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23 janeiro 2026

Museu do Recôncavo Wanderley de Pinho - o engenho da memória

Museu do Recôncavo Wanderley de Pinho
Um museu que me ensinou a gostar de museus está de volta à ativa

Na última sexta-feira (16/01), finalmente pude voltar a um dos museus que me ensinaram a gostar de museus. Cheguei em grande estilo — a bordo de um saveiro centenário — e feliz da vida por reencontrar esse velho amigo. O Museu do Recôncavo Wanderley Pinho está ainda mais lindo do que eu lembrava.

O antigo Engenho Freguesia, sede do museu, tem 266 anos de idade, mas ostenta carinha de recém-nascido: depois de 25 anos fechado, o espaço passou por uma cuidadosa restauração e foi reaberto no último mês de dezembro.

Museu do Recôncavo Wanderley de Pinho
Museu do Recôncavo Wanderley de Pinho
Prepare-se para se apaixonar pelo conjunto colonial do Século 18 às margens da Enseada do Caboto

De lá pra cá, o museu já recebeu mais de 5.000 visitantes — e tenho certeza de que todos ficaram tão encantados quanto eu com o conjunto arquitetônico do século 18, com os 28 mil m² de área verde que cercam as construções e com a vista para o mar.

Veja como foi:

10 dezembro 2025

Museu da Misericórdia de Salvador — uma janela para o Século 17

Loggia do Museu da Misericórdia de Salvador
Museu da Misericórdia: beleza, arquitetura colonial e uma vista arrepiante para a Baía de Todos os Santos

Quer dar um mergulho na história colonial de Salvador? Pois então você precisa visitar o Museu da Misericórdia, ali do ladinho do Elevador Lacerda — coisa de dois passos mesmo (150 metros, para ser jornalisticamente precisa) — e a pouco mais de 300 metros da famosa “Ladeira do Pelô”.

O Museu da Misericórdia funciona no palacete do Século 17 que abrigou a Santa Casa de Misericórdia da Bahia, a instituição de caridade mais antiga do Brasil, contemporânea da fundação de Salvador, em 1549.

Igreja da Misericórdia em Salvador
A Igreja da Misericórdia, incorporada ao museu, é um primor barroco

O conjunto de salões, pátios, cisterna, ossuário e capela (a belíssima Igreja da Misericórdia) reúne um acervo muito bacana de obras de arte, objetos litúrgicos, mobiliário, documentos (a maior coleção fora dos arquivos públicos da Bahia) e memórias do primeiro hospital a funcionar na cidade.

Bora passear no Museu da Misericórdia?

07 dezembro 2025

Visita à Catedral Basílica de Salvador — história e arte de um tesouro do Século 17

Altar-mor da Catedral Basílica de Salvador
A Catedral Basílica de Salvador é apenas deslumbrante

Tem uma personagem importantíssima em Salvador que há muito tempo merecia um post só pra ela aqui na Fragata. A Catedral Basílica de Salvador é um tremendo tesouro do Século 17 que acaba recebendo muito menos atenção do que merece.

A antiga Igreja dos Jesuítas, inaugurada em 1672 (a quarta edificação no mesmo local) é uma joia barroca pra deixar qualquer um de queixo caído e merece estar no topo da lista de atrações de qualquer roteiro no Centro Histórico de Salvador.

Veja as dicas e não perca essa beleza na sua próxima visita à minha cidade:

Catedral Basílica de Salvador


26 outubro 2025

Roteiros criativos - Villa de Leyva, muita história pertinho de Bogotá

Praça Maior de Villa de Leyva na Colômbia
A Praça Maior de Villa de Leyva, uma das maiores da América Latina, impressiona pelo vasto calçamento de pedras e harmonia colonial. Cercada por casarões brancos e arcadas, é o coração histórico da cidade

Das muitas atrações da Colômbia, Villa de Leyva, em Boyacá, tem tudo pra ganhar seu coração. Importante centro agrícola na época da colônia, a cidadezinha de apenas 10 mil habitantes encanta por sua história e arquitetura colonial muito bem preservada.

Pensando em roteiros criativos, Villa de Leyva é uma esticada perfeita para quem visita Bogotá e quer se aventurar além da capital. A cidade tem ótima estrutura para o turismo, bons hotéis e restaurantes e uma gente extremamente simpática.

Villa de Leyva na Colômbia
Villa de Leyva encanta com seu centro colonial preservado, ruas de pedra, arquitetura colonial e clima tranquilo. Ideal para história, cultura, gastronomia e paisagens deslumbrantes ao redor

Feita de casarões, pátios e ruas tranquilas, essa perolazinha colonial combina história, arte, paleontologia e tradições indígenas.

Veja as dicas:

25 outubro 2025

Roteiros criativos - Amarante: o encanto português entre o Porto e o Douro

Amarante em Portugal
A fofíssima Amarante enfeitada para a Festa de São Gonçalo, seu padroeiro

Bem no meio do caminho entre o Porto e Peso da Régua, a pequenina Amarante é um desses lugares que parecem criados para a gente desacelerar a alma. Com pouco mais de 11 mil habitantes e um centrinho histórico debruçado sobre o Rio Tâmega, a cidade tem o ritmo e o encanto de um Portugal de outros tempos.

Para enriquecer ainda mais sua viagem ao Porto e ao Vale do Douro, siga essa diga da série roteiros criativos: Amarante é uma aposta infalível.

Rio Tâmega em Amarante em Portugal
Amarante nasceu no século 13, em torno da capela onde o Beato Gonçalo viveu como eremita às margens do Rio Tâmega. O local tornou-se ponto de passagem entre o Porto e o Douro, crescendo em torno da ponte medieval que uniu as duas margens e impulsionou o florescimento da vila

Amarante fica a apenas 60 km do Porto, pela A4, e à mesma distância de Peso da Régua, na direção oposta. Dá para visitá-la em um dia, em um delicioso bate e volta, ou se permitir uma temporadinha na cidade pra a autêntica alma portuguesa que passeia pela cidade.

Fica melhor ainda se você organizar sua passagem por Amarante durante as celebrações do padroeiro, São Gonçalo, a festa que abre os calendário dos Santos de Junho em Portugal e é realizada sempre no primeiro final de semana de junho.

Veja as dicas:


22 outubro 2025

Roteiros criativos - Rouen, a escapada que vai enriquecer sua viagem a Paris

Fachada em enxaimel em Rouen na França
A arquitetura em enxaimel de Rouen é apaixonante

A apenas uma hora e meia de Paris, Rouen é uma cidade encantadora. A capital da região da Normandia tem casas em enxaimel, uma catedral gótica apontada como uma das mais belas da França e o aroma irresistível da opulenta culinária local.

Uma cidade assim tem que, naturalmente, emplacar esta série de Roteiros Criativos. Rouen, com toda certeza, é o complemento perfeito para uma viagem a Paris.

Ela combina história e charme francês em doses exatas. No capítulo História, Rouen é lembrada como local da prisão e martírio de Joana D’Arc. Sua Catedral de Notre Dame, tão impressionante quanto a de Paris, foi musa recorrente de Monet. Sua arquitetura bem preservada convida a horas de caminhada por ruelas com franco sotaque da Idade Média.

Praça do Mercado Velho de Rouen
A Praça do Mercado Velho de Rouen, local da execução de Joana D'Arc, hoje está cercada por restaurantes e tem uma igreja em homenagem à Donzela de Orleans

A escapada que vai enriquecer sua viagem a Paris

Se Paris resplandece em sua arquitetura eclética/neoclássica, nascida da reforma urbana do Barão Hausmann, que botou abaixo o patrimônio medieval da cidade, no Século 19, Rouen, a sem-barão, nos convida a passear por ruas estreitas, onde edifícios de até 600 anos parecem cochichar entre si, num tête-à-tête alheio a quem passa.

Arquitetura em eixamel em Rouen na França
Sem o barão, Rouen preserva um sotaque medieval, apesar dos bombardeios da II Guerra

Enfim, Rouen é uma grande escapada — e um maravilhoso complemento — a uma visita a Paris.

Veja as dicas:

17 outubro 2025

Roteiros criativos - Dürnstein e a Wachau, uma escala encantadora entre Viena e Salzburgo

campanário da Abadia Agostiniana de Dürnstein na Áustria
O campanário da Abadia Agostiniana de Dürnstein chama a atenção de quem navega o Danúbio no Vale da Wachau

Que tal uma escapada que combine castelos medievais, passeio de barco, vinhedos e abadias? Entre Viena e Salzburgo — os dois destinos mais visitados da Áustria — estão as estrelas de mais um capítulo da série Roteiros Criativos: Dürnstein e a Wachau vão arrebatar seu coração.

Navegar pelo Danúbio é um clássico das viagens pela Europa Central — o sucesso do bate e volta de Viena a Bratislava não me deixa mentir. Mas o trecho do rio apontado como o mais belo é a Wachau, um vale entre colinas, vinhedos e pequenas vilas à beira-d’água. Entre abril e outubro, os barcos percorrem o rio em ritmo sereno, revelando paisagens que parecem literatura.

Organizar essa viagem é fácil: em Viena, pegue o trem até Sankt Pölten, 70 km adiante, no caminho para Salzburgo. Daí partem os os trens regionais para Melk — uma cidadezinha adorável, famosa por sua imponente abadia barroca —, de onde saem os passeios de barco pela Wachau.

Castelo de Dürnstein na Áustria
Ricardo Coração de Leão ficou preso no Castelo de Dürnstein ao retornar de sua cruzada, no Século 12

O ponto alto da navegação da Wachau é a apaixonante vila de Dürnstein, onde os barcos fazem escala.

Com pouco mais de 800 habitantes e uma história que remonta ao século 11, Dürnstein se ergue às margens do Danúbio, cercada por vinhedos em socalcos.

A vila é famosa por seu castelo em ruínas, onde o rei Ricardo Coração de Leão foi mantido prisioneiro no século 12, e pela belíssima torre azul da Abadia dos Agostinianos, que domina a paisagem.

Castelo de Schönbühel na Áustria
Logo depois de Melk, o Castelo de Schönbühel faz a maior figura à beira do Danúbio
 
As poucas ruelas de pedra, as lojinhas de produtos locais — especialmente os vinhos e licores de damasco — e as vistas panorâmicas do Rio Danúbio fazem de Dürnstein uma parada irresistível para quem percorre o trajeto entre Viena e Salzburgo.

Veja as dicas:

15 outubro 2025

Roteiros criativos - Rodes, o melhor da Grécia sem atropelos

Porto de Mandráki em Rodes na Grécia
Porto de Mandráki, onde acredita-se que ficava o Colosso de Rodes. Hoje, as imagens de um cervo e uma corsa ocupam os lugares onde se supõe que ficassem os pés da estátua

Santorini é instagramável, Míconos é badaladeira — mas Rodes é de verdade. Essa ilha do Dodecaneso, no extremo sudeste do mar Egeu, oferece ao viajante algo que as primas mais estreladas perderam: um equilíbrio delicioso entre história, beleza natural, hospitalidade grega e vida cotidiana.

Nesta série sobre roteiros criativos, Rodes não poderia ficar de fora. Afinal, ela tem tudo o que a gente quer na Grécia — praias deliciosas, vilas com casinhas brancas penduradas nas montanhas, patrimônio histórico de diversas épocas — sem a pressão que o turismo de massas impõe a ilhas gregas mais badaladas.

Moinhos de vento em Rodes na Grécia
Tem coisa mais instagramável do que esses moinhos medievais à beira-mar?

Não me entenda mal. Há turismo na Ilha de Rodes, sim. E bastante. Do meio da manhã até o começo da tarde, a Cidade Medieval dos Cruzados é uma verdadeira procissão de passageiros de cruzeiros, que se acotovelam pelas ruas estreitas — aproveite esse horário para o banho de mar. 

Mas o que predomina em Rodes é um ritmo desacelerado, passeios com pitadas de vida real e muitas, muitas belezas por todos os cantos.

Muralhas de Rodes na Grécia
As muralhas construídas pelos Cruzados estão entre as muitas atrações de Rodes. Esta é a Porta de São Paulo

Minha experiência em Rodes foi um mergulho em todas as delícias de uma ilha grega sem me sentir figurante de um cartão-postal.

Veja as dicas:

21 janeiro 2025

Visita aos mosteiros de Meteora

Mosteiros de Meteora na Grécia
Os mosteiros de Meteora atraem 2,5 milhões de visitantes todos os anos, com muita razão

Em um país que tem a Acrópole de Atenas, o berço dos Jogos Olímpicos (Olímpia) e ilhas badaladas como Santorini, os mosteiros de Meteora conseguem a proeza de estar sempre na lista de atrações mais visitadas da Grécia.

Sem praia e sem grandes vestígios da Antiguidade, Meteora seduz por outro motivo: uma paisagem absolutamente única, com rochedos monumentais coroados por mosteiros suspensos.  Todos os anos, 2,5 milhões de visitantes exploram o local — é o segundo destino mais procurado da Grécia continental, atrás apenas de Atenas.

Meteora na Grécia
Meteora na Grécia

Acima e no alto, Meteora vista do campanário do Mosteiro de São Nicolau

Formações rochosas em Meteora na Grécia
Dá vontade de parar em cada curva da estradinha que leva os mosteiros pra curtir a paisagem
 
Eu já estive em Meteora duas vezes (e não descarto voltar) e posso dizer que esses 2,5 milhões de pessoas estão cobertos de razão. Ver os mosteiros pairando sobre aquela paisagem de sonho é um daqueles momentos que a gente nunca esquece.

Neste post você vai encontrar todas as dicas sobre os mosteiros de Meteora como chegar, o que esperar das subidas, horários, preços e informações práticas para planejar sua viagem à Grécia.

08 dezembro 2024

Igreja de São Francisco de Salvador

Decoração em ouro da Igreja de São Francisco de Salvador
A Igreja de São Francisco é possivelmente a coisa mais linda que você verá em Salvador — e olha que a concorrência é feroz

Imagino que o Brasil inteiro já tenha ouvido falar da Igreja de São Francisco, em Salvador, mas não custa reforçar: com o verão chegando e tanta gente planejando dar um pulo na cidade, não posso deixar de falar sobre uma das coisas mais lindas da minha terra.

A Igreja de São Francisco de Salvador é dona da mais bela decoração barroca que você vai encontrar no Brasil (e, mundo afora, não é muito fácil encontrar algo que a suplante). Coberta de ouro dos pés à cabeça, ela é apontada como a obra-prima da arte sacra colonial no País.

Claustro do Convento de São Francisco em Salvador
Fachada da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco em Salvador
Não deixe o brilho do ouro ofuscar você. Guarde espaço no olhar pra ver o conjunto de azulejos do claustro e a fachada plateresca da Ordem Terceira

Fazia tempo que eu não entrava na Igreja de São Francisco. Estive lá acompanhando minhas amigas paulistanas que estavam por aqui — receber amigos é ótimo e ainda tem a vantagem de fazer a gente turistar.  

Pois o efeito de ver essa maravilha barroca foi exatamente o mesmo de sempre: espanto e encantamento.

Se você ainda não visitou a Igreja de São Francisco de Salvador, vá correndo. Se já foi, volte, porque ela parece ficar mais linda, quanto mais os olhos da gente amadurecem.

Largo do Cruzeiro de São Francisco em Salvador
O Cruzeiro de São Francisco e a Igreja, ao fundo. Essa maravilha fica na antessala do Pelourinho, que é pra você não ter desculpe de cabular a visita

Veja o que você vai encontrar por lá:


10 novembro 2024

O que ver em Olímpia na Grécia

Vitória de Peônio no Museu Arqueológico de Olímpia na Grécia
Uma das obras mais impressionantes do Museu Arqueológico de Olímpia é a Vitória de Peônio, representação da deusa Niké, esculpida em mármore no Século 5º a.C.

Na minha primeira viagem à Grécia, tive que fazer uma renúncia que muito me doeu: adiar a visita a Olímpia para uma próxima vez.

Mas Hermes, o deus das viagens, foi bonzinho comigo: eu pude voltar ao país e tive a chance de visitar a magnífica Olímpia. Confirmei todos os motivos de ela encabeçar muitas listas de desejos viajantes.

Sítio Arqueológico de Olímpia na Grécia
Por 1.200 anos, o Santuário de Zeus em Olímpia foi um centro espiritual fundamental para a construção de uma identidade grega entre as cidades-estado no território helênico
Templo de Zeus em Olímpia na Grécia
Terremotos e o abandono determinado pelo imperador romano Diocleciano impactaram a preservação do santuário. O outrora imponente Templo de Zeus foi praticamente destruído, mas ainda se pode ter uma ideia de suas dimensões

O Santuário de Zeus (sítio Arqueológico) em Olímpia não está tão de pé quanto a Acrópole de Atenas, por exemplo (nem Micenas, nem Delfos nem a Ágora Antiga de Atenas estão, tampouco). Mas é uma visita comovente e essencial.

Imagine que aquele complexo de templos, alojamentos e instalações desportivas foi fundamental para amalgamar uma identidade grega entre cidades-Estado poderosas e que viviam às turras, como Atenas, Esparta, Corinto, Tebas e tantas outras.

Estádio Olímpico em Olímpia na Grécia
Estádio Olímpico em Olímpia na Grécia
Este é o pai de todos os estádios olímpicos do planeta

Sim, os Jogos Olímpicos celebrados ali em honra de Zeus, a cada quatro anos, tiveram um papel fundamental em ensinar os gregos a se reconhecerem como gregos. 

A longo de 1.200 anos, a disputa no estádio (e não no campo de batalha) ressaltou as semelhanças e interesses comuns e ajudou a inventar a Grécia que a gente aprende a amar desde a primeira aula de História.

Museu Arqueológico de Olímpia na Grécia
Segundo os arqueólogos, esta figura alada feminina do Século 6º a.C. pode ser uma representação das Deusas Artemis (a lua) ou Niké (a vitória) ou mesmo uma esfinge
Museu Arqueológico de Olímpia na Grécia
Este disco de terracota adornava o frontão do Templo de Hera e seria uma representação do Sol

E, claro, esses encontros quadrienais para celebrações conjuntas também ensinaram à humanidade a superioridade do lúdico sobre o marcial. (É muito prazeroso amassar o adversário em um Brasil x Argentina. Já desembarcar tropas em Buenos Aires seria uma cretinice, né?).

Além desse sítio arqueológico imperdível, Olímpia tem um Museu Arqueológico espetacular — valeria ter ido a pé de Atenas até lá só pra ver aquela maravilha. Com o acervo composto de estátuas, fragmentos decorativos de templos e objetos rituais escavados na área do antigo Santuário de Zeus, o museu é uma viagem pela beleza e pela história desse centro espiritual tão importante.

Veja todas as dicas pra aproveitar ao máximo sua visita à maravilhosa e inesquecível Olímpia:

04 novembro 2024

O que ver na Península de Mani na Grécia

Githio na Grécia
Githio é uma deliciosa vila pesqueira com alguns milênios de idade. Com 6 mil moradores, é a maior povoação da Península de Mani

Na última década, a Península de Mani entrou de vez no radar dos viajantes que querem escapar das regiões mais muvucadas da Grécia.

Com apenas 18 mil habitantes, paisagens quase selvagens e aldeias onde o tempo parece ter parado, a Península de Mani (pronuncia-se Mah-ni) é o dedo médio da mão formada pelo Peloponeso, se esticando entre o Golfos da Argólida, a Leste, e o Golfo Messênio, a Oeste.

E o melhor: a Península de Mani está a menos de 300 km de Atenas e encaixa direitinho em um roteiro de carro pela Grécia.

Mapa do Peloponeso na Grécia
Na mão do Peloponeso (no alto) a Península de Mani é o dedo médio. A seta aponta o Cabo Tânio, ponto mais meridional de toda a Europa Continental
Mapa da Península de Mani na Grécia
Mani tem 40 km de Norte a sul e não chega a 30 km no seu ponto mais largo, de Leste a Oeste

A Península de Mani é um terra de verões longos e invernos amenos. Afinal, ela é a região mais meridional da Grécia: sua pontinha mais extrema, o Cabo Tênaro, é o ponto mais ao Sul no território do país e de toda a Europa Continental.

Visitei a Península de Mani no meu roteiro de carro na Grécia, em maio deste ano, e entendi que preciso voltar lá com muito mais tempo pra explorar as belezas meio misteriosas que ela tem a oferecer.

Areópolis na Grécia
Areópolis na Grécia
Areópolis é pequenininha e muito charmosa

Ponta final da Cordilheira de Taígeto, que corta o Peloponeso ao longo de cerca de 100 km, desde o centro até o extremo Sul, Mani é uma região de terreno muito acidentado, com estradinhas desafiadoras serpenteando montanha acima e abaixo — e algumas delas acabam meio de repente, no meio do nada, como eu e minha companheira de viagem Rose constatamos quando nos perdemos no caminho de Areópolis pra Olímpia.

Estrada na Península de Mani na Grécia
Estrada na Península de Mani na Grécia
Curvas, subidas, descidas e montanhas. As estradas da Península de Mani exigem atenção dos motoristas
Estrada na Península de Mani na Grécia
E de vez em quando o Google Maps joga a gente numa trilha feita para cabritos 😱

Meu roteiro em Mani passou pela Praia de Mavravouni, sempre apontada como uma das melhores do Peloponeso, pela vila pesqueira de Githio e pela pequenina Areópolis, capital administrativa da região.

Vejas as dicas pra descobrir a encantadora Península de Mani:

29 setembro 2024

7 razões pra visitar o Peloponeso na Grécia

Nafplio no Peloponeso na Grécia
O Peloponeso é a síntese da Grécia, com paisagens deslumbrantes, história riquíssima e praias deliciosas. Na imagem, a cidade de Nafplio, meu grande xodó grego

Atenas é imperdível, as ilhas gregas são um espetáculo, mas, se eu fosse você, dedicaria um bom pedaço de seu roteiro pela Grécia ao maravilhoso Peloponeso.

Fiz isso no meu primeiro roteiro na Grécia, em 2012, e repeti agora, no retorno ao país, em abril/maio de 2024. E ainda pretendo voltar muito ao Peloponeso.

Monemvasia na Grécia
Monemvasia é outra paixão arrebatadora no Peloponeso

A grande península em formato de mão que a gente vê no mapa da Grécia é a síntese perfeita do que a gente espera do país: o Peloponeso tem uma história riquíssima, bem representada em sítios como Olímpia, Micenas e Epidauros. Também é cenário de uma infinidade de narrativas da mitologia, tem paisagens deslumbrantes e praias maravilhosas.

Se você está procurando um destino lindo, barato e cheio de atrações imperdíveis na Grécia, se jogue no Peloponeso. Veja alguns motivos pra se apaixonar por ele:

20 setembro 2024

Bairros de Atenas pra passear e curtir

Atenas vista da encosta da Acrópole

A primeira vez que visitei a Acrópole, cheguei lá por uma trilha que sai do bairro de Pláka e segue pela encosta da colina sagrada dos atenienses. Escarafunchar os bairros de Atenas além do roteiro óbvio compensa demais

Como qualquer metrópole do Século 21, a capital grega tem vizinhanças para todos os gostos. Se você se dispuser a esticar os olhos para além da Acrópole, vai encontrar diversas cidades nos bairros de Atenas. E mesmo nas áreas onde se concentra o turismo, há variações marcantes — no astral e aparência — entre enclaves muitas vezes separados por uma rua.

Caminho de Pláka a Anafiotika em Atenas
Caminho de Pláka a Anafiotika em Atenas
Subir a pé de Plaka a Anafiotika é um dos grandes passeios pra se fazer em Atenas

Nos bairros de Atenas mais conhecidos, cabem o pacato clima de vilarejo nas partes altas do bairro de Pláka e em Anafiotika — justo em Pláka, que tem trechos tão fervidos pelo turismo — e o escancarado frenesi de uma Lapa ou Pelourinho em Monastiráki.

Bairro de Psyri em Atenas
Bairro de Psyri em Atenas
Psyri tem uma pegada meio Vila Madalena, um bairro de trabalhadores, na origem, que a gentrificação agora faz ferver de bares e restaurantes. Mas o eco dos tempos idos ainda está lá

Tem o turistão-elegante de Thisio e o boêmio semi-alternativo de Psyri. O low profile classe média de Petralona e o discreto charme da burguesia em Kolonaki.

E isso porque estou citando bairros de Atenas que todo mundo que pesquisou um bocadinho sobre a cidade já conhece de nome.

Nesta viagem de maio de 2024, ampliei um pouquinho mais meu chamego com Atenas explorando vizinhanças que já era conhecidas ampliando o meu mapa da cidade.

Bairro de Thisio em Atenas
Encosta da Acrópole no Bairro de Thisio em Atenas
Encosta da Acrópole no Bairro de Thisio em Atenas
Thisio é dono do lado mais bucólico das encostas da Acrópole

Lamentei muito não ter tido tempo de conferir o borogodó da Praça Exarchia e arredores (área de estudantes politizados, de boêmios e contestadores em geral, tipo my kind of town) nem pra estreitar os laços com Makrygianni (o bairro em torno do Museu da Acrópole) e seu vizinho Koukaki, que anda muito bem falado.

Igreja em Anafiotika em Atenas
Anafiotika tem igrejinhas singelas e casinhas inspiradas na arquitetura das Ilhas Cíclades
Ágora Romana em Atenas
Até Monastiráki consegue aquietar o facho em áreas como a Ágora Romana (na foto) e na Ágora Antiga

Este post é uma espécie de terceira parte das dicas de passeios pela capital grega. A série e começou com um o que fazer em Atenas dedicado aos monumentos e atrações históricas, tem uma postagem dedicada aos museus e agora chega a esse compilado de informações sobre os bairros de Atenas por onde você certamente irá passar.

Espero que ajude seu planejamento. Veja as dicas: