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O encantador Museu Casa de Jane Austen, na vila de
Chawton, Inglaterra, leva o visitante para dentro dos livros da escritora |
Quando a gente pensa em museu, duas ideias vêm à cabeça. A primeira associação é a coisa antiga — e estão aí para provar os dísticos jocosos, e nem sempre lisonjeiros, sobre o assunto, como o clássico “quem vive de passado é museu".
O segundo conceito associado a museus é o da preciosidade, o objeto raro e tão relevante que — olha o lugar comum de novo — “merece estar em um museu”.
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A Huerta de San Vicente, casa de García Lorca em Granada,
Espanha, é um museu que a gente visita com um nó na garganta |
A associação com velharia já vem sendo suficientemente desmentida por notáveis instituições dedicadas a assuntos diversos — tecnologia, futebol, Língua Portuguesa — que fazem o maior sucesso.
Mas nem sempre a gente presta atenção aos chamados museus-casas, dedicados a preservar a memória mais doméstica e prosaica de grandes personagens.
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A casa de Paul McCartney em Liverpool e (abaixo) o Octagon,
refúgio de Simón Bolívar durante o exílio em Curaçao |
Todas as casas-museus visitadas pela Fragata
Totalmente na contramão do “espetacular” ou “precioso” que tendemos a colar no conceito de museu, são espaços geralmente íntimos, singelos e, pra mim, profundamente comoventes, exatamente por sua capacidade de realçar a condição humana de gente tão especial.
Pelo terceiro ano consecutivo, a Fragata está participando da
blogagem coletiva que marca a
#MuseumWeek, semana dedicada a celebrar os museus em todo o mundo, iniciada hoje. Nesta edição 2016, resolvi convidar vocês para uma visitinha às casas-museus de alguns personagens que adoro. Bora?