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30 maio 2026

Museu de Arte Popular Juraci Dórea - a celebração do Sertão


Museu de Arte Popular Juraci Dórea
Juraci Dórea representado em cerâmica na entrada do museu. Você atravessa esse portão (à direita) e entra num universo raro e lindo


Se você foi treinad@ a pensar em aridez e desolação quando ouve falar da Caatinga, está na hora de visitar o Museu de Arte Popular Juraci Dórea e descobrir a exuberância do Sertão — uma fartura que a geografia e a paisagem talvez não mostrem ao olhar apressado, mas que as vidas levadas a pulso esculpem, moldam, talham e colorem numa beleza e numa força de aluvião.

Foi exatamente isso que encontrei no último final de semana ao visitar o Museu de Arte Popular Juraci Dórea, instalado na Fazenda Garajau, entre os municípios de Macajuba e Ruy Barbosa, no coração do Sertão Baiano.

Museu de Arte Popular Juraci Dórea
Amigos da casa, como o cantador Bule Bule, são homenageados dando nome a espaços do museu

Com 2.500 peças garimpadas pelo Nordeste, Vale do Jequitinhonha e outras regiões do Brasil, o museu monta um mosaico deslumbrante da arte popular, que a gente não consegue esgotar nem no fim de semana inteiro que passei lá.    

Um passeio que uniu beleza visual, aconchego de longos papos na varanda, gastronomia sertaneja dos deuses, o silêncio que só a distância do frenesi urbano sabe proporcionar — temperado com música de primeira.

Museu de Arte Popular Juraci Dórea
Museu de Arte Popular Juraci Dórea
No alto, obra de Juraci Dórea na entrada do museu. Acima, o artista (cantinho direito) em grande companhia: Patativa do Assaré, Paulo Freire e Ariano Suassuna: a fina flor do Nordeste no quiosque onde são servidas as refeições

Quem quiser ver uma Bahia bem diferente do cartão postal da beira-mar — e tão linda quanto — vai adorar programar um fim de semana no Museu de Arte Popular Juraci Dórea (sim, porque este é um museu que recebe seus visitantes tão completamente que tem até acomodações para 15 hóspedes de cada vez).

Veja como foi a minha super deliciosa visita a esse tesouro sertanejo:

23 janeiro 2026

Museu do Recôncavo Wanderley de Pinho - o engenho da memória

Museu do Recôncavo Wanderley de Pinho
Um museu que me ensinou a gostar de museus está de volta à ativa

Na última sexta-feira (16/01), finalmente pude voltar a um dos museus que me ensinaram a gostar de museus. Cheguei em grande estilo — a bordo de um saveiro centenário — e feliz da vida por reencontrar esse velho amigo. O Museu do Recôncavo Wanderley Pinho está ainda mais lindo do que eu lembrava.

O antigo Engenho Freguesia, sede do museu, tem 266 anos de idade, mas ostenta carinha de recém-nascido: depois de 25 anos fechado, o espaço passou por uma cuidadosa restauração e foi reaberto no último mês de dezembro.

Museu do Recôncavo Wanderley de Pinho
Museu do Recôncavo Wanderley de Pinho
Prepare-se para se apaixonar pelo conjunto colonial do Século 18 às margens da Enseada do Caboto

De lá pra cá, o museu já recebeu mais de 5.000 visitantes — e tenho certeza de que todos ficaram tão encantados quanto eu com o conjunto arquitetônico do século 18, com os 28 mil m² de área verde que cercam as construções e com a vista para o mar.

Veja como foi:

18 janeiro 2026

Salvador - todas as dicas (post índice)

Salvador, Bahia - Igreja do Bomfim

Igreja do Bonfim, um símbolo de Salvador


Todas as dicas de Salvador

Trilha sonora para Salvador - 50 canções pra embalar seus passeios na cidade


Passeios e atrações em Salvador


Solar do Unhão, Salvador, Bahia
O Solar do Unhão é um dos meus grandes favoritos em Salvador
Bairro de Santo Antônio Além do Carmo, Salvador, Bahia
Os casarões do bairro de Santo Antônio Além do Carmo são sempre muito fotogênicos

Bairro do Rio Vermelho em Salvador, Bahia
Final de tarde no bairro do Rio Vermelho


Salvador: uma tarde no Solar do Unhão

Onde comer - e o que comer - em Salvador



Comer em Salvador, Bahia
Acarajé, moqueca, caranguejo e sorvetes de frutas, quatro delícias que você não pode perder

Restaurante da Preta em Salvador no Palacete Tira Chapéu

Dois restaurantes em Salvador pra combinar com passeios imperdíveis na Gamboa e no Centro Histórico

O tradicional restaurante Mini Cacique (fechado 😢)

Sim, é possível comer bem na Marina da Contorno

O hambúrguer do Bravo Burger&Beer

O tabuleiro da baiana e outras tentações

Comer em Salvador: 5 lugares bárbaros

Sabores da Bahia: três segredinhos de Salvador

O melhor acarajé da Bahia

Paixão por mercados: a Ceasinha do Rio Vermelho

Axé, Nonna! Dois restaurantes italianos pra você dar um tempo do dendê em Salvador

Dicas de verão: onde beber e petiscar em Salvador

Onde comer em Salvador - restaurantes, cafés e sorveterias

Ponta do Humaitá, Salvador, Bahia
Enseada dos Tainheiros, Ribeira, Salvador, Bahia
Duas cenas da Cidade Baixa: no alto, a Ponta do Humaitá vista do Forte da Boa Viagem. Acima, a Enseada dos Tainheiros, na Ribeira

Festas e celebrações em Salvador

Dois de Julho, a festa da Independência


Forte de São Marcelo, Salvador, Bahia
Ladeira da Barra, Salvador, Bahia

O mar vai ser sua companhia constante em Salvador, aproveite. No alto, o Forte de São Marcelo. Acima, a vista da Ladeira da Barra


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10 dezembro 2025

Museu da Misericórdia de Salvador — uma janela para o Século 17

Loggia do Museu da Misericórdia de Salvador
Museu da Misericórdia: beleza, arquitetura colonial e uma vista arrepiante para a Baía de Todos os Santos

Quer dar um mergulho na história colonial de Salvador? Pois então você precisa visitar o Museu da Misericórdia, ali do ladinho do Elevador Lacerda — coisa de dois passos mesmo (150 metros, para ser jornalisticamente precisa) — e a pouco mais de 300 metros da famosa “Ladeira do Pelô”.

O Museu da Misericórdia funciona no palacete do Século 17 que abrigou a Santa Casa de Misericórdia da Bahia, a instituição de caridade mais antiga do Brasil, contemporânea da fundação de Salvador, em 1549.

Igreja da Misericórdia em Salvador
A Igreja da Misericórdia, incorporada ao museu, é um primor barroco

O conjunto de salões, pátios, cisterna, ossuário e capela (a belíssima Igreja da Misericórdia) reúne um acervo muito bacana de obras de arte, objetos litúrgicos, mobiliário, documentos (a maior coleção fora dos arquivos públicos da Bahia) e memórias do primeiro hospital a funcionar na cidade.

Bora passear no Museu da Misericórdia?

15 novembro 2025

Visita ao MUNCAB: o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira em Salvador

Fachada do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB) no Centro Histórico de Salvador
Fachada do MUNCAB vista através do gradil Histórias de Ogum, obra de J. Cunha

Neste mês de novembro — Mês da Consciência Negra — finalmente fiz uma visita que estava me devendo há muito tempo: fui conhecer o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB), no Centro Histórico de Salvador.
 
Exposição Memória: relatos de uma outra história no Muncab em Salvador
Exposição Memória: relatos de uma outra história no Muncab em Salvador
A Exposição Memória: relatos de uma outra história, dedicada a mulheres artistas negras  

O museu está com duas exposições imperdíveis. 

A mostra Memória: relatos de uma outra história, é dedicada à produção de mulheres artistas negras da África e da diáspora. Reúne obras de 20 artistas contemporâneas, entre elas as brasileiras Amélia Sampaio, Fabiana Ex-Souza, Luana Vitra, Madalena dos Santos Reinbolt e Maria Lídia dos Santos Magliani, a ítalo-camaronesa Barbara Asei Dantoni, a camaronesa Beya Gille Gacha, a ganesa Enam Gbewonyo, a senegalesa  Selly Raby Kane e a namibiana Tuli Mekondjo.

Eu, que vivo dizendo que arte contemporânea não é minha praia, me fartei no banquete visual.

Ensaio, obra de Bennie Andrews no Muncab em Salvador
Ensaio (1997), do norte-americano Bennie Andrews
Retrato Maria I de Dalton Paula no MUNCAB em Salvador
Retrato Maria I de Dalton Paula no MUNCAB em Salvador
Me apaixonei por Retrato Maria I (no alto e no detalhe acima), do goiano Dalton Paula. A técnica usada na obra é óleo sobre livro 
Jayme Figura no Muncab em Salvador
Escultura do baiano Jayme Figura

Já Ancestral: Afro-Américas reúne obras de artistas negros consagrados do Brasil e dos Estados Unidos, com obras de Yêdamaria, Rosana Paulino, Abdias do Nascimento, Mestre Didi, Rubem Valentim e Bispo do Rosário, do cubano Carlos Martiel e dos norte-americanos Simone Leigh, Benny Andrews e Leonard Drew.

Yemanjá de Yêdamaria no MUNCAB Salvador
Yemanjá, de Yêdamaria, na mostra Ancestral: Afro-Américas
Fotografia de Gosette Lubondo no Muncab em Salvador
As fotografias da congolesa Gosette Lubondo são um grande motivo pra ir ao Muncab ver a mostra Memória. Absolutamente sensacionais

As duas mostras reforçam a vocação do MUNCAB de apresentar o que há de mais potente na arte afro-brasileira e da diáspora africana. Entre pintura, escultura, têxteis, fotografia e vídeo, encontrei uma beleza que faz bem aos olhos e à alma. Amei, recomendo e pretendo voltar.

Exposição Ancestral: Afro-Américas no Muncab em Salvador
A exposição Ancestral: Afro-Américas está deslumbrante

02 novembro 2025

10 museus imperdíveis para quem ama música

Museus para quem gosta de Música
Que me desculpe o Instagram, mas minhas melhores viagens cabem mais no Spotify

Sei que as viagens estão cada vez mais formatadas para o Instagram, mas insisto: também leve seus ouvidos pra passear. E não só para escutar o mundo — sotaques, burburinhos urbanos e murmúrios da natureza. Minhas melhores viagens foram roteiros musicais.

Se você é daquelas que viajam com trilha sonora, aqui vão 10 museus imperdíveis para quem ama música.

Museus para quem gosta de música
O Cais do Sertão (à esquerda) é um dos museus mais instigantes que já visitei. À direita, o Museu do Jazz de Nova Orleans, um banquete musical

São 10 lugares pra começar a explorar o ritmo de cidades profundamente marcadas pela história de artistas e gêneros musicais e as transformações culturais que eles expressam.

Junte o Google Maps com as cinco linhas da pauta musical, marque o ritmo do roteiro nos 12 compassos do Blues, no balanço do Rock’n’Roll e no pulsar do Baião e vamos passear por esses 10 museus imperdíveis para quem ama música.

Se der vontade de dançar, se jogue.

Museus para quem gosta de música
Eu adoro casas-museus e curti muito visitar uma das residências de Mozart, em Salzburgo, e a casa onde Carlos Gardel morou, no Bairro de Abasto, em Buenos Aires

Veja as dicas:

13 julho 2025

Museu da República no Rio de Janeiro: por que visitar o Palácio do Catete

Escadaria do Museu da República no Rio de Janeiro
A escadaria do Museu da República é simplesmente um espetáculo

Um dos museus mais interessantes do Rio de Janeiro

Se você se interessa por política ou história, terá um caminhão de motivos pra visitar o Museu da República, no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro. Mas, ainda que não ligue pra essas coisas, vai gostar muito de colocar o museu no seu roteiro de passeios na cidade.

De 1897 a 1960, o Palácio do Catete foi a sede da Presidência da República, reunindo ambientes de trabalho (como hoje o Palácio do Planalto) e de residência (como o Palácio da Alvorada) dos chefes de Estado do Brasil.

Jardins do Museu da República no Rio de Janeiro
Os jardins do museu, com acesso livre, são um pequeno oásis no Bairro do Catete
Museu da República no Rio de Janeiro
O Museu da República tem entrada gratuita

Mas se a ideia de visitar o palco de inúmeros momentos decisivos da história do País não parece sedutora, deixa eu contar como o Museu da República é bonito, uma pequena antologia da arte decorativa que andou em voga na virada do Século 19 para o Século 20.

E, ainda por cima, tem um dos jardins públicos mais gostosos do Rio de Janeiro.

Museu da República no Rio de Janeiro
O museu continua a documentar a história contemporânea do Brasil

Convencidos/as? Então bora numa visita ao Museu da República:

20 dezembro 2024

Museu Arqueológico de Delfos na Grécia

Esfinge de Naxos no Museu Arqueológico de Delfos
A Esfinge de Naxos foi uma oferenda dos cidadãos da ilha, no Arquipélago das Cíclades, ao Santuário de Apolo em Delfos

Já disse aqui na Fragata que uma das melhores coisas que você pode fazer por seu coração e sua alma, quando estiver na Grécia, é ir visitar Delfos. E essa visita precisa começar no Museu Arqueológico de Delfos, uma aula deslumbrante sobre o que a gente vai ver a seguir, nas ruínas do Santuário de Apolo, centro espiritual do mundo helênico na Antiguidade. 

O Museu Arqueológico de Delfos, tanto quanto as ruínas do santuário, é essencial pra a gente entender a força da ideia de Grécia antes que houvesse uma Grécia (ao menos como nós a conhecemos hoje).

Ainda que a Grécia não formasse uma unidade política, ritos como a consulta ao Oráculo de Delfos e competições esportivas como os Jogos Olímpicos e os Jogos Pítios (realizados em Delfos) foram elementos que forjaram uma identidade grega para além da fragmentação e rivalidade das cidades-Estado.

"O Auriga" de Delfos no Museu Arqueológico de Delfos na Grécia
O Auriga de Delfos é um dos achados mais importantes do sítio arqueológico

Os Kouroi do Museu Arqueológico de Delfos na Grécia
Com quase 3 mil anos de idade, as estátuas de Cleobis e Bitão estão entre os exemplares mais significativos da escultura grega do Período Arcaico

Era no Santuário de Apolo, no famoso Oráculo de Delfos, que a Pitonisa (sacerdotisa do deus Sol) previa o destino de reis, comandantes militares, navegadores, poetas, heróis e até semi-deuses que vinham de todos os cantos do Mediterrâneo. pra conhecer seu futuro. 

Basta um enredo desses pra tornar a visita a Delfos imprescindível. E é o Museu Arqueológico de Delfos que nos prepara pra mergulhar no significado dessa história fundamental à compreensão do mundo grego.

Veja que espetáculo é o museu que guarda os tesouros do Santuário de Apolo em Delfos:

10 novembro 2024

O que ver em Olímpia na Grécia

Vitória de Peônio no Museu Arqueológico de Olímpia na Grécia
Uma das obras mais impressionantes do Museu Arqueológico de Olímpia é a Vitória de Peônio, representação da deusa Niké, esculpida em mármore no Século 5º a.C.

Na minha primeira viagem à Grécia, tive que fazer uma renúncia que muito me doeu: adiar a visita a Olímpia para uma próxima vez.

Mas Hermes, o deus das viagens, foi bonzinho comigo: eu pude voltar ao país e tive a chance de visitar a magnífica Olímpia. Confirmei todos os motivos de ela encabeçar muitas listas de desejos viajantes.

Sítio Arqueológico de Olímpia na Grécia
Por 1.200 anos, o Santuário de Zeus em Olímpia foi um centro espiritual fundamental para a construção de uma identidade grega entre as cidades-estado no território helênico
Templo de Zeus em Olímpia na Grécia
Terremotos e o abandono determinado pelo imperador romano Diocleciano impactaram a preservação do santuário. O outrora imponente Templo de Zeus foi praticamente destruído, mas ainda se pode ter uma ideia de suas dimensões

O Santuário de Zeus (sítio Arqueológico) em Olímpia não está tão de pé quanto a Acrópole de Atenas, por exemplo (nem Micenas, nem Delfos nem a Ágora Antiga de Atenas estão, tampouco). Mas é uma visita comovente e essencial.

Imagine que aquele complexo de templos, alojamentos e instalações desportivas foi fundamental para amalgamar uma identidade grega entre cidades-Estado poderosas e que viviam às turras, como Atenas, Esparta, Corinto, Tebas e tantas outras.

Estádio Olímpico em Olímpia na Grécia
Estádio Olímpico em Olímpia na Grécia
Este é o pai de todos os estádios olímpicos do planeta

Sim, os Jogos Olímpicos celebrados ali em honra de Zeus, a cada quatro anos, tiveram um papel fundamental em ensinar os gregos a se reconhecerem como gregos. 

A longo de 1.200 anos, a disputa no estádio (e não no campo de batalha) ressaltou as semelhanças e interesses comuns e ajudou a inventar a Grécia que a gente aprende a amar desde a primeira aula de História.

Museu Arqueológico de Olímpia na Grécia
Segundo os arqueólogos, esta figura alada feminina do Século 6º a.C. pode ser uma representação das Deusas Artemis (a lua) ou Niké (a vitória) ou mesmo uma esfinge
Museu Arqueológico de Olímpia na Grécia
Este disco de terracota adornava o frontão do Templo de Hera e seria uma representação do Sol

E, claro, esses encontros quadrienais para celebrações conjuntas também ensinaram à humanidade a superioridade do lúdico sobre o marcial. (É muito prazeroso amassar o adversário em um Brasil x Argentina. Já desembarcar tropas em Buenos Aires seria uma cretinice, né?).

Além desse sítio arqueológico imperdível, Olímpia tem um Museu Arqueológico espetacular — valeria ter ido a pé de Atenas até lá só pra ver aquela maravilha. Com o acervo composto de estátuas, fragmentos decorativos de templos e objetos rituais escavados na área do antigo Santuário de Zeus, o museu é uma viagem pela beleza e pela história desse centro espiritual tão importante.

Veja todas as dicas pra aproveitar ao máximo sua visita à maravilhosa e inesquecível Olímpia:

29 setembro 2024

7 razões pra visitar o Peloponeso na Grécia

Nafplio no Peloponeso na Grécia
O Peloponeso é a síntese da Grécia, com paisagens deslumbrantes, história riquíssima e praias deliciosas. Na imagem, a cidade de Nafplio, meu grande xodó grego

Atenas é imperdível, as ilhas gregas são um espetáculo, mas, se eu fosse você, dedicaria um bom pedaço de seu roteiro pela Grécia ao maravilhoso Peloponeso.

Fiz isso no meu primeiro roteiro na Grécia, em 2012, e repeti agora, no retorno ao país, em abril/maio de 2024. E ainda pretendo voltar muito ao Peloponeso.

Monemvasia na Grécia
Monemvasia é outra paixão arrebatadora no Peloponeso

A grande península em formato de mão que a gente vê no mapa da Grécia é a síntese perfeita do que a gente espera do país: o Peloponeso tem uma história riquíssima, bem representada em sítios como Olímpia, Micenas e Epidauros. Também é cenário de uma infinidade de narrativas da mitologia, tem paisagens deslumbrantes e praias maravilhosas.

Se você está procurando um destino lindo, barato e cheio de atrações imperdíveis na Grécia, se jogue no Peloponeso. Veja alguns motivos pra se apaixonar por ele:

22 setembro 2024

Cafés e restaurantes dos museus de Atenas

Restaurante do Museu da Acrópole de Atenas
Restaurante do Museu da Acrópole: com uma vista dessas, a comida nem precisava ser boa — mas é

Uma grande pedida, quando estou visitando um museu, é fazer uma pausa no restaurante ou cafeteria da instituição pra refrescar o olhar, descansar os pés, tomar um café e beliscar alguma coisinha. 

E você vai encontrar ótimos cafés e restaurantes nos museus de Atenas. O Museu da Acrópole, o Museu Benaki e o Museu Nacional de Arqueologia têm espaços muito agradáveis pra aquelas pausas tão necessárias durante a contemplação de seus belíssimos acervos. 

Cafeteria do Museu Nacional de Arqueologia de Atenas
A cafeteria do Museu Nacional de Arqueologia funciona no maravilhoso pátio interno do edifício, cheio de obras de arte

E os dois primeiros vão além, oferecendo cardápios super elogiados e horários de funcionamento estendidos, para que a gente possa fazer uma refeição relaxada curtindo as vistas espetaculares que se pode contemplar de seus terraços.

Depois daqui, dá uma passadinha no post sobre onde comer em Atenas, com vários restaurante legais que experimentei nessa visita mais recente à cidade. Mas curta este aperitivo aqui com gosto. Afina, tem coisa melhor do que museus que são um banquete nababesco pra os olhos, mas também cuidam do paladar dos visitantes? Veja as dicas:

20 setembro 2024

Bairros de Atenas pra passear e curtir

Atenas vista da encosta da Acrópole

A primeira vez que visitei a Acrópole, cheguei lá por uma trilha que sai do bairro de Pláka e segue pela encosta da colina sagrada dos atenienses. Escarafunchar os bairros de Atenas além do roteiro óbvio compensa demais

Como qualquer metrópole do Século 21, a capital grega tem vizinhanças para todos os gostos. Se você se dispuser a esticar os olhos para além da Acrópole, vai encontrar diversas cidades nos bairros de Atenas. E mesmo nas áreas onde se concentra o turismo, há variações marcantes — no astral e aparência — entre enclaves muitas vezes separados por uma rua.

Caminho de Pláka a Anafiotika em Atenas
Caminho de Pláka a Anafiotika em Atenas
Subir a pé de Plaka a Anafiotika é um dos grandes passeios pra se fazer em Atenas

Nos bairros de Atenas mais conhecidos, cabem o pacato clima de vilarejo nas partes altas do bairro de Pláka e em Anafiotika — justo em Pláka, que tem trechos tão fervidos pelo turismo — e o escancarado frenesi de uma Lapa ou Pelourinho em Monastiráki.

Bairro de Psyri em Atenas
Bairro de Psyri em Atenas
Psyri tem uma pegada meio Vila Madalena, um bairro de trabalhadores, na origem, que a gentrificação agora faz ferver de bares e restaurantes. Mas o eco dos tempos idos ainda está lá

Tem o turistão-elegante de Thisio e o boêmio semi-alternativo de Psyri. O low profile classe média de Petralona e o discreto charme da burguesia em Kolonaki.

E isso porque estou citando bairros de Atenas que todo mundo que pesquisou um bocadinho sobre a cidade já conhece de nome.

Nesta viagem de maio de 2024, ampliei um pouquinho mais meu chamego com Atenas explorando vizinhanças que já era conhecidas ampliando o meu mapa da cidade.

Bairro de Thisio em Atenas
Encosta da Acrópole no Bairro de Thisio em Atenas
Encosta da Acrópole no Bairro de Thisio em Atenas
Thisio é dono do lado mais bucólico das encostas da Acrópole

Lamentei muito não ter tido tempo de conferir o borogodó da Praça Exarchia e arredores (área de estudantes politizados, de boêmios e contestadores em geral, tipo my kind of town) nem pra estreitar os laços com Makrygianni (o bairro em torno do Museu da Acrópole) e seu vizinho Koukaki, que anda muito bem falado.

Igreja em Anafiotika em Atenas
Anafiotika tem igrejinhas singelas e casinhas inspiradas na arquitetura das Ilhas Cíclades
Ágora Romana em Atenas
Até Monastiráki consegue aquietar o facho em áreas como a Ágora Romana (na foto) e na Ágora Antiga

Este post é uma espécie de terceira parte das dicas de passeios pela capital grega. A série e começou com um o que fazer em Atenas dedicado aos monumentos e atrações históricas, tem uma postagem dedicada aos museus e agora chega a esse compilado de informações sobre os bairros de Atenas por onde você certamente irá passar.

Espero que ajude seu planejamento. Veja as dicas: