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| O núcleo etílico dos Barris antes da muvuca (que nem é tanta). O trechinho boêmio fica de cara para a Biblioteca Central |
Rio Vermelho ou Santo Antônio? Quem pensa em farra em Salvador costuma ficar dividido entre esses dois bairros, muito bem providos de bares e restaurantes para todos os gostos. Recentemente, porém, minha simpatia palpita pela boemia nos Barris, bairro do ladinho do Centro Antigo e de respeitável tradição notívaga.
Farrear nos Barris é pra quem procura uma vibe nada frenética, com conversa longa em voz confortável, que não precisa subir de tom acima de música estridente.
A boemia nos Barris tem uma madrinha surpreendente: a
Biblioteca Central do Estado da Bahia, ou simplesmente, "Biblioteca dos Barris" — a instituição pública do gênero mais antiga da América Latina,
fundada em 1811 — ganhou a sede atual no bairro em 1970. Sua programação
cultural, especialmente as sessões de cinema na Sala Walter da Silveira, sempre
atraiu um público interessante e fiel para a área.
O núcleo boêmio dos Barris é pequenininho, mas animado. Ele
se resume a uns 200 metros da Rua General Labatut em frente à Biblioteca, onde
se alinham bares como a Cantina dos Barris, o Velho Espanha, o libanês Baladna
e o Resenhas Gourmet. O clima é adorável: conversas animadíssimas nas mesas e
celulares esquecidos — até pode rolar uma selfie, mas a alegria-ostentação
definitivamente não é a marca do lugar.
Veja como curtir a boemia nos Barris:
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