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26 dezembro 2022

Bairro Lastarria, Santiago Belle Époque


Bairro Lastarria, Santiago do Chile

O Bairro Lastarria tem um arzinho Belle Époque que eu acho o traço mais sedutor de Santiago


Os terremotos não permitiram que a capital chilena preservasse em seu Centro Histórico um conjunto arquitetônico com tantos séculos de idade como os de Salvador, de Quito ou de Cusco. Mas no adorável Bairro Lastarria, Santiago faz a gente viajar tão bem para a Belle Époque que nem dá pra sentir falta do patrimônio que costumamos associar às cidades coloniais das américas.

A dois passos da movimentadíssima Avenida Libertador Bernardo O’Higgins, a principal via do Centro de Santiago, o Bairro Lastarria é um recanto de charme arquitetônico, boa gastronomia, ótima opção de passeios e de hospedagem.

Claraboia art nouveau em um casarão do Bairro Lastarria, Santiago do Chile

Claraboia de um casarão do Bairro Lastarria transformado em centro de lojas de design e moda

Na arquitetura, Lastarria preserva muitos edifícios em estilo eclético, art nouveau e algumas pinceladas de art-déco. Para fazer companhia — e contraponto — à pedra e à cal, o bairro é dono de algumas das áreas verdes mais queridas de Santiago, como o histórico Cerro Santa Lucia e o agradabilíssimo Parque Florestal, limite Norte do bairro.

O trânsito e as buzinas podem estar pegando fogo na Alameda (como os santiaguinos chamam a Avenida Libertador O'Higgins), que Lastarria não se abala.

Parque Florestal de Santiago do Chile
O agradável Parque Florestal marca o limite Norte do Bairro Lastarria

Lastarria é de uma cordialidade rara em regiões centrais de grandes metrópoles, mesmo as que tratam bem de seus centros antigos, e é uma das minhas áreas favoritas em Santiago. Veja que delícia de bairro e o que fazer por lá:

23 dezembro 2022

Bairro Itália: onde Santiago é mais charmosa


Barrio Itália, Santiago do Chile
Barrio Itália hoje (acima) e há dez anos (foto abaixo): a área ganhou mais cor, mais diversidade e mais opções gastronômicas — e continua deliciosa

Barrio Itália, Santiago do Chile

Atualizado em dezembro de 2022

Ruas arborizadas, fachadas e vitrines caindo de charme, calçadas largas, pontilhadas por banquinhos de jardim que convidam a muitas pausas para um people watching bem relaxado. Esse é o Barrio Itália, Santiago, pedacinho especialíssimo da capital chilena que virou recanto de designers de moda, tentadoras lojas de objetos vintage e galerias de arte descoladas.

Tudo isso reunido numa vizinhança com cara de lugar onde mora gente, com construções antiguinhas e bem atentas à escala humana e um público pra lá de interessante.

Loja no Barrio Itália, Santiago do Chile
As lojinhas de roupas e acessórios charmosos ainda estão por lá e a esquina de Itália com Caupolicán ainda é a "capital" dos móveis e antiquários

Antiquários no Barrio Itália, Santiago do Chile

Eu já tinha amado o Barrio Itália na primeira visita, há uma década. Agora, em setembro/22, confirmei o xodó e posso dizer que ele está ainda mais diverso, interessante e movimentado.

Especialmente aos sábados, quando o Barrio Itália fervilha de gente passeando, fazendo compras e curtindo longos cafés da manhã ou almoços tardios. 

Bares e cafés do Barrio Itália, Santiago do Chile
Café da manhã com uma excelente empanada de pino na Confeitaria La Tranquera e tapas do mar no Winnipeg: o Barrio Itália é um ótimo lugar para comer em Santiago

Se Buenos Aires tem os sábados de Palermo Soho, Santiago pode arrebitar o nariz e retrucar que ela tem os sábados do Barrio Itália.

Veja o que você vai encontrar em um passeio por esse agradável enclave de Providencia, onde eu acho que Santiago fica mais charmosa: 

04 maio 2018

Como organizar a visita a Machu Picchu com as novas regras


Machu Picchu no Peru
Machu Picchu tem uma beleza que não cansa. Já fui quatro vezes e ainda quero voltar


Atualizado em janeiro de 2019

Não conheço um único viajante que não sonhe ir a Machu Picchu. A cidade sagrada dos incas exerce um imenso fascínio, tanto por sua beleza quanto pelas questões ainda não completamente respondidas sobre sua origem, utilização e abandono. 

Estive em Machu Picchu pela 4ª vez, agora em fevereiro/2018, e não consigo jurar que esta tenha sido a última visita.

Machu Picchu não muda. O que avançou muito, desde minha primeira visita, em 2002, foi o conhecimento sobre sua história, ocupação e significado para a cultura inca.

Templo das Três Janelas em Machu Picchu no Peru

O Templo das Três Janelas é um grande mirante para contemplar Machu Picchu


O manejo turístico da cidadela também sofreu alterações radicais. Felizmente, o Peru compreende o tesouro que tem em seu território e está sempre aperfeiçoando regras de visitação que assegurem a preservação do sítio arqueológico.

As regras para a visita a Machu Picchu mudam tanto que a gente mal dá conta de acompanhar. Este post foi escrito em 2018, quando havia pouco mais de um ano da adoção de novas normas e horários no sítio arqueológico. Pois, acredite, 2019 já chega com novas modificações, que eu acabo de atualizar aqui.

Machu Picchu, Peru
Machu Picchu no Peru
Machu Picchu no Peru
Machu Picchu encanta pelo conjunto e pelos detalhes


Cada mudança nas regras de visitação a Machu Picchu provoca o maior alvoroço na viajosfera. Surgem mil dúvidas sobre o que pode e o que não pode na cidadela sagrada dos incas.

Para tranquilizar seu coração, já aviso que as novas regras de visitação do santuário inca não são um bicho de sete cabeças.

Machu Picchu, Peru
Desde a minha primeira visita a Machu Picchu, em 2002, as regras ficaram cada vez mais rígidas. Isso é bom, porque ajuda a preservar essa maravilha para as próximas gerações


As informações práticas práticas para a visita a Machu Picchu, coletadas em fevereiro de 2018 e atualizadas em janeiro de 2019, são minha contribuição para que você também realize o sonho de descobrir a cidade perdida dos incas.

Não é à toa que Machu Picchu é uma das sete maravilhas do mundo e atração imperdível dessa nossa apaixonante América do Sul.

Veja as dicas:

01 maio 2018

O que fazer em Cusco

Praça de Armas de Cusco, Peru
Haucaypata (Praça de Armas), o coração de Cusco desde o tempo dos incas

Encarapitada entre as montanhas andinas, a 3.400 metros de altitude, Cusco é fortíssima candidata a principal atração do Peru.

A capital dos incas — e, posteriormente, sede do poder colonial espanhol na região — é mais que uma cidade. É um universo de tradições, saberes ancestrais, monumentos arrebatadores e um povo que preserva tudo isso, assegurado que sua cultura continue viva no cotidiano, e não na apenas nas vitrines dos museus.

Por tudo isso, Cusco merece uma temporada mais esticada.

Cusco, Peru: Convento de Santa Catalina e paredes incas
O Convento de Santa Catalina (esq) foi construído sobre um Acllahuasi, casa das acllas, uma espécie de momjas que serviam ao deus Inti, o sol. À direita, o encanto das paredes incas, marca registrada de Cusco

Quatro dias é um intervalo razoável para aproveitar o melhor da capital dos incas: tem muito o que fazer em Cusco e você não vai se arrepender de dedicar à cidade uma atenção especial.

Estive em Cusco pela quarta vez, agora em fevereiro/2018, e continuo tão encantada por ela como na primeira visita.

Fotógrafos lambe-lambe na escadaria da Igreja de São Francisco, em Cusco, Peru
Fotógrafos lambe-lambe na escadaria da Igreja de São Francisco

Madona com o menino em traços indígenas no complexo do Kusicancha, Cusco
Sincretismo cusquenho: uma Madona com o Menino Jesus em traços indígenas, no complexo do Kusicancha

Algumas atrações de Cusco são sabidas de cor: o magnífico Qorikancha, o Templo do Sol dos incas, a Catedral Católica, a majestosa Haucaypata/Praça de Armas, centro do poder andino e colonial, as igrejas de La Compañia e de São Francisco, os palácios incas e suas paredes de encaixes perfeitos, à prova de terremotos, os templos nas montanhas que circundam a cidade.

Os 3 mil anos de história de Cusco, porém, sempre dão um jeito de aprontar novas surpresas a velhos visitantes.

A Cusco que encontrei agora está muito mais amigável ao turista que gosta de conforto, organização e boa gastronomia.

O Arco de Santa Clara e, abaixo, um típico balcão entalhado, herança espanhola

Balcão em madeira entalhada em Cusco, Peru


A capital dos incas ainda recebe multidões de mochileiros, mas ganhou em infraestrutura hoteleira, restaurantes e regras que contribuem para a preservação de seu patrimônio.

Veja neste post o que fazer em Cusco e minhas dicas para montar seu roteiro e aproveitar ao máximo o patrimônio, a cultura e as novidades dessa cidade única:

25 março 2018

Templo do Sol e Catedral de Cusco


Templo do Sol (Qorikancha), Cusco, Peru
Imagem inesquecível em Cusco: a imponência do Qorikancha, o Templo do Sol

Na capital de dois impérios, a religiosidade do povo da terra e dos colonizadores legou a Cusco seus dois monumentos mais espetaculares. Ver o Templo do Sol e a Catedral de Cusco é daquelas experiências que valeriam a travessia dos Andes a pé.

A deslumbrante Catedral espanhola de Cusco, na Praça de Armas, é um dos exemplos mais importante da arquitetura e arte sacra colonial nas Américas.

Catedral de Cusco, Peru
A Catedral de Cusco é um curso intensivo de história da arte sacra colonial espanhola

E o Templo do Sol, ou Qorikancha é muito mais que um edifício, é uma metáfora viva sobre a resistência cultural dos povos tradicionais do continente.

O Templo do Sol e a Catedral de Cusco merecem estar no topo de qualquer lista de "o que fazer na cidade". Apenas 600 metros separam a Qorikancha da Catedral. Combinar as duas visitas não só é prático, como também muito ilustrativo.

Qorikancha, Templo do Sol de Cusco, Peru
A iluminação noturna deixa o Qorikancha ainda mais impressionante

No Templo do Sol e na Catedral de Cusco você vai aprender muito sobre a cidade, a tradição inca e a colonização espanhola no Peru.

Em cerca de uma hora, com um guia, você explora as belezas do templo católico. Depois, reserve mais uma hora e meia para ver o templo quéchua.

Qorikancha, Templo do Sol, Cusco, Peru
Arcadas espanholas e paredes incas no claustro do Convento de São Domingos, estrutura colonial construída sobre o Templo do Sol

O Templo do Sol e a Catedral de Cusco, vistos numa sequência, são a melhor coisa que você vai ver em Cusco. Veja as dicas pra se organizar:

Boleto turístico de Cusco - o que é e como usar

Templo de Saqswayamán, Cusco, Peru
O Templo de Sacsayhuaman, nos arredores de Cusco, é uma das atrações com ingresso incluído no boleto turístico

Para ver a maioria das atrações de Cusco e arredores (Vale Sagrado, inclusive), é preciso comprar o boleto (bilhete) turístico, passe que dá acesso a 16 sítios arqueológicos, museus e outros pontos de interesse. 

Lugares como o Templo de Sacsayhuaman, a fortaleza de Ollantaytambo e o sítio arqueológico de Moray, por exemplo, só podem ser visitados por portadores do boleto, cuja versão integral custa 130 soles (US$ 40) — estudantes pagam 70 soles (US$ 22).

Para quem vai ficar em Cusco por alguns dias e pretende fazer os passeios pelos arredores da cidade, vale a pena comprar o Boleto Turístico Integral.

Fortaleza de Ollantaytambo, no Vale do Urubamba, com entrada incluída no boleto turístico de Cusco
Fortaleza de Ollantaytambo, atração imperdível no Vale do Urubamba, com entrada incluída no boleto turístico de Cusco

Se você for ficar menos tempo ou não se interessar por muitas explorações, considere a hipótese de comprar uma das modalidades mais baratas do boleto turístico de Cusco (70 soles), que dão acesso a apenas um determinado grupo de atrações.

Veja os detalhes sobre cada modalidade de boleto turístico de Cusco, as atrações incluídas com a minha avaliação sobre cada uma e onde comprar esse ingresso essencial para ver as principais belezas da terra dos incas.

24 março 2018

Inti Raymi, a festa do Sol em Cusco

Festa do Sol em Cusco: a chegada do Inca
A chegada do Inca é o ponto alto da Festa do sol, em Cusco
Atualizado em abril de 2019

No Nordeste brasileiro, o 24 de Junho é dedicado às fogueiras de São João, tradição herdada dos portugueses, uma cristianização de celebrações ancestrais do Solstício de Verão.

No nosso Hemisfério Sul, porém, a data marca o Solstício de Inverno, o dia mais curto do ano, data que para muitas das civilizações pré-colombianas era marcada por oferendas e homenagens ao sol.

O Inti Raymi, Festa do Sol em Cusco, foi a mais importante celebração para o povo Quéchua (incas).

Ingresso para o Inti Raymi, a Festa do Sol em Cusco, Peru
Euzinha em Machu Picchu e meu ingresso para o Inti Raymi de 2003

A Festa do Sol do povo quéchua marca o momento em que Apu Punchao Inca, o Deus Sol, está no ponto mais distante da terra e precisa ser cativado e convencido a retornar a seus filhos, simbolizando o recomeço, o início de um novo ciclo.

Os ingressos para o Inti Raymi 2019 começam a ser vendidos no dia 9 de maio, pelo site da Emufec (a empresa de turismo de Cusco).

Elenco em trajes incas para a Festa do Sol, em Cusco
Reprimida pela colonização espanhola, a celebração do Inti Raymi só foi retomada na década de 40 do Século 20

Em 2019, Cusco comemora os 75 anos desde a retomada das celebrações da Festa do Sol e a cidade promete caprichar no evento.

São esperados 200 mil turistas em Cusco ao longo de todo o mês de junho e a cidade deve lotar no dia 24 de junho, quando é realizado o Inti Raymi.

Assistir à celebração do Inti Raymi em Cusco é uma experiência inesquecível.

A Festa do Sol, marcada por cantos danças e desfiles rituais, foi extinta a partir da invasão espanhola, no Século 16.

Mas os ritos foram preservados na tradição oral do povo da Cordilheira e, a partir da década de 40 do Século 20, começaram a ser reconstituídos, num esforço apoiado por historiadores, arqueólogos e antropólogos.

Neste post tem todas as dicas para você participar da maior festa do povo inca, realizada todos os anos em Cusco, no dia 24 de junho. Bora?

18 maio 2013

Passeio ao vulcão Cotopaxi no Equador

Base do Vulcão Cotopaxi no Equador
Dá para chegar de carro até a base do Vulcão Cotopaxi, a 4.500 metros de altitude

Um dos programas mais populares entre os turistas que visitam o Equador é o passeio ao Vulcão Cotopaxi, a segunda montanha mais alta do país (5.897 metros), a cerca de 30 quilômetros ao Sul de Quito. Eu experimentei essa aventura e adorei.

O Cotopaxi anda quietinho há cerca de um século, mas é um vulcão ativo, um dos mais altos do mundo.

Em 2002, por exemplo, o vulcão soltou uns rugidos, mas não chegou a morder. Sorte de quem mora perto (e nem tão perto): em 1877, a lava e a lama provenientes de uma erupção do Cotopaxi causaram estragos a mais de 100 km de distância de sua cratera.

Camada de cinzas do Vulcão Cotopaxi no Equador

Pela altura da camada de cinzas vulcânicas à beira da estrada a gente já vê que esse moço Cotopaxi gosta de atividade

 
Para ver o Cotopaxi, engajei-me num tour. A programação é oferecida por praticamente todas as agências de Quito.

Meu tour ainda oferecia a possibilidade de descer boa parte da encosta do Vulcão Cotopaxi de bicicleta.

A saída de Quito para o passeio ao Cotopaxi é bem cedinho, lá pelas 7 horas, com regresso no final da tarde.

Veja como foi minha experiência:

15 maio 2013

O que fazer em Quito

Virgem Alada de Quito no Equador
Virgem Alada de Quito no Equador
senhor horizonte de Quito: a Virgem Alada e a moldura das montanhas


Quito é uma cidade única e surpreendente. Mesmo quem está acostumada às paisagens e costumes andinos percebe, logo na chegada, que a capital do Equador até lembra outros cenários sul-americanos, mas tem traços de personalidade muito fortes e só dela.

Tem muito o que fazer em Quito e garanto que você vai se apaixonar e encontrar muito mais do que essas 5 razões para gostar da cidade que listei aqui.

La Ronda, rua de bares e restaurantes no Centro Histórico de Quito
La Ronda, rua de bares e restaurantes no Centro Histórico de Quito

La Ronda é a rua boêmia do Centro Histórico de Quito


Comece olhando o horizonte de Quito, o mais desafiador que já vi na vida. Depois, repare no profundo respeito que a contemporaneidade presta a todos os aspectos das tradições andinas.

Os costumes indígenas, em Quito, não são “exóticos”, eles estão impregnados na pele da cidade. 

O mesmo acontece com seu riquíssimo patrimônio histórico. Quito tem o maior conjunto arquitetônico colonial das Américas e esse tesouro permanece em uso, numa relação “coloquial” com a cidade. 

Basílica do Voto Nacional em Quito no Equador
Basílica do Voto Nacional em Quito no Equador
Basílica do Voto Nacional em Quito no Equador
Basílica do Voto Nacional em Quito no Equador
Gótico extemporâneo da Basílica do Voto Nacional, adornada por "gárgulas tropicais": os monstros medievais europeus foram substituídos por tamanduás, jacarés e macacos


Outro encanto de Quito é sua culinária feita de pratos de sabor forte, doces com gosto de casa da avó e um encontro feliz entre os sabores dos Andes, do mar e dos colonizadores espanhóis.

Se não bastasse tudo isso, em Quito a gente está mais perto do céu: a linha do Equador é o ponto mais alto do planeta e ela passa exatamente pela capital do Equador.

Veja minhas 5 razões para gostar de Quito:

13 maio 2013

Roteiro pelas igrejas coloniais de Quito

Altar da Catedral de Quito no Equador
Altar da Catedral de Quito

Tem três coisas que você não pode deixar de fazer na capital do Equador, sob pena de cometer um pecado mortal contra a beleza: visitar três igrejas coloniais de Quito simplesmente deslumbrantes, pertinho uma da outra, no Centro Histórico da cidade.

A Catedral de Quito, a Igreja de San Francisco e La Compañia (como a gente rapidinho aprende a chamar a igreja dos jesuítas, na vã esperança de ficar íntima daquele portento) são razões suficientes para você atravessar os Andes e aterrissar na bela Quito, cidade que, felizmente, os brasileiros estão começando a descobrir.

Igreja de São Francisco em Quito no Equador
Igreja de La Compañia em Quito no Equador
La Compañia (acima) é uma beldade esculpida em pedra vulcânica. No alto, a Igreja de São Francisco, construída pelos espanhóis na antiga praça cerimonial dos incas

O Centro Histórico da capital do Equador é o maior conjunto arquitetônico colonial das Américas. Todo ele, portanto, é um espetáculo. Mas essas três igrejas coloniais de quito são tesouros muito especiais e devem ser listados como pontos altos de um roteiro na cidade. 

Cruzeiro da Catedral de Quito
Cruzeiro da Igreja de São Francisco em Quito
Cruzeiros da Igreja de São Francisco e da Catedral de Quito (no alto)

Veja as dicas e organize a agenda. Só não vale deixar de ver essas três igrejas lindas:

11 maio 2013

Compras em Cotacachi no Equador


Catedral La Matriz, Cotacachi, Equador
Catedral La Matriz de Cotacachi, Equador. A cidade tem um centrinho histórico interessante, mas o que atrai os turistas são os produtos de couro, principal atividade econômica da cidade

A apenas 20 quilômetros do famoso Mercado Indígena de Otavalo, a pequenina Cotacachi, Equador, tem como grande trunfo turístico sua forte indústria de artigos de couro, que atrai muita gente para umas comprinhas.

Com pouco mais de 8 mil habitantes e plantada a 2,4 mil metros de altitude, a cidade vive desse comércio. A rua principal de Cotacachi é um corredor de lojas que se acotovelam e disputam a atenção dos visitantes com vistosas ofertas  nas vitrines. Tudo isso em silêncio, felizmente.

Casacos, bolsas, sapatos e carteiras feitos pelas pequenas fábricas de couro da Província de Imbabura são vendidos no atacado ou no varejo, com preços bastante atraentes.

Casario típico da cidade de Cotacachi, Equador
Cotacachi preserva seus sobrados antigos
Casario típico da cidade de Cotacachi, Equador

É preciso alguma paciência para garimpar boas peças, não pela natureza da matéria prima (o couro de Cotacachi é famoso pela qualidade), mas pelo design e cores, às vezes bastante over.

Eu, porém, consegui um sobretudo de couro, cor de tabaco, por US$ 120. Bastou avisar à moça que atendia na loja que não queria nada com frufrus e enfeites para ela me mostrar as peças mais clássicas, sem tentar me empurrar nada — isso, pra mim, é o supra sumo do bom atendimento.

Veja como foi a minha experiência:

Mercado Indígena de Otavalo no Equador


Vendedoras de artesanato no Mercado de Otavalo, Equador
As otavaleñas fazem questão de usar seus trajes tradicionais e posam para as fotos com orgulho de sua elegância
Vendedoras de artesanato no Mercado de Otavalo, Equador

Cerca de 100 quilômetros ao Norte de Quito, Otavalo é uma das atrações mais conhecidas do Equador, graças a sua feira, ou mercado indígena, realizado todos os sábados.

É nesse imenso mercado, esparramado pela cidade, que gente de todas as vilas da região de Imbabura vem vender sua produção de artesanato, tecidos, tapetes, animais vivos e a colheita da época.

Vulcão Imbabura, Equador
O povo otavalo considera o Imbabura seu ancestral. O vulcão está extinto, mas a "coroa" de nuvens concentrada em seu cume dá a impressão de que ele está permanentemente expelindo fumaça

Como meu voo saía de Quito no sábado de manhãzinha, não deu para ver o Mercado de Otavalo a mil por hora. Decidi ir até lá assim mesmo, no feriado do Dia do Trabalhador. Quando você for ao Equador, cerifique-se de ter um sábado livre pra ver a feira no seu auge).

Ainda que não tenha pegado o dia quente do Mercado de Otavalo, adorei a viagem à cidade, que preserva muito das tradições indígenas. E a paisagem do caminho de Quito até lá é um show atrás do outro.

Veja como foi minha visita à interessantíssima Otavalo: