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09 junho 2024

Os três grandes Museus de Madri - uma trinca que vale a viagem

Museu Reina Sofia em Madri

Eu deliro com a arquitetura e o acervo do Museu Reina Sophia de Madri. A escultura que aparece na foto é A Pincelada de Roy Lichtenstein


Post atualizado em junho de 2024

Museu do Prado, Museu Thyssen-Bornemisza e Museu Reina Sofia: se você está procurando motivos para visitar a capital espanhola (e olha que há pencas de razões), concentre-se nesses nomes. Esses três museus de Madri — só eles — já valem a viagem.

O Museu do Prado é aquilo que a gente já sabe: uma dos mais importantes do mundo, onde se pode ver um panorama vasto e apaixonante de tudo que a Europa (principalmente) já produziu na pintura e na escultura, os carros chefes do acervo.

"As Meninas" de Velázquez no Museu do Prado em Madri
Estátua de Velázquez no Museu do Prado em Madri
O grande Diego Velázquez recebe os visitantes na porta do Museu do Prado. Sua tela As Meninas (no alto), exposta lá, é um imenso motivo pra visitar Madri
Museu Reina Sofia em Madri
Museu Reina Sofia em Madri
Acima e no alto, detalhes da arquitetura do Museu Reina Sofia

 O Museu Reina Sofia — cujo engenho arquitetônico usado para integrar seus pavilhões já deixa a gente apaixonada — tem uma das melhores coleções de Arte Moderna do Planeta, onde se destaca a Guernica, de Picasso. 

O Museu Thyssen-Bornemisza reúne um precioso acervo de pintura que abarca do Renascimento ao . Modernismo

Obras do acervo do Museu Thyssen-Bornemisza, em Madri
Atrações do Museu Thyssen-Bornemisza: Santa Catarina de Alexandria, de Caravaggio, e Jovem Cavaleiro e Paisagem, de Vittore Carpaccio
Passeio do Prado, Madri
O caminho das pedras: o Paseo del Prado leva você pela mão pra ver esses três museus fantásticos

Uma linha quase reta de 1,5 km liga esses três museus de Madri, em uma área super central da cidade, muito bem servida de transporte público. O ponto de referência é o agradável e histórico Passeio do Prado, uma alameda muito verde e margeada por obras de arte onde já era chique caminhar no Século 17.

O Passeio do Prado está a 200 metros do Museu Nacional Museu Reina Sofia e passa literalmente na porta do Museu do Prado e do Museu Thyssen-Bornemisza.

Igreja de San Jerónimo el Real, Museu do Prado, Madri
A Igreja de San Jerónimo el Real pertencia a um dos mosteiros mais importantes de Madrid. Seu claustro foi integrado ao Museu do Prado

A proximidade entre os museus, porém, não significa que você deva visitá-los no mesmo dia. Tem tanta, mas tanta coisa pra ver no Prado, no Reina Sofia e no Thyssen que cada um deles rende mais de uma visita. Tudo bem que eu sou bicho de museu, mas considero cada um deles programa pra um dia inteiro — e muitíssimo prazeroso.

O importante é não deixar esses três museus de Madri fora de seu roteiro na cidade. Veja as dias práticas e as maravilhas que você vai encontrar no Museu do Prado, no Museu Reina Sofia e no Museu Thyssen-Bornemisza:

22 novembro 2023

A arte das mulheres, um grande motivo para viajar

"A Cuca" de Tarsila do Amaral
A Cuca, de Tarsila do Amaral, pertence ao Museu de Grenoble, na França, mas eu tive a alegria de vê-la cara a cara no MoMA de Nova York. Viajar faz bem pra os olhos

Faz muito tempo que eu vinha batucando este post. Afinal, uma das minhas principais razões pra viajar é ver coisas bonitas pintadas, esculpidas, desenhadas e grafitadas mundo afora — e cada vez me contento menos em ver a produção artística apenas dos rafaéis, caravaggios e diegos que fazem a fama dos museus. 

Quero ver a arte das mulheres, também.

O empurrãozinho final para concluir o texto foi dar de cara com um cartaz/manifesto das Guerrilla Girls, novidade no acervo do MASP - Museu de Arte de São Paulo, que voltei a visitar no início de novembro, em uma temporada paulistana. 

Cartaz do Guerrilla Girls no MASP
Cartaz do Guerrilla Girls no MASP
Manifesto das Guerrilla Girls no MASP: elas têm toda a razão

As Guerrilla Girls são um coletivo de artistas feministas anônimas, com a missão de denunciar a desigualdade de gênero e raça dentro da comunidade artística. E elas têm toda razão: o mundo da arte é machista e nosso olhar de apreciador@s de arte também é. 

Apesar do apagamento da arte das mulheres — seja no desestímulo à produção artística feminina ao longo dos séculos, seja no pouco interesse de quem exibe, compra e olha — esse é um universo cheio de gênias. 

As mais excepcionais conseguem furar o bloqueio e chegar até nós sem que a gente faça muito esforço — Frida Kahlo (1907-1954) e Tarsila do Amaral (1886-1973), por exemplo. Outras, a gente tem que procurar.

"A Valsa" de Camille Claudel
"A Valsa" de Camille Claudel
"A Valsa" de Camille Claudel
A Valsa (1892), de Camille Claudel, no Museu Soumaya da Cidade do México
Esculturas de Rebeca Matte no Museu Nacional de Belas Artes do Chile
Esculturas de Rebeca Matte no Museu Nacional de Belas Artes de Santiago do Chile

E foi procurando (e viajando) que eu conheci as pintoras mexicanas Remédios Varo (1908-1963) e Maria Izquierdo (1902-1955), as uruguaias Berta Luisi (1924-2008) e Petrona Viera (1895-1960), as argentinas Mildred Burton (1942-2008) e Raquel Forner (1902-1988) e a escultora chilena Rebeca Matte (1875-1929), só pra ficar nas fronteiras da América Latina e nos marcos do Século 20.

O apagamento é ainda mais intenso quando se trata de artistas negras. É o caso da brasileira Maria Auxiliadora (1935-1974), que em sua curta vida produziu uma obra fascinante, retratando a cultura popular, rituais religiosos de matriz africana e cenas cotidianas.

Autodidata, Maria Auxiliadora aprendeu arte em casa, com a mãe bordadeira, pintora e escultora. Foi descoberta quando expunha seus trabalhos na feirinha da Praça da República, em São Paulo. Teve sua obra exibida na Europa, mas a consagração como pintora só ocorreria após a sua morte. 

Hoje, quadros de Maria Auxiliadora  integram coleções importantes, como a do MASP, a do Museu de Belas Artes de Boston (EUA) e do Museu de Art Naïf de Laval (França).

"Três Mulheres" de Maria Auxiliadora no MASP
Três Mulheres, de Maria Auxiliadora, no MASP

Também se fala muito pouco da norte-americana Laura Wheeler Waring (1887–1948). Ela foi uma das principais figuras da Renascença do Harlem, movimento que eclodiu na década de 1920 naquele bairro de Nova York, de população majoritariamente afrodescendente.

Laura teve a chance de estudar em Paris e trabalhou a vida toda como professora de artes para poder pintar. É aclamada principalmente por seus retratos de personalidades negras norte-americanas. Grande parte desta coleção pode ser vista na National Portrait Gallery dos EUA, em Washington.

"Os recém-casados" de Olga Sacharoff
"Um Casamento" de Olga Sacharoff
Fiquei encantada com esses trabalhos de Olga Sacharoff no Museu Nacional de Arte da Catalunha, em Barcelona. Acima, Um Casamento. No alto, Os recém-casados. As duas obras são de 1923

Ampliando o tempo e a geografia, as viagens me deixaram cara a cara com a obra sensacional de Artemísia Gentileschi (1593-1653), uma gênia italiana do Século 17.

 Também me permitiram conhecer a existência de Sofonisba Anguissola (1532-1625), uma pioneira admirada por Michelangelo. 

E me mostraram a beleza da produção de Berthe Morisot (1841-1895), uma impressionista que não deve nada aos monets, manets e companhia.

Exposição "Artemisia Gentileschi e seu Tempo" no Museu de Roma
Exposição de Diane Arbus no MALBA de Buenos Aires

Duas mostras temporárias que eu tive muita sorte de ver, em 2017. Acima, a fotógrafa norte-americana Diane Arbus em cartaz no MALBA de Buenos Aires. No alto, a exposição Artemisia Gentileschi e seu tempo, no Museu de Roma

Descobrir a arte das mulheres dá trabalho: a gente tem que pesquisar (santa internet!) e nunca esquecer de fuçar aqueles cantinhos menos concorridos dos museus. Mas o resultado do esforço é um vendaval de belezas que nunca mais vai sair das nossas retinas e memórias.

Neste post, listei um timaço de artistas mulheres que, tenho certeza, você também vai adorar encontrar nas suas próximas viagens. Bora?


05 novembro 2022

Museu Fortabat em Buenos Aires

Museu Fortabat em Buenos Aires

Museu Fortabat em Buenos Aires: o lugar para descobrir grandes artistas argentinos

A capital argentina tem um respeitável elenco de museus, cada um de seu jeito. No MNBA, a gente tem um panorama bem amplo das artes visuais no mundo. No Malba, a gente morre de paixão pelos latino-americanos, em geral. Mas foi no Museu Fortabat que Buenos Aires me apresentou à riqueza da arte produzida na Argentina.

No Museu Fortabat, descobri pintores interessantíssimos como os modernistas Roberto AizebergAntonio AliceCarlos Alonso e o genial Antonio Berni. Foi lá que encontrei as impressionantes Raquel Forner e Mildred Burton. Também foi lá que conheci obras do célebre Prilidiano Pueyrredón, que no Século 19 retratou com paixão a Argentina criolla dos pampas.

"A Defunta Correa" de Antonio Berni no Museu Fortabat em Buenos Aires
"A Defunta Correa" de Antonio Berni no Museu Fortabat de Buenos Aires
A Defunta Correa, de Antonio Berni é uma tela/instalação que retrata uma forte devoção popular argentina a Maria Antonia Deolinda Correa, a quem se atribui uma série de milagres

Sim, você verá grandes expoentes das artes no mundo, como Turner, Jan e Pieter Brueghel, Chagall, Miró e Salvador Dalí.

Mas a ênfase do acervo do Museu Fortabat é a arte argentina. De todos os museus de Buenos Aires que já visitei, este foi o que me “educou” mais neste quesito.

"O Censo de Belém", de Brueghel, no Museu Fortabat de Buenos Aires

Se você quer ver grandes nomes da pintura mundial, o Museu Fortabat também tem: este quadro é O Censo de Belém, de Brueghel

Estrategicamente localizado em Puerto Madero — um lugar onde 10 entre 10 turistas dão ao menos uma passadinha —, o Museu Fortabat de Buenos Aires é um programaço que merece demais entrar no seu roteiro portenho.

Veja as dicas:

09 julho 2022

Museu Nacional de Artes Visuais de Montevidéu

Museu Nacional de Artes Visuais de Montevidéu
O Museu Nacional de Artes Visuais de Montevidéu é lindo, tem entrada gratuita e é facílimo de encaixar na sua rota turística

Que surpresa sensacional é o Museu Nacional de Artes Visuais de Montevidéu! Dono de um acervo super instigante, o MNAV tem entrada gratuita e é muito fácil de encaixar na rota turística pela capital uruguaia.

O MNAV está instalado no Parque Rodó, com ônibus na porta e a curta caminhada de Punta Carretas, onde a maioria dos turistas brasileiros gosta de se hospedar.

Traduzindo: você tem zero desculpa pra deixar o Museu Nacional de Artes Visuais fora do seu roteiro em Montevidéu. Visitei o MNAV logo no meu primeiro dia de passeios pela cidade e confesso que foi preciso me controlar pra não voltar lá todo dia — mas só consegui porque Montevidéu tem muitas coisas legais pra ver e fazer.

"Esporte", tela do pintor uruguaio Guillermo Laborde

Esporte (1923), de Guillermo Laborde: a elite preferia o tênis


"Partida de Furebol", quadro do pintor uruguaio Carmelo de Arzadun

Os trabalhadores se divertiam em uma Partida de futebol, como esta retratada por Carmelo de Arzadun, em 1919


O Museu Nacional de Artes Visuais de Montevidéu é uma deliciosa aula sobre a pintura uruguaia, que nós brasileiros conhecemos pouco, mas que brilha nas obras de Joaquín Torres García, José Gurvich, Pedro Figari e muitos outros. 

Se você tiver que escolher um único museu para visitar em Montevidéu, que seja o MNAV — mas eu torço sinceramente para que você não passe por esse dilema, porque ô cidade pra ter museus bacanas como a capital uruguaia. 

Já tem um post aqui na Fragata sobre o meu amado Museu Torres García e todas as dicas sobre os museus de José Gurvich, Pedro Figari e Juan Manuel Blanes estão numa postagem bem completinha com 9 centros culturais e museus de Montevidéu que eu super recomendo.

Mas, agora, veja o que você vai encontrar no adorável MNAV e prepare-se para esse delicioso mergulho na arte dos nossos vizinhos orientales.

"As Ciganas", quadro do pintor uruguaio Rafael Barradas
Adorei reencontrar o pintor Rafael Barradas, autor de As Ciganas (1919), que já tinha me conquistado com trabalhos expostos no MNAC de Barcelona


30 maio 2022

Montevidéu - Museu Torres Garcia


Fachada do Museu Torres García em Montevidéu, Uruguai
O Museu Torres García está instalado nesse predinho art déco muito fofo, na Calle Sarandí, exclusiva para pedestres

Desde a primeira vez que bati os olhos num quadro de Joaquín Torres García (1874-1949), virei fã desse uruguaio, parceiro do modernista catalão Antoni Gaudí e do holandês Piet Mondrian

Sou encantada por sua pintura, que junta a (então) vanguarda cubista com elementos que parecem saídos de uma pintura rupestre.

"O Peixe", obra de Joaquín Torres García
O Peixe (1928) foi uma das muitas obras de Torres García destruídas no incêndio do Museu de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, em 1978. O museu do artista exibe esta réplica

"Nosso Norte é o Sul", de Joaquín Torres García

O Norte é o Sul (1935) é possivelmente a obra mais conhecida de Torres García, uma afirmação da identidade sul-americana


O Museu Torres Garcia, em Montevidéu, é um programão. Já o tinha visitado em 2011 e voltei agora (maio/2022), para ter uma enorme surpresa: se eu já tinha amado da primeira vez, fiquei saltitante em ver que o museu passou por uma reforma, engordou o acervo e está ainda mais bacana.

Veja as dicas e não perca essa super atração de Montevidéu:

25 maio 2016

Mondrian e o Movimento De Stijl no CCBB-Brasília


Exposição de Mondrian no CCBB de Brasília
Tem sempre alguma coisa bacana pra ver no CCBB-Brasília. A exposição de Mondrian está linda

Brasília está sediando três exposições de artes plásticas maravilhosas, Frida Kahlo, Marianne Perreti e Mondrian e o Movimento De Stijl, esta em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil até 4 de julho. Posso garantir que esse é mais um motivo pra uma visitinha à cidade.

Se você se apressar, ainda pega as mostras de Marianne Peretti (artista francesa, autora dos vitrais da Catedral) e de Frida Kahlo e suas companheiras surrealistas (e feministas e socialistas), que é um espetáculo e já ganhou post aqui no blog. Essas duas exposições ficam até 5 de junho.

Veja o que você vai encontrar no CCBB, na mostra sobre Mondrian:

29 abril 2016

A arte de Frida Kahlo em Brasília

Frida Kahlo: Autorretrato com Vestido Vermelho e Dourado
Frida Kahlo: Autorretrato com Vestido Vermelho e Dourado, na Caixa Cultural Brasília

Copiada, reproduzida, estampada em camisetas, posteres, cadernos e quinquilharias várias pelo mundo a fora, a arte de Frida Kahlo é consumida e facilmente reconhecível por qualquer pessoa em contato com a cultura pop.

Mas só vendo a arte de Frida Kahlo ao vivo, cara a cara, pra se ter uma ideia do quão genial foi essa mulher, o maior ícone das artes plásticas do México, um país que não economiza gênios, especialmente a partir do período Modernista.

A vida tem sido boa comigo: além de vez por outra me encontrar com trabalhos de Frida Kahlo em museus (os melhores do mundo fazem questão de ter exemplares de sua arte), já visitei a Casa Azul, na Cidade do México, onde ele viveu e trabalhou (a casa é uma obra que saiu da imaginação da pintora) e pude ver algumas exposições especiais destacando o gênio de Frida.

Frida Kahlo: Retrato de Diego Rivera e Autorretrato
Diego e Frida pintados pela artista

Frida Kahlo: Autorretrato com Macacos (1943) e Autorretrato como Tehuana ou "Diego em Meu Pensamento"
Autorretrato com Macacos e Autorretrato como Tehuana (também conhecida como Diego em Meu Pensamento), ambos de 1943

Uma dessas grandes oportunidades foi a exposição Frida Kahlo: Conexões entre Mulheres Surrealistas no México, que passou por Brasília em abril de 2016.

Veja que linda essa mostra:

10 abril 2016

Museu Botero e a coleção do Banco da República da Colômbia


Fernando Botero: "A Guerrilha de Elizeo Velásquez" no Museu Botero de Bogotá

A Guerrilha de Elizeo Velásquez, o quadro de Botero de que mais gostei


Uma tremenda vantagem de ficar hospedada no bairro da Candelária, em Bogotá, foi ficar pertinho de um dos acervos públicos de arte mais importantes da América Latina. O Museu Botero e Coleção de Arte do Banco da República da Colômbia têm entrada gratuita e são um show de bola que não pode faltar no seu roteiro.

O Museu Botero tem 123 trabalhos do artista e mais 85 obras que compunham sua coleção particular — um tesouro que tem Picasso, Chagall, Calder, Torres García, Miró... —, acabou virando meu “programinha de vizinhança”.

Escultura de Fernando Botero no Museu Botero de Bogotá
Escultura de Fernando Botero no Museu Botero de Bogotá
Gosto ainda mais das esculturas de Botero do que dos quadros


Aproveitando que a entrada é gratuita, acabei fazendo várias visitas ao bonito casarão, antiga sede da Casa da Moeda, que também abriga a Coleção de Arte do Banco da República da Colômbia, um panorama das artes visuais desde a colônia até os dias de hoje, com ênfase em artistas colombianos e latino-americanos.

Mona Lisa de Fernando Botero
A famosa Mona Lisa de Botero


 Dois acervos bacanérrimos para ver e rever durante sua estada em Bogotá. Veja as dicas:

14 junho 2015

Feriadão em São Paulo - como aproveitar a cidade


Estação da Luz em São Paulo
A Estação da Luz é linda e fica na porta de dois museus sensacionais: a Pinacoteca do Estado e o Museu da Língua Portuguesa

Quando eu morava em Sampa, lá se vão 20 anos, eu e a maioria dos meus amigos adorávamos passar os feriadões na cidade, fugindo do engarrafamento louco na direção da serra ou do litoral e aproveitando a cidade mais tranquila.

Com o passar do tempo, São Paulo já não fica mais tão vazia nos feriadões — parece que todo mundo passou a usar o truque que achávamos que era só nosso, 😁. Mas ainda é um grande programa estar em Sampa nessas folgas, se você montar algumas estratégias de sobrevivência.

Instituto Cultural São Paulo
Instituto Tomie Ohtake em São Paulo
bairro da Liberdade em São Paulo
Prazeres paulistanos: lá no alto, o sempre interessante Centro Cultural São Paulo. No centro, o Instituto Tomie Ohtake. Acima, as luminárias japonesas no bairro da Liberdade


Talvez eu não tenha mais o entusiasmo juvenil para enfrentar os aspectos mais ferozes da megalópole, mas adoro estar estar em São Paulo a passeio pra aproveitar a imensa oferta de museus, centros culturais, espetáculos, parques e atrações gastronômicas que são a marca da cidade.

Os paulistanos, tão ciosos da fama laboriosa da cidade, talvez não gostem do que vou dizer, mas São Paulo foi feita para o lazer 😀.

Veja essas dicas de São Paulo e inspire-se para uma temporada de dolce far niente na pauliceia: 

24 maio 2015

MAR - Museu de Arte do Rio

A Praça Mauá vista do terraço do  MAR - Museu de Arte do Rio
O terraço do MAR, com vista para as montanhas e a Ponte Rio Niterói

Atualizado em junho de 2018

Nessa nova safra de museus e espaços culturais do Rio de Janeiro, o MAR – Museu de Arte do Rio, merece ir para o topo de sua lista de prioridades. Inaugurado em 2013, na Praça Mauá, esse museu foi paixão à primeira vista pra mim.

A começar pela arquitetura. A sede do Museu de Arte do Rio é resultado do felicíssimo “casamento” entre os dois edifícios de estilos bem diferentes, mas que resultam num baita conjunto.

Os dois edifícios do Museu de Arte do Rio integrados por uma cobertura de concreto
Os dois edifícios do Museu de Arte do Rio integrados por uma cobertura de concreto
Os dois edifícios do Museu de Arte do Rio, em estilos arquitetônicos e de épocas completamente diferentes, se encontram e se unem pela ousada cobertura em concreto ondulado


A pauta do MAR também é interessantíssima - vi uma mostra sobre mulheres modernistas, com obras de Tarsila do Amaral, Anita Malfatti e outras brasileiras de cair e o queixo.

Pra completar, o Museu de Arte do Rio tem uma senhora vista para a Nova Zona Portuária do Rio e a Baía de Guanabara.

Preciso dizer mais? Veja as dicas para organizar a visita:

12 abril 2015

Palácio Abatellis de Palermo: um banquete de arte gótica e renascentista

Afresco "O Triunfo da Morte" no Palácio Abatellis de Palermo
O Triunfo da Morte, a obra mais importante do acervo do Palácio Abatellis de Palermo, sede da Galeria Regional da Sicília

Surpresa boa é sempre legal. Surpresa boa em viagem geralmente se inscreve entre as melhores memórias de uma jornada. Como a Galeria Regional da Sicília, museu instalado em um belo edifício do Século 15, o Palácio Abatellis de Palermo.

Esse senhor museu de arte gótica e renascentista é pouco badalado, mas merece entrar em qualquer lista de programas imperdíveis na Sicília.

Palácio Abatellis de Palermo
Palácio Abatellis de Palermo

O Palácio Abatellis foi construído para sediar a Alfândega do Porto de Palermo


O Palácio Abatellis de Palermo fica no bairro de Kalsa, no Centro Histórico. Seu belíssimo acervo abarca principalmente a arte produzida na Sicília entre os séculos 12 e 17.

Um bom lugar para descobrir ou reencontrar os mestres da pintura que viveram e trabalharam na Sicília.

Pode colocar o Palácio Abatellis de Palermo no topo da sua lista de atrações da Sicília, que não vai se arrepender. Veja como foi minha visita:

08 março 2015

Passeios cariocas - 4 programas clássicos no Rio de Janeiro


Praia de Ipanema no Rio de Janeiro
Bom dia, Ipanema!! Esta era a vista do terraço do hotel onde me hospedei, na Rua Farme de Amoedo

Desde pequenininha, sou uma carioca eventual. Já morei na cidade em cinco fases diferentes da vida, a última delas entre 2009 e 2011. Nessa convivência, fui criando meu repertório de passeios cariocas pra aproveitar o moooonte de encantos do Rio de Janeiro — algumas dessas atividades são bem locais, outras que são pura turistagem.

Um bom cardápio de passeios cariocas tem que ter praia, boteco, almoço que mais parece jantar (pela hora, não pela superprodução) e algum programa cultural. Na minha passagem mais recente pelo Rio eu fiz tudo isso e recomendo.

Teve praia no Posto 9, em Ipanemafarra na Mureta da Urca (com direito a muita cerveja e pasteizinhos de camarão de responsa), almoço tardio no Bar do Beto e exposição no CCBB. Mais carioca do que isso? Só faltou a roda de samba e o jogo no Maracanã.

Veja as dicas: