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Valeta ganhou meu coração à primeira vista. Essas fotos
foram feitas de Sliema, cidade onde me hospedei e que tem uma baita vista para
a capital de Malta |
Se você for confiar apenas no que os mapas mostram, vai acabar programando pouco tempo para explorar a capital de Malta. Mas não cometa esse erro: ainda que ela seja pequenininha, tem muito o que fazer em Valeta.
Em uma área com menos de 1 km² (menos de um terço do tamanho do Centro Histórico de Salvador) estão concentradas atrações que rendem facinho dois ou três dias de passeios muito lindos.
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De pertinho e nos detalhes, Valeta roubou meu coração |
Sim, Valeta é pequenininha e compacta. Tem cerca de 6 mil habitantes e pode ser atravessada de uma ponta à outra em meia hora — a distância do Forte Saint Elmo, à beira-mar, até a divisa com a cidade de Floriana é de apenas 1,5 km.
Mas essa é uma caminhada que ninguém em sã consciência vai fazer nessa velocidade, porque tem muuuuuita beleza pelo caminho.
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Na divisa entre Valeta e Floriana, a Fonte dos Tritões virou
uma das logomarcas da capital maltesa |
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O Auberge de Castille, do Século 18, era o alojamento dos
cruzados de língua espanhola. Hoje, abriga os escritórios do primeiro ministro
de Malta. Aestátua que contempla o edifício é homenagem ao líder socialista
Manwel Dimech |
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Chegar a Valeta de ferry, atravessando o Grand Harbour, dá
direito a essa paisagem |
Chamada simplesmente de Il-Belt, ou “A Cidade”, pelos malteses — mesmo apelido que os bizantinos deram a Constantinopla (hē Polis) —, Valeta foi fundada pelos cruzados (os Cavaleiros da Ordem de São João ou Ordem de Malta) em 1566, para ser a capital do país.
O local escolhido para a nova cidade foi a península imediatamente ao Norte das Três Cidades, em cuja ponta já estava o
Forte Saint Elmo, onde hoje funciona o
Museu da Guerra/National War Museum.
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Depois do cerco otomano, os cruzados fundaram Valeta para
ser uma praça forte inexpugnável. Mas nem só de muralhas e bastiões se fez a
capital maltesa, como prova a Co-Catedral de São João |
Como já contei aqui na Fragata, a fundação de Valeta foi decidida logo após o Grande Cerco de Malta, quando os cruzados e os locais resistiram ao feroz assédio dos otomanos nas muralhas da então capital, Birgù, e das cidades de Senglea e Cospicua (as
Três Cidades de Malta).
Liderados pelo grão-mestre da ordem, Jean Parisot de Vallette (de quem a cidade herdou o nome), os cavaleiros plantaram sua nova capital debruçada sobre os portos de Marsamxett e Grand Harbour e dotada de todas as sofisticações defensivas que se conhecia na época — e de belíssimos palácios, igrejas e jardins.
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Inaugurada em 2015, a sede do Parlamento de Malta foi
projetada pelo arquiteto Renzo Piano, o mesmo do Beaubourg de Paris e de The
Shard, em Londres |
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Os balcões típicos de Malta dão um colorido especial à
paisagem urbana de Valeta |
O resultado disso é uma cidade deslumbrante, talhada em pedra dourada, linda de se ver de longe e deliciosa para ser explorada de perto, a cada cantinho, ladeira, escadaria ou ruela tortuosa — sim: subir e descer escarpas é parte da aventura.
Além de caminhar à toa por Valeta, reserve tempo para ver com calma atrações imperdíveis, como a
Co-Catedral de São João, a
Casa Rocca Piccola, os
Upper Barrakka Gardens e o
Museu Nacional de Arqueologia de Malta.
Bora passear em Valeta?