Mostrando postagens com marcador atração gratuita. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador atração gratuita. Mostrar todas as postagens

23 janeiro 2026

Museu do Recôncavo Wanderley de Pinho - o engenho da memória

Museu do Recôncavo Wanderley de Pinho
Um museu que me ensinou a gostar de museus está de volta à ativa

Na última sexta-feira (16/01), finalmente pude voltar a um dos museus que me ensinaram a gostar de museus. Cheguei em grande estilo — a bordo de um saveiro centenário — e feliz da vida por reencontrar esse velho amigo. O Museu do Recôncavo Wanderley Pinho está ainda mais lindo do que eu lembrava.

O antigo Engenho Freguesia, sede do museu, tem 266 anos de idade, mas ostenta carinha de recém-nascido: depois de 25 anos fechado, o espaço passou por uma cuidadosa restauração e foi reaberto no último mês de dezembro.

Museu do Recôncavo Wanderley de Pinho
Museu do Recôncavo Wanderley de Pinho
Prepare-se para se apaixonar pelo conjunto colonial do Século 18 às margens da Enseada do Caboto

De lá pra cá, o museu já recebeu mais de 5.000 visitantes — e tenho certeza de que todos ficaram tão encantados quanto eu com o conjunto arquitetônico do século 18, com os 28 mil m² de área verde que cercam as construções e com a vista para o mar.

Veja como foi:

13 julho 2025

Museu da República no Rio de Janeiro: por que visitar o Palácio do Catete

Escadaria do Museu da República no Rio de Janeiro
A escadaria do Museu da República é simplesmente um espetáculo

Um dos museus mais interessantes do Rio de Janeiro

Se você se interessa por política ou história, terá um caminhão de motivos pra visitar o Museu da República, no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro. Mas, ainda que não ligue pra essas coisas, vai gostar muito de colocar o museu no seu roteiro de passeios na cidade.

De 1897 a 1960, o Palácio do Catete foi a sede da Presidência da República, reunindo ambientes de trabalho (como hoje o Palácio do Planalto) e de residência (como o Palácio da Alvorada) dos chefes de Estado do Brasil.

Jardins do Museu da República no Rio de Janeiro
Os jardins do museu, com acesso livre, são um pequeno oásis no Bairro do Catete
Museu da República no Rio de Janeiro
O Museu da República tem entrada gratuita

Mas se a ideia de visitar o palco de inúmeros momentos decisivos da história do País não parece sedutora, deixa eu contar como o Museu da República é bonito, uma pequena antologia da arte decorativa que andou em voga na virada do Século 19 para o Século 20.

E, ainda por cima, tem um dos jardins públicos mais gostosos do Rio de Janeiro.

Museu da República no Rio de Janeiro
O museu continua a documentar a história contemporânea do Brasil

Convencidos/as? Então bora numa visita ao Museu da República:

12 setembro 2024

O que fazer em Atenas

Templo das Cariátides na Acrópole de Atenas
Tem muito o que fazer em Atenas. Principalmente, ficar comovida e embasbacada com as maravilhas da cidade, como o Templo das Cariátides, na Acrópole

O que fazer em Atenas, além de ficar comovida, embasbacada e profundamente feliz por estar em uma cidade com a qual a gente aprende a sonhar desde criancinha?

Quando eu comecei a escrever este post, tive a pretensão de reunir aqui rigorosamente tudo que tem de interessante pra fazer na cidade (algumas toneladas de motivos pra você experimentar as emoções que listei no parágrafo acima). 

Muita gente se limita a passar por Atenas pra ver a Acrópole e já segue para o circuito-clichê Mikonos e Santorini (agora acrescido por Zaquintos). Cada um viaja como quer, mas, se você aceita um conselho (de uma apaixonada totalmente parcial), não desperdice a chance de descobrir mais dessa cidade adorável.

Ágora Romana de Atenas
A Ágora Romana é uma atração meio negligenciada, mas muito bacana em Atenas

Por piedade à barra de rolagem do seu navegador, porém, resolvi dividir as dicas sobre o que fazer em Atenas em três partes.

Aqui, portanto, este o que fazer em Atenas se concentra apenas nos principais monumentos e espaços históricos da cidade. Os museus em Atenas estão no próximo post (siga o link) e os bairros da capital grega — com suas peculiaridades e cantinhos atraentes — também ganharam uma postagens só pra eles.

Busto de Eurípedes no Jardim Nacional de Atenas
Busto de Ésquilo no Jardim Nacional em Atenas

Eurípedes (no alto) e Ésquilo no Jardim Nacional  — e eu fiquei saltitante como uma criancinha quando consegui decifrar os nomes desses dois grandes do teatro nos caracteres gregos

Também para poupar quilômetros a este post, vou dar só uma pincelada em atrações que já ganharam posts exclusivos aqui na Fragata — a Acrópole, a Ágora Antiga e o Templo de Zeus Olímpico (onde também falo do Arco de Adriano). As dicas práticas (atualizadíssimas) dessas atrações estão aqui, mas as informações detalhadas estão nos posts específicos, que estão lincados.

Assim sobra mais espaço pra eu falar (e mostrar) a Ágora Romana, o Estádio Panatenaico, da Catedral Metropolitana de Atenas, da Praça Syntagma e da troca da guarda e do Jardim Nacional.

Catedral Metropolitana de Atenas
Mosaico em estilo bizantino na Catedral Metropolitana de Atenas

Se você já foi a Atenas, espero que você tenha a mesma alegria que eu tive, tendo a chance de voltar. Se ainda não foi, torço muito pra que isso aconteça em breve.

O que eu garanto é que tem muito o que fazer em Atenas pra deixar você comovida, embasbacada e profundamente feliz.

Veja as dicas:


12 agosto 2024

Roteiro na Baixa de Lisboa

Baixa de Lisboa
A Baixa de Lisboa rende um passeio (ou vários) muito bacana

Sufocada pelos clichês turísticos e pelas multidões, ela é, mesmo assim, incontornável pra quem quer conhecer a capital portuguesa — e, como este roteiro na Baixa de Lisboa pode atestar, cheia de atrações realmente bacanas.

A Baixa de Lisboa é a grande expressão da reconstrução da capital após o terremoto de 1755 — a catástrofe, que pode ter atingido 9 pontos na Escala de Richter, foi seguida por um maremoto e incontáveis incêndios. Destruiu praticamente toda a cidade e acarretou mais de 10 mil mortes.

Baixa de Lisboa
Baixa de Lisboa
Um programinha que eu adoro na Baixa é o safari fotográfico de fachadas

Situada no trecho que corre para o Norte, desde a margem do Tejo — à sombra das colinas onde se assentam a Alfama, de um lado, e o Bairro Alto e o Chiado, do outro — a Baixa foi a área que mais sofreu com o chamado Sismo de Lisboa. 

A reedificação da terra arrasada deu a ela a cara que ela tem ainda hoje, resultado de um projeto de reconstrução liderado pelo Marquês de Pombal (governante de fato em Portugal entre 1756 e 1777). Daí o seu apelido de Baixa Pombalina.

Com essa biografia, que vai do terror ao ressurgimento, a Baixa olha a muvuca de visitantes e locais do alto de suas belas fachadas históricas com um certo ar de quem já viu de tudo, enquanto estrela postagens de Instagram. 

Por trás daqueles azulejos, hotéis, restaurantes, cafés, lojas (e até moradias) trepidam com o turismo, mas mas a Baixa não perde o charme.

Baixa de Lisboa
A impressão é que as fachadas da Baixa me olham com um ar de quem já viu de tudo

Este roteiro pela Baixa de Lisboa passa por alguns dos cenários mais bonitos da cidade, como a Praça do Rossio e a Praça do Comércio, e muitos dos cartões postais mais conhecidos da capital portuguesa. 

Não é um pacote fechado. É um passeio pra fazer no seu ritmo, escolhendo suas paradas e o tempo de duração. Mas, se resolver seguir as sugestões tintin por tintin, vai caminhar menos de 3 km, com direito a várias pausas.

Bora passear?

02 julho 2024

O que fazer em Madri

Edifício Metrópolis de Madri visto do Terraço do Círculo de Belas Artes
Edifício Metrópolis e a Gran Via vistos do Terraço do Círculo de Belas Artes

Madri não tem um Big Bem ou uma Torre Eiffel — aquele ponto turístico óbvio, imediatamente reconhecível e desejado por gente do mundo inteiro. Mas não se iluda: a capital espanhola é uma cidade simplesmente espetacular e você vai encontrar muito o que fazer em Madri.

Atrações de primeiríssima linha — basta lembrar o Museu do Prado e o Museu Reina Sofia —, uma história riquíssima, imortalizada em um patrimônio lindo, um verdadeiro mosaico arquitetônico de diversas épocas e, claro, um astral apaixonante.

Neste post, listei muitas dessas atrações, várias delas gratuitas. Tem roteiros pra fazer a pé pela Madri dos Áustrias e por outras belezas da cidade, como a bela arquitetura da Gran Vía, tem mirantes pra admirar a capital espanhola (linda!), tem a Feira do Rastro, o Parque do Retiro... 

Veja todas essas sugestões de passeios e você vai concordar comigo: tem muito o que fazer em Madri — e só coisa muito boa.

12 junho 2024

6 Museus em Madri pra ir depois do Prado, do Reina Sofia e do Thyssen

Museu Sorolla em Madri

Quarto Mosqueteiro: o Museu Sorolla é um caso irrecorrível de paixão instantânea. Tão maravilhoso quanto a trinca de blockbusters

A capital espanhola adora oferecer banquetes. Desde os propriamente ditos — ô, culinária sedutora — aos metafóricos. De História, de arquitetura, de letras... Os museus em Madri, então, são um banquete visual arrebatador e muito variado.

Quando a gente fala em museus em Madri, pensa logo na trinca composta pelo Museu do Prado, Museu Reina Sofia e Museu Thyssen-Bornemisza. Esses blockbusters são realmente maravilhosos — e incontornáveis. Se Madri tivesse só eles, já estaria valendo a passagem aérea até lá. Mas  a cidade tem muito mais

"A Primavera" de Giuseppe Archimboldo na Real Academia de San Fernando em Madri
A Primavera, de Giuseppe Arcimboldo, é um dos quadros mais famosos do acervo da Real Academia de Belas Artes de São Fernando

O muito mais dos museus em Madri começa com a constatação de que a tal trinca é meio prima dos Três Mosqueteiros de Dumas, pois ela também tem quatro integrantes. O Museu Sorolla é o D'Artagnan da história. Ainda que não seja um museu grande ou badalado, ele é tão espetacular quanto os blockbusters.

E o mais prossegue com a robusta coleção da Real Academia de Belas Artes de San Fernando, uma das pinacotecas mais importantes da Espanha (um país que não brinca em serviço neste quesito) e com a deliciosa Casa Museu de Lope de Vega (o museu que eu mais adoro em Madri). 

Museu Naval de Madri
Quem tem um blog chamado A Fragata Surprise não podia ter demorado tanto pra ir conhecer o Museu Naval de Madri, né?

Também recomendo imensamente o Museu do Romantismo e o Museu de História de Madri, que são pequenininhos e muito próximos um do outro, o que garante um programinha delicioso antes da happy hour no bairro boêmio de Chueca, onde estão instalados. 

Pra completar minhas indicações de museus em Madri, experimente o belo Museu Naval — por motivos óbvios, eu me esbaldo com esse tipo de acervo. 

Meu conselho: vá ao Prado, ao Reina Sofia e ao Thyssen. Mas vá além. Pra facilitar a organização de seu roteiro pelos museus em Madri, tem um mapa no final do post. Veja o passo a passo para ir mais fundo no no banquete visual na capital espanhola:

11 junho 2024

Atrações gratuitas em Madri - roteiro pelo Século de Ouro

Plaza Mayor de Madri

A Plaza Mayor é o coração da Madri antiga ou “Madri dos Áustrias”. Este espaço do Século 17 era palco de festas, celebração de conquistas militares e de autos de fé da Inquisição. A construção em amarelo é a Casa de la Panadería, que servia de camarote real


Quer fazer um passeio lindo sem gastar nem um tostão? Entre as muitas e maravilhosas atrações gratuitas em Madri esse "roteiro pelo Século de Ouro" é um jeito maravilhoso de mergulhar na história e nas belezas da capital espanhola.

Entre os séculos 16 e 17, Madri foi uma das cidades mais prósperas do planeta, quase uma "capital do mundo, centro de um "império onde o sol nunca se punha" — a cidade "paradoxal, singular e irrepetível", como definiu o escritor espanhol Arturo Pérez-Reverte. Tanto poder e tanto dinheiro lotaram a cidade de belezas que ainda hoje encantam olhos de locais e viajantes.

Casa de la Villa em Madri
A Casa de la Villa, foi inaugurada em 1692, como sede do governo de Madri (Ayuntamiento). A cidade tinha se tornado a capital da Espanha em 1561

Com este roteiro de atrações gratuitas em Madri pra ser feito a pé, você vai ver as memórias Século de Ouro, com destaque para a Plaza Mayor, a Colegiata de San Isidro (que já foi a catedral madrilenha), a Plaza de la Villa, o Palácio de Santa Cruz e um dos quadros mais bonitos de El Greco na Igreja de San Ginés. 

Veja os detalhes:

19 fevereiro 2024

Museu Lasar Segall, meu favorito em São Paulo

Museu Lasar Segall em São Paulo
Logo na entrada da sala de exposições, uma avalanche do brilho de Segall com as obras Interior de Pobres (ao fundo, às esquerda), Eternos Caminhantes (ao centro) e Navio de Emigrantes (à direita)

O Museu Lasar Segall é um dos meus lugares favoritos em São Paulo. Primeiro, claro, pelo acervo. Segall foi um artista maravilhoso Transitou pela pintura, escultura, desenho e gravura, sempre com um olhar solidário para os excluídos, perseguidos e párias de todos os padrões que retratou com seu toque de gênio . 

Quando eu procuro uma tradução visual para a ideia de empatia, o que costuma vir na minha mente é uma obra de Lasar Segall. 

Além do acervo, o Museu Lasar Segall tem instalações adoráveis — o núcleo é a casa modernista onde viveu o artista, projetada por Gregori Warchavchik —, jardins aconchegantes e a vocação de funcionar como espaço vivo e democrático, sempre buscando atrair um público que não beberica coquetéis em vernissages, mas reconhece a beleza quando a vê.

"Eternos Caminhantes" de Lasar Segall
Eternos Caminhantes (1919) foi confiscada pelos nazistas e exposta como exemplo de "arte degenerada". A tela empreendeu sua própria epopeia até ser resgatada e incorporada ao acervo do Museu Lasar Segall
Em Interior de Pobres (1921), Segall retrata a miséria e o desalento do povo alemão após a I Guerra
Navio de Emigrantes (1939)

Já fazia um tempinho que eu não visitava o Museu Lasar Segall, mas tratei de matar a saudade na passagem mais recente por São Paulo. E quer saber? Taí um lugar que eu gosto mais cada visita.

Funcionando a cerca de 500 metros de duas estações de metrô (Vila Mariana e Santa Cruz) e com entrada gratuita, o Museu Lasar Segall é um super programa e merece figurar no topo de todas as listas sobre o que fazer em São Paulo.

Não tenha dúvida de incluir o meu museu favorito na Pauliceia no seu próximo roteiro na cidade. Veja as dicas para organizar sua visita: 

10 janeiro 2024

Museu de Arte Moderna da Bahia

Pôr do sol no Museu de Arte Moderna da Bahia no Solar do Unhão
O pôr do sol mais bonito de Salvador vem acompanhado de um museu imperdível, o MAM-Bahia

Salvador é tão porreta que o pôr do sol mais deslumbrante da cidade traz de brinde um museu que pode figurar facinho na lista dos mais lindos do Brasil. 

O Museu de Arte Moderna da Bahia não tem Torres García (meu critério absolutamente arbitrário para classificar esse tipo de instituição 😊), mas tem um conjunto de motivos bem convincente pra que você vá e volte muito a essa delícia de lugar.

Museu de Arte Moderna da Bahia
Museu de Arte Moderna da Bahia

O MAM-Bahia tem elenco de primeira — Tarsila do Amaral, Portinari, Calasans Neto, Carybé, Aldemir Martins, Rebolo e outras feras. Tem cenário deslumbrante —  o Solar do Unhão, conjunto arquitetônico dos séculos 17 e 18, com as marolas da Baía de Todos os Santos batendo na sua amurada. Tem roteiro animado — cinema, exposições temporárias, oficinas. 

E tem trilha sonora envolvente — no post anterior, já falei sobre a Jam no MAM, um dos melhores programas musicais de Salvador. 

Exposição de Walter Firmo no Museu de Arte Moderna da Bahia
Clementina de Jesus fotografada por Walter Firmo. Esta exposição está tão linda que compensa pagar a passagem aérea até Salvador pra vê-la ao vivo
Museu de Arte Moderna da Bahia
O Museu de Arte Moderna da Bahia tem elenco, cenário, roteiro e trilha sonora de primeiríssima linha

A diversidade de atividades é tanta que dá até pra transformar o  museu em programinha semanal (pergunta pra mim, que estive lá nos dois últimos sábados). E sim, claro, o MAM é o dono deste pôr do sol que você está aí na primeira foto deste post.

Faz décadas que o Museu de Arte Moderna da Bahia/Solar do Unhão é meu lugar preferido em Salvador. E até já falei dele várias vezes, aqui na Fragata. Mas não custa reforçar os louvores, até porque a exposição do fotógrafo Walter Firmo, atualmente em cartaz, está compensando até mesmo o precinho salgado da passagem aérea pra Salvador neste verão.

Veja as dicas desta grande atração em Salvador:  

29 dezembro 2023

Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro

Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro
Tenho um xodó bem especial pelo Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro

Sempre tive um xodó especial pelo Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Sou fã do edifício modernista cercado pelo Aterro do Flamengo — o luxuriante paisagismo de Burle Marx — e do acervo instigante e belo, abrigado pelo concreto que parece pronto a levantar voo.

Talvez meu primeiro motivo pra gostar do MAM seja a imagem (coisa da minha cabeça, mesmo. Encasquetei) de Caetano compondo Paisagem Útil (do disco Caetano Veloso, de 1968) sentadinho no vão livre do museu, sempre atravessado pela brisa, não importa a que píncaros se lancem os termômetros do Rio de Janeiro. Ô, espaço inspirador. 

"Autorretrato" de Ismael Nery no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro
Este Autorretrato (1930) de Ismael Nery é simplesmente arrebatador
Sou fã de carteirinha de A Bela Lindonéia ou A Gioconda do Subúrbio (1966) de Rubens Gerchman. A obra pertence à Coleção Gilberto Chateaubriand, cedida em comodato ao MAM-Rio

Sonoridades à parte, o Museu de Arte Moderna do Rio é um dos meus grandes professores de olhar. E pode ser um professor de reinvenção pra todo mundo: um museu que conseguiu reconquistar relevância depois de perder parte considerável de seu acervo na tragédia do incêndio de 1978.

Fazia tempo que eu não visitava meu velho amigo MAM-Rio. Estive lá agora, na recente temporada carioca e só confirmei o que já sabia: o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro é um programaço.

Vão livre do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro
Acho o vão livre do MAM-Rio muito inspirador 😊

Veja o que você vai encontrar por lá:


02 novembro 2023

O que fazer em Valparaíso, Chile

Cerro Alegre em Valparaíso
Nem tente resistir ao charme de Valparaíso

Valparaíso é meu grande xodó no Chile. Localizada a 120 km de Santiago, a cidade portuária é um destino bem popular dos passeios bate e volta partindo da capital chilena, geralmente combinados com a visita a Viña del Mar. 

Mas acho um bate e volta muito pouco pra essa lindeza feita de cores e precipícios.

Quando o assunto é o que fazer em Valparaíso, é preciso citar mais do que uma lista de atrações da cidade — e sim, há muitas delas. 

Porque o melhor de Valparaíso é se perder por suas ladeiras admirando sua arquitetura peculiar e o capricho de seus grafites, sempre com a trilha sonora do pio das gaivotas.

Valparaíso, Chile
Cerro Alegre em Valparaíso no Chile
Cerro Alegre em Valparaíso no Chile
Formada por 42 morros diante de uma baía, Valparaíso é um encanto feito de muito sobe e desce ladeiras e infinitas paradas para clicar seus grafites

E quando digo que um bate e volta a Valparaíso é pouco, falo por experiência. Minhas duas primeiras visitas à cidade foram nesse esquema e ambas me deixaram com mais vontade de voltar.

Se você vai ao Chile, recomendo muitíssimo que você programe uma ou duas noites em Valparaíso, pra mergulhar no super bom astral, na boemia e na beleza da cidade, como eu fiz nesse roteiro na Argentina e no Chile.

Veja as dicas sobre o que fazer em Valparaíso e aproveite essa cidade deliciosa.

Cerro Alegre em Valparaíso
Fiquei hospedada no Cerro Alegre, totalmente encantada com a minha vizinhança

12 fevereiro 2023

O que fazer em Santiago do Chile

Catedral de Santiago do Chile
A Catedral de Santiago, do Século 18, é uma das principais atrações do Centro Histórico da cidade

Quando o assunto é o que fazer em Santiago, lembro imediatamente que a capital chilena tem um horizonte espetacular — privilégio de quem é uma “ilha” cercada de Andes por todos os lados — e uma gastronomia de fazer a gente lamber os beiços. 

Então, na hora de montar seu roteiro em Santiago, é perfeitamente justo que você privilegie programas que te deixem de cara para as montanhas (como a visita ao mirante Sky Costanera e os passeios pelo Cerro San Cristóbal e Cerro Santa Lucia) e espaço na agenda para almoços e jantares sem pressa.

Santiago do Chile vista do Sky Costanera
Santiago do Chile vista do Cerro San Cristóbal
O horizonte de Santiago visto do Sky Costanera (no alto) e do Cerro San Cristóbal. O pôr do sol é bonito, mas não dá pra esquecer que as cores dramáticas são fruto da poluição

Santiago, porém, tem uma dinâmica urbana tremendamente bem resolvida para uma metrópole sul-americana com quase 6 milhões de habitantes. É uma cidade bastante segura e o transporte público funciona bem.

Isso, portanto, é garantia de que você irá muito além da dobradinha horizontes + comilanças. Afinal, tem muito mais o que fazer em Santiago.

Bairro de El Golf em Santiago do Chile
Universidade Católica do Chile
Guarde um tempo para caminhar por Santiago sem seguir o mapa. No alto, calçadão da Avenida Apoquindo, no elegante bairro El Golf. Acima, a Universidade Católica, na Avenida Libertador Bernardo O'Higgins, "A Alameda"

O tempo dedicado à descoberta capital chilena parece render mais, permitindo que a gente encaixe sem dificuldades, em três ou quatro dias, visitas a excelentes museus (como ao indispensável Museu da Memória e dos Direitos Humanos e a La Chascona, a casa-museu de Pablo Neruda e Matilde Urrutia) e a exploração de vizinhanças charmosíssimas, como o Bairro Lastarria e o Bairro Itália.

Centro Histórico de Santiago do Chile
Calle Bandera em Santiago do Chile

A Calle Bandera é citada como atração turística de Santiago por conta das pinturas coloridas no seu calçamento e algumas fachadas. No alto, detalhe de uma fachada do Centro Histórico

Sem esquecer, claro, do Centro Histórico de Santiago, com atenção especial à Catedral, ao Museu Histórico Nacional e ao Palácio de La Moneda — e uma esticadinha aos mariscos deliciosos do Mercado Central, que ninguém é de ferro. 

Este post é para ajudar você a montar seu roteiro de passeios por Santiago do Chile, uma cidade que cresce no meu coração a cada visita. 

Use o mapa no final deste post para se orientar (as atrações aparecem aqui seguindo de Leste para Oeste, de Provdencia ao Centro da cidade).

Veja as dicas e divirta-se na capital do Chile:

22 dezembro 2022

O que fazer em Mendoza — além das vinícolas

Vinhedos e montanhas em Mendoza na Argentina
Os vinhedos cultivados à sombra das montanhas colocaram Mendoza no mapa turístico

O que colocou Mendoza no mapa dos viajantes foi a famosa produção vinícola da região. Mas tem mais o que fazer em Mendoza além de visitar bodegas e experimentar os vinhos mendozinos.

Eu, por exemplo, fui a Mendoza pra ver a beleza estonteante da Cordilheira dos Andes, aos pés da qual estão plantados os vinhedos que fizeram a fama da região, Também fui ver a agradável cidade de 150 mil habitantes — centro de uma região metropolitana que reúne cerca de 1,2 milhão de pessoas.

Plaza Chile em Mendoza na Argentina
Como é que uma cidade no meio do deserto consegue ser tão verde?
Centro de Mendoza na Argentina

Quem curte garimpar detalhes também não vai se decepcionar com Mendoza


As paisagens andinas são uma das minhas grandes paixões de viajante. Já tive o prazer de ver muitos ângulos da Cordilheira — de Caracas, Venezuela, lá no Norte, até Puerto Montt, no Sul do Chile. 

A região de Mendoza, decantadíssimo camarote para as montanhas, não poderia ficar fora do meu mapa, ainda mais com seu ilustríssimo “presidente”, o Monte Aconcágua, maior montanha do planeta fora da Ásia.

Passagem San Martín em Mendoza na Argentina
Na esquina da Avenida San Martín com a Peatonal Sarmiento, a Passagem San Martín foi construída em 1926, no primeiro “arranha céu” de Mendoza, com sete andares
 
E a capital argentina dos vinhos, cultivada à sombra das montanhas, não decepciona. Passei três dias e meio em Mendoza (quatro noites) e passeei bastante pela cidade bem cuidada, muito arborizada e tremendamente amigável a caminhadas. 

Mendoza foi uma pausa bem-vinda entre as trepidantes Buenos Aires e Santiago, estrelas do meu roteiro pela Argentina e pelo Chile.

Plaza Independencia em Mendoza na Argentina

Além de comer bem e beber bem, em Mendoza se aproveita a vida ao ar livre. Esta é a agradável Plaza Independencia, coração da cidade


Mendoza é lugar para se comer bem e beber bem. Fiz belas farrinhas regadas a vinho na cidade, ainda que tenha abdicado de visitar as vinícolas (bodegas) da região. 

Se você curte enoturismo, vai encontrar na internet muitas dicas para organizar seu roteiro. Aqui você encontra dicas sobre o que fazer em Mendoza além das vinícolas: