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12 setembro 2024

O que fazer em Atenas

Templo das Cariátides na Acrópole de Atenas
Tem muito o que fazer em Atenas. Principalmente, ficar comovida e embasbacada com as maravilhas da cidade, como o Templo das Cariátides, na Acrópole

O que fazer em Atenas, além de ficar comovida, embasbacada e profundamente feliz por estar em uma cidade com a qual a gente aprende a sonhar desde criancinha?

Quando eu comecei a escrever este post, tive a pretensão de reunir aqui rigorosamente tudo que tem de interessante pra fazer na cidade (algumas toneladas de motivos pra você experimentar as emoções que listei no parágrafo acima). 

Muita gente se limita a passar por Atenas pra ver a Acrópole e já segue para o circuito-clichê Mikonos e Santorini (agora acrescido por Zaquintos). Cada um viaja como quer, mas, se você aceita um conselho (de uma apaixonada totalmente parcial), não desperdice a chance de descobrir mais dessa cidade adorável.

Ágora Romana de Atenas
A Ágora Romana é uma atração meio negligenciada, mas muito bacana em Atenas

Por piedade à barra de rolagem do seu navegador, porém, resolvi dividir as dicas sobre o que fazer em Atenas em três partes.

Aqui, portanto, este o que fazer em Atenas se concentra apenas nos principais monumentos e espaços históricos da cidade. Os museus em Atenas estão no próximo post (siga o link) e os bairros da capital grega — com suas peculiaridades e cantinhos atraentes — também ganharam uma postagens só pra eles.

Busto de Eurípedes no Jardim Nacional de Atenas
Busto de Ésquilo no Jardim Nacional em Atenas

Eurípedes (no alto) e Ésquilo no Jardim Nacional  — e eu fiquei saltitante como uma criancinha quando consegui decifrar os nomes desses dois grandes do teatro nos caracteres gregos

Também para poupar quilômetros a este post, vou dar só uma pincelada em atrações que já ganharam posts exclusivos aqui na Fragata — a Acrópole, a Ágora Antiga e o Templo de Zeus Olímpico (onde também falo do Arco de Adriano). As dicas práticas (atualizadíssimas) dessas atrações estão aqui, mas as informações detalhadas estão nos posts específicos, que estão lincados.

Assim sobra mais espaço pra eu falar (e mostrar) a Ágora Romana, o Estádio Panatenaico, da Catedral Metropolitana de Atenas, da Praça Syntagma e da troca da guarda e do Jardim Nacional.

Catedral Metropolitana de Atenas
Mosaico em estilo bizantino na Catedral Metropolitana de Atenas

Se você já foi a Atenas, espero que você tenha a mesma alegria que eu tive, tendo a chance de voltar. Se ainda não foi, torço muito pra que isso aconteça em breve.

O que eu garanto é que tem muito o que fazer em Atenas pra deixar você comovida, embasbacada e profundamente feliz.

Veja as dicas:


12 agosto 2024

Roteiro na Baixa de Lisboa

Baixa de Lisboa
A Baixa de Lisboa rende um passeio (ou vários) muito bacana

Sufocada pelos clichês turísticos e pelas multidões, ela é, mesmo assim, incontornável pra quem quer conhecer a capital portuguesa — e, como este roteiro na Baixa de Lisboa pode atestar, cheia de atrações realmente bacanas.

A Baixa de Lisboa é a grande expressão da reconstrução da capital após o terremoto de 1755 — a catástrofe, que pode ter atingido 9 pontos na Escala de Richter, foi seguida por um maremoto e incontáveis incêndios. Destruiu praticamente toda a cidade e acarretou mais de 10 mil mortes.

Baixa de Lisboa
Baixa de Lisboa
Um programinha que eu adoro na Baixa é o safari fotográfico de fachadas

Situada no trecho que corre para o Norte, desde a margem do Tejo — à sombra das colinas onde se assentam a Alfama, de um lado, e o Bairro Alto e o Chiado, do outro — a Baixa foi a área que mais sofreu com o chamado Sismo de Lisboa. 

A reedificação da terra arrasada deu a ela a cara que ela tem ainda hoje, resultado de um projeto de reconstrução liderado pelo Marquês de Pombal (governante de fato em Portugal entre 1756 e 1777). Daí o seu apelido de Baixa Pombalina.

Com essa biografia, que vai do terror ao ressurgimento, a Baixa olha a muvuca de visitantes e locais do alto de suas belas fachadas históricas com um certo ar de quem já viu de tudo, enquanto estrela postagens de Instagram. 

Por trás daqueles azulejos, hotéis, restaurantes, cafés, lojas (e até moradias) trepidam com o turismo, mas mas a Baixa não perde o charme.

Baixa de Lisboa
A impressão é que as fachadas da Baixa me olham com um ar de quem já viu de tudo

Este roteiro pela Baixa de Lisboa passa por alguns dos cenários mais bonitos da cidade, como a Praça do Rossio e a Praça do Comércio, e muitos dos cartões postais mais conhecidos da capital portuguesa. 

Não é um pacote fechado. É um passeio pra fazer no seu ritmo, escolhendo suas paradas e o tempo de duração. Mas, se resolver seguir as sugestões tintin por tintin, vai caminhar menos de 3 km, com direito a várias pausas.

Bora passear?

02 agosto 2024

Roteiro pela Alfama e Castelo de São Jorge em Lisboa

Bairro da Alfama em Lisboa
Quanto mais a gente esquece o mapa, melhor fica a Alfama

Um passeio que eu curto muito em Lisboa é o roteiro pela Alfama e Castelo de São Jorge. Adoro contemplar a cidade das muralhas da fortaleza, ponto mais alto da capital portuguesa, e depois descer ladeiras e escadarias do bairro sem me preocupar muito com o mapa — pra baixo, todo santo ajuda.

A Alfama, sem dúvida, vive uma contradição: é um dos bairros mais representativos da velha Lisboa — parte considerável de suas construções sobreviveu ao terremoto de 1755 — ao mesmo tempo em que é diariamente invadido pelo que o Século 21 tem de mais chato a oferecer, o overtourism e as exigências das redes sociais.

Tuc-tucs na Alfama em Lisboa
fachada típica do bairro da Alfama em Lisboa
Os tuc-tucs são um inferno, mas a Alfama ainda é um lugar onde mora gente

Mas nem as hordas de turistas gravando vídeos, nem o vai e vem barulhento dos tuc-tucs, nem os funcionários de restaurantes mercando seus quitutes nas calçadas pra atrair clientes conseguem estragar a Alfama.

Saindo das ruas principais, a gente sempre encontra as velhas fachadas, as roupas nos varais e o sotaque inconfundível do lugar onde mora gente. 

Bairro da Alfama em Lisboa
Bairro da Alfama em Lisboa
Todos os caminhos da Alfama levam ao Castelo

Este roteiro pela Alfama e Castelo de São Jorge aponta os principais monumentos da área, mas não se limite às atrações com pedigree. Entre uma visita e outra, perca-se, suba, desça e arrisque. O passeio vai ficar muito melhor assim.

Veja as dicas:

bairro da Alfama e Catedral de Lisboa
Bairro da Alfama e Castelo de São Jorge em Lisboa
No Alto, as torres da Sé de Lisboa e a Alfama vistos do Elevador de Santa Justa. Acima, o Castelo de São Jorge e o bairro clicados do Miradouro de São Pedro de Alcântara 

02 julho 2024

O que fazer em Madri

Edifício Metrópolis de Madri visto do Terraço do Círculo de Belas Artes
Edifício Metrópolis e a Gran Via vistos do Terraço do Círculo de Belas Artes

Madri não tem um Big Bem ou uma Torre Eiffel — aquele ponto turístico óbvio, imediatamente reconhecível e desejado por gente do mundo inteiro. Mas não se iluda: a capital espanhola é uma cidade simplesmente espetacular e você vai encontrar muito o que fazer em Madri.

Atrações de primeiríssima linha — basta lembrar o Museu do Prado e o Museu Reina Sofia —, uma história riquíssima, imortalizada em um patrimônio lindo, um verdadeiro mosaico arquitetônico de diversas épocas e, claro, um astral apaixonante.

Neste post, listei muitas dessas atrações, várias delas gratuitas. Tem roteiros pra fazer a pé pela Madri dos Áustrias e por outras belezas da cidade, como a bela arquitetura da Gran Vía, tem mirantes pra admirar a capital espanhola (linda!), tem a Feira do Rastro, o Parque do Retiro... 

Veja todas essas sugestões de passeios e você vai concordar comigo: tem muito o que fazer em Madri — e só coisa muito boa.

06 janeiro 2024

Jam no MAM em Salvador: jazz, pôr do sol e alto astral

Jam no MAM em Salvador
Gosta de música? A Jam no MAM é seu programa em Salvador

Se você gosta de beira de praia e boa música, é bem capaz de ser um dos 3,4 milhões de viajantes que vão dar um pulo em Salvador neste verão. Então, eu tenho uma dica de ouro: coloque a Jam no MAM no seu roteiro pela cidade mais melódica do Brasil. Basta se programar para estar aqui no último sábado de qualquer mês, que é quando rola esse encontro delicioso.

A Jam no MAM em Salvador é garantia de excelente música, no mais alto astral e em um dos cenários mais lindos de Salvador, o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-Bahia), instalado no maravilhoso conjunto arquitetônico do Solar do Unhão, do Século 18, de cara para a paisagem única da Baía de Todos os Santos

É mole ou quer mais?

Então deixa eu acrescentar que a Jam no MAM é um programa barato (R$ 10 ou R$ 5 pra quem faz jus à meia entrada) e que combina com um monte de outras coisas gostosas pra fazer em Salvador.

Por exemplo, o banho de mar na Prainha do MAM, as exposições de arte sempre instigantes (até o final do verão, o MAM-Bahia exibe No verbo do silêncio a síntese do grito, retrospectiva do grande fotógrafo Walter Firmo), bebericos no café do museufarrinha na Gamboa de Baixo (novo polo gastronômico raiz) ou um jantar na Marina da Contorno.

Solar do Unhão em Salvador
Jam no MAM em Salvador
A música é ótima, o cenário é lindo e a brisa da Baía de Todos os Santos é uma delícia

A Jam no MAM segue à risca do que se espera de uma jam session — músicos que se encontram pelo prazer de tocar e improvisar, recebem convidados e navegam nos sons, levando o público junto.

E que público! Na última Jam no MAM de 2023 — no último sábado de dezembro, o pátio do Solar do Unhão estava lotado de gente que se balançava mansamente junto com os acordes, se refrescava com a brisa da Bahia de Todos os Santos e curtia a sonzeira na maior cordialidade.

Ah, e em baianês, Jam a gente pronuncia Jã — nada de djem, ok?

Veja as dicas da Jam no MAM em Salvador e não perca essa que já é uma das melhores tradições da cidade. Um programa pra todas as estações do ano.

02 novembro 2023

O que fazer em Valparaíso, Chile

Cerro Alegre em Valparaíso
Nem tente resistir ao charme de Valparaíso

Valparaíso é meu grande xodó no Chile. Localizada a 120 km de Santiago, a cidade portuária é um destino bem popular dos passeios bate e volta partindo da capital chilena, geralmente combinados com a visita a Viña del Mar. 

Mas acho um bate e volta muito pouco pra essa lindeza feita de cores e precipícios.

Quando o assunto é o que fazer em Valparaíso, é preciso citar mais do que uma lista de atrações da cidade — e sim, há muitas delas. 

Porque o melhor de Valparaíso é se perder por suas ladeiras admirando sua arquitetura peculiar e o capricho de seus grafites, sempre com a trilha sonora do pio das gaivotas.

Valparaíso, Chile
Cerro Alegre em Valparaíso no Chile
Cerro Alegre em Valparaíso no Chile
Formada por 42 morros diante de uma baía, Valparaíso é um encanto feito de muito sobe e desce ladeiras e infinitas paradas para clicar seus grafites

E quando digo que um bate e volta a Valparaíso é pouco, falo por experiência. Minhas duas primeiras visitas à cidade foram nesse esquema e ambas me deixaram com mais vontade de voltar.

Se você vai ao Chile, recomendo muitíssimo que você programe uma ou duas noites em Valparaíso, pra mergulhar no super bom astral, na boemia e na beleza da cidade, como eu fiz nesse roteiro na Argentina e no Chile.

Veja as dicas sobre o que fazer em Valparaíso e aproveite essa cidade deliciosa.

Cerro Alegre em Valparaíso
Fiquei hospedada no Cerro Alegre, totalmente encantada com a minha vizinhança

23 dezembro 2022

Bairro Itália: onde Santiago é mais charmosa


Barrio Itália, Santiago do Chile
Barrio Itália hoje (acima) e há dez anos (foto abaixo): a área ganhou mais cor, mais diversidade e mais opções gastronômicas — e continua deliciosa

Barrio Itália, Santiago do Chile

Atualizado em dezembro de 2022

Ruas arborizadas, fachadas e vitrines caindo de charme, calçadas largas, pontilhadas por banquinhos de jardim que convidam a muitas pausas para um people watching bem relaxado. Esse é o Barrio Itália, Santiago, pedacinho especialíssimo da capital chilena que virou recanto de designers de moda, tentadoras lojas de objetos vintage e galerias de arte descoladas.

Tudo isso reunido numa vizinhança com cara de lugar onde mora gente, com construções antiguinhas e bem atentas à escala humana e um público pra lá de interessante.

Loja no Barrio Itália, Santiago do Chile
As lojinhas de roupas e acessórios charmosos ainda estão por lá e a esquina de Itália com Caupolicán ainda é a "capital" dos móveis e antiquários

Antiquários no Barrio Itália, Santiago do Chile

Eu já tinha amado o Barrio Itália na primeira visita, há uma década. Agora, em setembro/22, confirmei o xodó e posso dizer que ele está ainda mais diverso, interessante e movimentado.

Especialmente aos sábados, quando o Barrio Itália fervilha de gente passeando, fazendo compras e curtindo longos cafés da manhã ou almoços tardios. 

Bares e cafés do Barrio Itália, Santiago do Chile
Café da manhã com uma excelente empanada de pino na Confeitaria La Tranquera e tapas do mar no Winnipeg: o Barrio Itália é um ótimo lugar para comer em Santiago

Se Buenos Aires tem os sábados de Palermo Soho, Santiago pode arrebitar o nariz e retrucar que ela tem os sábados do Barrio Itália.

Veja o que você vai encontrar em um passeio por esse agradável enclave de Providencia, onde eu acho que Santiago fica mais charmosa: 

22 dezembro 2022

O que fazer em Mendoza — além das vinícolas

Vinhedos e montanhas em Mendoza na Argentina
Os vinhedos cultivados à sombra das montanhas colocaram Mendoza no mapa turístico

O que colocou Mendoza no mapa dos viajantes foi a famosa produção vinícola da região. Mas tem mais o que fazer em Mendoza além de visitar bodegas e experimentar os vinhos mendozinos.

Eu, por exemplo, fui a Mendoza pra ver a beleza estonteante da Cordilheira dos Andes, aos pés da qual estão plantados os vinhedos que fizeram a fama da região, Também fui ver a agradável cidade de 150 mil habitantes — centro de uma região metropolitana que reúne cerca de 1,2 milhão de pessoas.

Plaza Chile em Mendoza na Argentina
Como é que uma cidade no meio do deserto consegue ser tão verde?
Centro de Mendoza na Argentina

Quem curte garimpar detalhes também não vai se decepcionar com Mendoza


As paisagens andinas são uma das minhas grandes paixões de viajante. Já tive o prazer de ver muitos ângulos da Cordilheira — de Caracas, Venezuela, lá no Norte, até Puerto Montt, no Sul do Chile. 

A região de Mendoza, decantadíssimo camarote para as montanhas, não poderia ficar fora do meu mapa, ainda mais com seu ilustríssimo “presidente”, o Monte Aconcágua, maior montanha do planeta fora da Ásia.

Passagem San Martín em Mendoza na Argentina
Na esquina da Avenida San Martín com a Peatonal Sarmiento, a Passagem San Martín foi construída em 1926, no primeiro “arranha céu” de Mendoza, com sete andares
 
E a capital argentina dos vinhos, cultivada à sombra das montanhas, não decepciona. Passei três dias e meio em Mendoza (quatro noites) e passeei bastante pela cidade bem cuidada, muito arborizada e tremendamente amigável a caminhadas. 

Mendoza foi uma pausa bem-vinda entre as trepidantes Buenos Aires e Santiago, estrelas do meu roteiro pela Argentina e pelo Chile.

Plaza Independencia em Mendoza na Argentina

Além de comer bem e beber bem, em Mendoza se aproveita a vida ao ar livre. Esta é a agradável Plaza Independencia, coração da cidade


Mendoza é lugar para se comer bem e beber bem. Fiz belas farrinhas regadas a vinho na cidade, ainda que tenha abdicado de visitar as vinícolas (bodegas) da região. 

Se você curte enoturismo, vai encontrar na internet muitas dicas para organizar seu roteiro. Aqui você encontra dicas sobre o que fazer em Mendoza além das vinícolas:

27 novembro 2022

Bate e volta de Buenos Aires a Tigre, Argentina

Tigre na Argentina

A atração mais popular de Tigre é o passeio de barco pelo Delta


O bate e volta de Buenos Aires a Tigre é a mais popular opção de passeio para quem quer dar uma esticadinha fora da metrópole. 

Tigre é bonitinha e bem cuidada e rende um dia diferente para quem tem mais tempo em Buenos Aires e quer variar de cenário. É muito fácil de chegar lá com o trem da Linha Mitre, que parte da Estação de Retiro.

Estação Retiro, Buenos Aires
O jeito mais fácil de chegar a Tigre é pegar o trem na Estação Retiro, que é interligada ao metrô de Buenos Aires
 
Localizada no Delta do Tigre — uma região totalmente rendilhada por braços de rios e por uma miríade de ilhas, chamadas de El Carapachay —, a cidade ainda guarda ecos dos tempos de veraneio elegante do início do Século 20, convida a passeios de barco para ver a mata ribeirinha ou a simplesmente caminhar sem pressa à beira d’água.

Eu já tinha estado em Tigre na minha primeira visita a Buenos Aires, no longínquo ano de 1978. Voltei agora, mais de quatro décadas depois. Eu e meu amigo Romolo fizemos o bate e volta de Buenos Aires a Tigre em setembro/2022 e confirmamos que é um passeio fácil, simpático e barato.

Museu de Arte de Tigre, Argentina
Este belo edifício Belle Époque abriga o Museu de Arte de Tigre, com acervo dedicado a artistas argentinos dos séculos 19 e 20
 
Veja todas as dicas para organizar esse passeio:

03 novembro 2022

Palermo, Buenos Aires - o bairro com cheiro de maçã


Grafite em Palermo Soho, Buenos Aires
Grafite em Palermo Soho, o pedacinho mais descolado desse tradicional bairro de Buenos Aires

Atualizado em novembro de 2022

À sua moda — e sem abrir mão de sua alma única — a capital argentina sempre brincou de ser Paris. Mas, na minha modesta opinião, o bairro de Palermo, Buenos Aires, flerta com Nova York. O astral do bairro, especialmente de sua porção conhecida como Palermo Soho, tem ecos da grande maçã em seu jeitão descolado, plural e vanguardeiro.  

Eu curto muito o bairro seja para ficar hospedada, seja para passear. Palermo tem pelo menos um museu imperdível, o Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires (Malba). E também tem o Museu Nacional de Artes Decorativas, o Museu Evita e o Planetário Galileu Galilei. 

Jardim Japonês e Malba, Buenos Aires
Cerejeiras em flor no Jardim Japonês e um museu sensacional, o Malba. O cardápio visual do bairro de Palermo é variado e muito atraente

Obras de Frida Kahlo e Diego Rivera no Malba, Buenos Aires
Obras de Frida Kahlo e Diego Rivera em exposição no Malba

O bairro também é o "dono" dos 25 hectares de puro charme dos Bosques de Palermo e o Rosedal, além do Jardim Japonês

Complete isso com uma coleção imensa de restaurantes badalados e gastronomia inventiva, bares interessantes, arquitetura retrô, lojas de jovens designers de moda e está feita a receita de Palermo para seduzir tanta gente que vive ou visita Buenos Aires.

Sem saudosismos  até porque não combina  Palermo lembra mesmo a Nova Iorque dos Anos 80. Veja como aproveitar as atrações desse bairro gostoso e interessante:

18 junho 2022

Montevidéu - Feira de Tristán Narvaja, o Bazar "del Oriente"


Banca de livros usados na Feira de Tristan Narvajas, Montevidéu, Uruguai

Banca de livros usados em frente à sede do MLN-Tupamaros, na Feira de Tristán Narvaja


(Post publicado em 2011 e atualizado após minha nova visita à Feira de Tristán Narvaja, em maio de 2022.)

Que me perdoem a Praça Benedito Calixto (São Paulo), Waterlooplein (Amsterdã) e a Feira de San Telmo em Buenos Aires. Para garimpar antiguidades e quinquilharias divertidas, o paraíso é a Feira de Tristán Narvaja, realizada todos os domingos, a partir das 8 da manhã, no bairro de Cordón, Montevidéu.

Entre legumes, verduras, animais vivos, você pode arrematar roupas de segunda mão, livros usados, discos e objetos antigos numa sucessão infinita de tabuleiros. E os preços são muito interessantes. 

A Feira de Tristán Narvaja é um autêntico Bazar del Oriente  —  da República Oriental de Uruguay, bem entendido.

Animais à venda na Feira de Tristan Narvajas, em Montevidéu, Uruguai

Na Feira de Tristán Narvaja se vende até gato por lebre... 😁


Vale a pena organizar seu roteiro no Uruguai para estar em Montevidéu num domingo e dar um pulo neste mercado de pulgas super autêntico. A Feira de Tristán Narvaja é um dos programa mais divertidos da capital uruguaia.  

Muito mais do que fazer compras, você vai se esbaldar observando os frequentadores e vendedores no seu ritmo de vida normal, circulando por aquela muvuca. Veja o que você vai encontrar na Feira de Tristán Narvaja:

16 maio 2022

O que fazer em Valência na Espanha


Valência na Espanha
No alto, o Século 21 na Cidade das Artes e da Ciência. Acima, o Século 15 na Lonja de la Seda: Valência caminha entre os tempos históricos com uma graça e uma beleza muito raras

Fazia muito, muito tempo que eu não ficava tão caída de amores por uma cidade como fiquei por Valência. Visitei a cidade nas últimas férias antes da pandemia — ela foi um dos vértices do meu roteiro mediterrâneo, que incluiu também Malta e Barcelona — e foi amor à primeiríssima vista.

A capital da Comunidade Valenciana, a 360 km de Madri e 350 km ao Sul de Barcelona, era um destino que eu vinha me devendo há décadas. E como é que eu pude demorar tanto para me dar o prazer de estar naquela cidade?

Como eu pude demorar tanto para ver a Valência de El Cid, o legendário campeador, que governou a cidade no Século 11? A corajosa capital da República Espanhola durante a Guerra Civil? O berço da paella


Valência na Espanha
O animado vai e vem no Centro Histórico de Valência em um final de tarde de outono. Ao fundo, a espetacular Catedral
Mercado de Colón em Valência na Espanha
A Art Nouveau Valenciana resplandece na fachada do Mercado de Colón, ótimo lugar para bebericar e tapear

Tem muito o que fazer em Valência, cidade de beleza escancarada, cheia de gente animada nas ruas e alguma coisa no ar que convida à felicidade.

As atrações de Valência passeiam do Gótico aos traços contemporâneos e quase afoitos da arquitetura de Santiago Calatrava — e eu ia dizer passando pela Art Nouveau Valenciana (prima do Modernismo Catalão), que está em toda parte. Mas quem é que apenas passa pela Art Nouveau? Porque eu paro, me amarro e arreio os quatro pneus.

Estação del Nord em Valência na Espanha
Valência não está para brincadeiras e já quer arrebatar seu coração desde o primeiro instante. Desembarcar do trem na Estação del Nord é mergulhar na Art Nouveau Valenciana
Jardins do Túria em Valência na Espanha
Eu fiquei fã dos passeios pelos Jardins do Túria, um parque linear com mais de 10 km sobre o antigo leito de um rio

Viajar tem muitos prazeres. Namorar paisagens novas, tentar ficar íntima do ritmo de um idioma diferente, inebriar-se em temperos menos familiares — acredite, uma orxata de xufa, bebida típica de Valência, é o sabor exótico mais fácil de se amar que eu já provei.

Valência me deu tudo isso e mais o enorme prazer de ser sacudida por uma inesquecível surpresa: eu já sabia que seria legal, mas ela superou todas as minhas expectativas.

Paella valenciana
Um grande programa em Valência é provar (devorar) uma paella na terra onde o prato foi inventado
Torres de Quart em Valência na Espanha
As Torres de Quart, do Século 15, são uma porta fortificada que restou da muralha medieval de Valência e uma das imagens mais reconhecíveis da cidade

Se você ainda não foi à linda Valência, vá correndo. Se já foi, volte, como eu pretendo fazer loguinho. Veja minhas dicas de encantos valencianos (e já aviso que este post é enooooorme 😊):