malta, chegou no post certo. Aqui você vai encontrar o caminho para chegar a todas as informações já publicadas e mais umas dicas-bônus que vão ajudar bastante no seu planejamento.

Típica rua de Malta
Típica rua maltesa: fachadas talhadas em pedra dourada e adornadas por balcões de madeira de inspiração árabe

Neste post-índice tem dicas de como chegar a Malta — e, melhor ainda, como encaixar Malta em um roteiro pela Europa — que cidade escolher para se hospedar, como circular pelo país usando transporte público, como aproveitar a deliciosa culinária maltesa e os links para descobrir as principais atrações do país.

Aproveite todas as dicas de Malta e comece a planejar.

Golden Bay em Malta

A natureza em Malta também gosta de combinar azul e dourado



01 março 2022

O que fazer em Valeta, Malta


Valeta capital de Malta
Valeta capital de Malta
Valeta ganhou meu coração à primeira vista. Essas fotos foram feitas de Sliema, cidade onde me hospedei e que tem uma baita vista para a capital de Malta

Se você for confiar apenas no que os mapas mostram, vai acabar programando pouco tempo para explorar a capital de Malta. Mas não cometa esse erro: ainda que ela seja pequenininha, tem muito o que fazer em Valeta.

Em uma área com menos de 1 km² (menos de um terço do tamanho do Centro Histórico de Salvador) estão concentradas atrações que rendem facinho dois ou três dias de passeios muito lindos.

Típico balcão maltês em Valeta
Valeta capital de Malta

De pertinho e nos detalhes, Valeta roubou meu coração


Sim, Valeta é pequenininha e compacta. Tem cerca de 6 mil habitantes e pode ser atravessada de uma ponta à outra em meia hora — a distância do Forte Saint Elmo, à beira-mar, até a divisa com a cidade de Floriana é de apenas 1,5 km. 

Mas essa é uma caminhada que ninguém em sã consciência vai fazer nessa velocidade, porque tem muuuuuita beleza pelo caminho.

Fonte dos Três Tritões em Valeta, Malta

Na divisa entre Valeta e Floriana, a Fonte dos Tritões virou uma das logomarcas da capital maltesa

Auberge de Castille em Malta
O Auberge de Castille, do Século 18, era o alojamento dos cruzados de língua espanhola. Hoje, abriga os escritórios do primeiro ministro de Malta. Aestátua que contempla o edifício é homenagem ao líder socialista Manwel Dimech
Grand Harbour em Malta
Chegar a Valeta de ferry, atravessando o Grand Harbour, dá direito a essa paisagem

Chamada simplesmente de Il-Belt, ou “A Cidade”, pelos malteses — mesmo apelido que os bizantinos deram a Constantinopla (hē Polis) —, Valeta foi fundada pelos cruzados (os Cavaleiros da Ordem de São João ou Ordem de Malta) em 1566, para ser a capital do país. 

O local escolhido para a nova cidade foi a península imediatamente ao Norte das Três Cidades, em cuja ponta já estava o Forte Saint Elmo, onde hoje funciona o Museu da Guerra/National War Museum.

Co-Catedral de São João em Valeta, Malta

Depois do cerco otomano, os cruzados fundaram Valeta para ser uma praça forte inexpugnável. Mas nem só de muralhas e bastiões se fez a capital maltesa, como prova a Co-Catedral de São João

 
Como já contei aqui na Fragata, a fundação de Valeta foi decidida logo após o Grande Cerco de Malta, quando os cruzados e os locais resistiram ao feroz assédio dos otomanos nas muralhas da então capital, Birgù, e das cidades de Senglea e Cospicua (as Três Cidades de Malta).

Liderados pelo grão-mestre da ordem, Jean Parisot de Vallette (de quem a cidade herdou o nome), os cavaleiros plantaram sua nova capital debruçada sobre os portos de Marsamxett e Grand Harbour e dotada de todas as sofisticações defensivas que se conhecia na época — e de belíssimos palácios, igrejas e jardins.

Parlamento de Malta
Parlamento de Malta
Inaugurada em 2015, a sede do Parlamento de Malta foi projetada pelo arquiteto Renzo Piano, o mesmo do Beaubourg de Paris e de The Shard, em Londres
Valeta em Malta
Os balcões típicos de Malta dão um colorido especial à paisagem urbana de Valeta

O resultado disso é uma cidade deslumbrante, talhada em pedra dourada, linda de se ver de longe e deliciosa para ser explorada de perto, a cada cantinho, ladeira, escadaria ou ruela tortuosa — sim: subir e descer escarpas é parte da aventura.

Além de caminhar à toa por Valeta, reserve tempo para ver com calma atrações imperdíveis, como a Co-Catedral de São João, a Casa Rocca Piccola, os Upper Barrakka Gardens e o Museu Nacional de Arqueologia de Malta.

Bora passear em Valeta?

17 fevereiro 2022

Co-Catedral de São João em Malta

Co-Catedral de São João em Malta
Deslumbrante é um adjetivo tímido para descrever a Co-Catedral de São João

No mix de praias, gastronomia e patrimônio histórico que sempre vai ser a base de um roteiro em Malta, tem uma coisa que não pode faltar na sua lista: a visita à Co-Catedral de São João, em Valeta.

A igreja-sede dos Cavaleiros da Ordem de São João (os "cruzados de Malta") é a atração mais famosa do país — e com toda razão. Sua decoração interior, no mais estonteante Barroco, é apontada como uma das obras-primas desse estilo na Europa.

Capela da Língua Anglo-Bávara na Co-Catedral de São João em Malta
Capela da Língua Anglo-Bávara, uma das oito dedicadas às nacionalidades dos integrantes da Ordem de Malta

Bonita até dizer chega, grandiosa e imponente, a Co-Catedral de São João é também o lar de uma das telas mais famosas de Caravaggio, a Decapitação de João Batista, pintada em 1608 pelo artista italiano que, por um breve período, foi integrante da Ordem dos Cavaleiros de São João.

Localizada no coração de Valeta, a Co-Catedral de São João é a coisa mais bonita que você vai ver em um país que esbanja belezas. Veja como foi minha experiência: 

A decapitação de São João de Carvaggio na Co-Catedral de São João em Malta
São Jerônimo de Carvaggio na Co-Catedral de São João em Malta
No Oratório, todo mundo hipnotizado pelas obras de Caravaggio: A Decapitação de São João (no alto) e São Jeronimo (acima)

18 dezembro 2021

Visita à Casa Rocca Piccola em Valeta, Malta


Jardim da Casa Rocca Piccola em Valeta, Malta
O ponto de partida da visita à Casa Rocca Piccola é o belo pátio ajardinado, com direito a fonte, flores e até passarinhos


Uma das atrações mais visitadas de Valeta é a Casa Rocca Piccola, um palácio do Século 16 que ainda é a residência da Família Piro, nobres malteses que chegaram à ilha procedentes de Rodes, junto com os cruzados, em 1530.

A Casa Rocca Piccola é contemporânea da construção de Valeta (final do Século 16). Após o grande cerco de Malta pelos otomanos (1565), os cruzados decidiram transferir sua capital de Birgù (La Vittoriosa) e construir uma nova cidade, Valeta, e muitas das famílias proeminentes mudaram para o novo centro do poder maltês.

Biblioteca da Casa Rocca Piccola em Valeta, Malta
Casa Rocca Piccola em Valeta, Malta
Biblioteca da Casa Rocca Piccola em Valeta, Malta
Muitos livros, obras de arte e mobiliário constroem a sensação de um passeio pelo cotidiano e pela história de uma casa nobre maltesa. Mas o que eu amei mesmo foi a biblioteca


Do Século 16 até os dias de hoje, a Casa Rocca Piccola passou por inúmeras reformas, incorporando novas edificações, desmembrando outras — a nobreza também faz puxadinhos, ainda que mais ornamentados 😊.

Uma visita a essa casa-museu é a oportunidade de ver um amplo mosaico de obras de arte, mobiliário e objetos decorativos que passeiam por seis séculos da História de Malta.

Veja como é a vista à Casa Rocca Piccola, um passeio que eu curti muito e super recomendo:

09 fevereiro 2021

O que comer e onde comer em Malta

Beach club em Sliema Malta
The Terrace, beach club em Sliema com vista para o cenário histórico de Valeta onde passei minha primeira manhã maltesa. Comer em Malta é geralmente olhar o mar na paisagem e saboreá-lo no prato

Quando eu penso nas lindas paisagens, no mar irresistível e na história movimentada e empolgante de Malta, já me vem o adjetivo “delicioso” à cabeça. Mas esta palavra inunda mesmo os meus sentidos é quando eu penso na culinária maltesa.

Comer em Malta é um enorme prazer — tão grande que o país nem precisava ter todas aquelas outras delícias que eu listei no parágrafo anterior para ser um baita destino de viagem.

Como todo pedacinho de Mediterrâneo, Malta é um vasto e colorido mosaico de civilizações —contando as que dominaram efetivamente o arquipélago e as muitas outras que tentaram tirar uma casquinha de sua privilegiadíssima posição estratégica entre Oriente, Ocidente e África. 

Porto de Marsaxlokk em Malta
Doces típicos de Malta no mercado de Marsaxlokk
Além de ser um banquete para os olhos com seus barquinhos coloridos, o Porto de Marsaxlokk é uma festa para o paladar, com um enorme mercado de doces típicos de Malta à beira-mar

Conquistadores dificilmente estão preocupados com as consequências culinárias e culturais que traçam ao longo de suas marchas, mas é inevitável que um rastro de temperos e aromas fique pelo caminho das tropas.

Em Malta, o resultado desse movimento é uma fusão de sotaques culinários que lembram a Grécia, a Sicília, o Oriente Médio e até os britânicos — que jamais serão acusados de inventividade na cozinha. Carne de coelho, pastizzi, frutos do mar (com destaque para o peixe lampuki) e as mil formas de rechear o pão ftira são algumas das estrelas do cardápio maltês.

Durante uma adorável semana, comi muito bem em Malta. Veja as dicas de pratos e alguns restaurantes que testei e aprovei:
  

17 setembro 2020

Dicas práticas de Malta – como organizar sua viagem

Barco típico de Malta no porto de Marsaxlokk e uma rua de Valeta
Malta é bonita até os mínimos detalhes. Nas fotos, um luzzu, barco pesqueiro típico do país, e uma rua do Centro Histórico de Valeta

Um destino de viagem com belezas até dizer chega, preços moderados, clima convidativo e muita, muita história. Malta é um espetáculo que está entrando cada vez mais na rota dos brasileiros. E esse país pequeno em território e gigante em atrações merece mesmo nossa atenção.

Destino popular entre os intercambistas que querem aprender inglês, Malta também tem todo o combo para férias perfeitas. Tem paisagens hipnóticas, mais de 7 mil anos de história e praias de sonho. Uma Grécia compacta, que fala maltês e inglês e escreve no alfabeto latino.

Balcão típico de Malta em Victoria, na Ilha de Gozo
Os balcões são uma característica da arquitetura de Malta. Este foi clicado em Victoria, na Ilha de Gozo

Passei uma semana inesquecível em Malta e recomendo entusiasticamente que você experimente essa delícia de destino.

Neste post, listei as dicas práticas de Malta pra você organizar sua viagem. Tem informações sobre como chegar, documentos necessários para entrar no país, como circular pelas inúmeras atrações e cidades, segurança, clima, melhor época para visitar e preços. O basicão pra você começar a sonhar e planejar.

Uma coisa eu garanto: você vai amar Malta. Veja as dicas:

10 setembro 2020

Transporte em Malta — ah, como é fácil!

Lagoa Azul, Malta
O transporte público leva o viajante a todos os cantos de Malta, como a deliciosa Lagoa Azul, na Ilha de Comino

Ah, se fosse sempre tão descomplicado explorar um paraíso. Facilidade nos deslocamentos é um conforto que eu amo encontrar em viagens — e na vida. O transporte em Malta até me deixou meio mimada.

É verdade que o país é pequeno, o que já facilita muito expandir o raio dos passeios. Mas o transporte público maltês leva o viajante a todos os cantinhos que o coração pedir — e não são poucas as atrações de Malta que merecem atenção. 

Malta: Mdina e Marsaxlokk
Belezas como Mdina, primeira capital de Malta (esq) e a fofíssima cidade pesqueira de Marsaxlokk estão na rota regular do transporte público do país

Em sete dias nessa delícia mediterrânea, usei e abusei do bom transporte em Malta para ir muito além da bela capital, Valeta, e da agradabilíssima Sliema, onde me hospedei. Fiz todos os passeios usando os ônibus comuns, partilhados por turistas e malteses.

De ônibus, cheguei à belíssima cidade de Mdina, fundada pelos fenícios, explorei Victoria e a Cittadella, na Ilha de Gozo, cheguei ao Porto de Ċirkewwa para pegar a lanchinha para a Lagoa Azul...

Muralhas da Cittadella, na Ilha de Gozo
Muralhas da Cittadella, na Ilha de Gozo

O serviço de transporte em Malta é pontual, confortável e barato. Um super aliado na hora de ver as belezas de um país apaixonante.

Veja minhas dicas pra virar Malta do avesso usando transporte público:

02 março 2020

Roteiro em Malta - 7 dias


capital de Malta Valeta vista do mar

Valeta, a capital construída pelos Cruzados. Abaixo, os barquinhos no porto de Marsaxlokk. É impressionante a montanha de belezas que cabe em um país tão pequeno como Malta


Porto de Marsaxlokk em Malta

Nas férias de 2019, passei uma deliciosa semana em Malta, país/arquipélago banhado pelas águas do Sul do Mediterrâneo.

O país até pode ser pequenininho — apenas 316 km², somadas as ilhas de Malta, Gozo (Għawdex, em maltês) e Comino (Kemmuna), que são habitadas, e mais cerca de 18 ilhotas do arquipélago maltês. Mas um roteiro em Malta será sempre muito movimentado, pela diversidade de atrações.

Centro Histórico de Valeta Malta
Centro Histórico de Valeta Malta

Reserve um tempo para se perder pelas ruas de Valeta. A capital de Malta é linda


Situada a 93 km da Costa da África e a pouco mais de 100 km ao Sul da Sicília, Malta é um privilegiado destino de praia: em pleno outubro, quando a maior parte da Europa já estava tirando os casacos do armário, eu me esbaldei no banho de mar em suas águas deliciosas, como as da famosíssima Lagoa Azul.

A tentação de limitar meu roteiro em Malta à preguiça a beira-mar foi grande, mas teria sido um sacrilégio ignorar os outros encantos do país, que tem muita história, paisagens deslumbrantes e uma gastronomia tremendamente sedutora.

Lagoa Azul de Malta

Em pleno outubro, quando a maior parte da Europa já estava tirando os casacos do armário, eu estava mergulhando na Lagoa Azul de Malta


Veja como ficou o meu roteiro de sete dias em Malta:

02 novembro 2019

Roteiro por Barcelona, Valência e Malta: um triângulo redondinho

barcos típicos de Malta e Hospital Sant Pau em Barcelona

Meu roteiro foi um giro bem mediterrâneo: à esquerda, as cores de um luzzu, barco típico de Malta no porto de Marsaxlokk. À direita, o deslumbrante Hospital Sant Pau, um dos marcos modernistas de Barcelona


Minhas últimas férias (final de setembro/começo de outubro) foram um giro bem mediterrâneo de 17 dias. O roteiro por Barcelona, Valência e Malta ficou redondinho na combinação de destinos, na facilidade de deslocamento entre eles e na quantidade de dias para cada parada.

Barcelona é um ótimo ponto de partida para outros destinos europeus, por ser o hub da companhia aérea low cost Vueling. Foi lá que comecei e terminei a viagem, na minha terceira visita a essa cidade fantástica.

Torres de Quart em Valência, Espanha
Lagoa Azul de Malta

No alto, as Torres de Quart, em Valência, do Século 15. Acima, a famosa Lagoa Azul de Malta 


De Barcelona eu segui para Malta, que esbanja lindas praias, uma história que preencheria algumas bibliotecas e excelente gastronomia.

São só duas horinhas de voo de Barcelona a Malta.

Edifício modernista no Passeig de Gràcia, em Barcelona

Eu não canso de namorar as fachadas modernistas do Passeig de Gràcia, em Barcelona


Um dos menores países da Europa — o pequeno arquipélago no Mediterrâneo tem 316 km² —, Malta está 90 km ao Sul da Sicília e a 280 km ao Norte da África.

Foram sete dias em Malta de muitos passeios, descobertas e paisagens arrebatadoras. Dias que sempre terminavam em banho de mar, aproveitando o calorão que ainda faz por lá, em pleno outubro.

Valeta, capital de Malta

Que tal um mergulho na praia de Sliema, em Malta, com essa vista para os edifícios históricos de Valeta?


A terceira ponta do meu triângulo mediterrâneo foi a maravilhosa Valência, uma baita amor à primeira vista.

A 350 km de Barcelona e a igual distância de Madri, Valência consegue reunir tudo o que me interessa: história riquíssima — é uma das mais antigas da Espanha —, com uma vibe muito contemporânea e um astral animadíssimo.

Llotja de la Seda em Valência, Espanha

A Llotja de la Seda foi o centro do comércio que assegurou a pujança de Valência no Século 15


Cada etapa dessa viagem ganhou posts bem detalhados aqui na Fragata. Veja como ficou o meu roteiro por por Barcelona, Valência e Malta, um triângulo redondinho que pode inspirar sua próxima viagem: