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| Nas pegadas de Hemingway, Paris fica ainda mais especial. Na imagem, o Quai d'Orleans, em foto de abril de 2006 |
Tenho uma relação bastante ambígua com guias de viagem — e algumas prateleiras deles em casa. Gosto dos mapas, endereços e descrições objetivas, que ajudam a organizar a caminhada. Mas minha grande inspiração para sair pelo mundo é a Literatura. Minhas melhores jornadas são as viagens inspiradas em livros.
Um guia de viagem, tomado ao pé da letra, vira uma angustiante lista de tarefas, transformando cada jornada numa interminável gincana — na ansiedade de completar a lista de pontos turísticos, a gente não vê a vida nem sente a atmosfera ao redor.
Mesmo os lugares mais arrebatadores precisam do encantamento que já trazemos conosco para ficarem realmente especiais.
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| Eu fui a Ronda (esq) inspirada em Por quem os sinos dobram, de Hemmingway. À pequenina Dürnstein, na Áustria, quem me levou pela mão foi Ricardo Coração de Leão, cujas aventuras eu conheci lendo Robin Hood |
E quem melhor do que a Literatura para prover esse encantamento prévio? Se você já experimentou, sabe do que estou falando. Se ainda não, aposto que vai amar o mundo das viagens inspiradas em livros.
Veja alguns dos roteiros que a Literatura já me inspirou:
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| Foi arrepiante visitar as Termas Romanas de Bath e os Assembly Rooms, cenários de momentos decisivos de Persuasão, meu livro favorito de Jane Austen |



